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Luiz Aleixo Boulanger ( o artista da letra)

(1) - Boulanger chegou ao Brasil o Império ainda engatinhava e, 2 anos depois montou uma oficina litográfica, inaugurada no dia 15 de agosto de 1829, sendo este o segundo estabelecimento daquele gênero na cidade do Rio de Janeiro, e no Brasil.
(Segundo regista o livro "Historia da Trasladação da Corte Portuguesa Para o Brasil", de Alexandre José de Mello Moraes, o primeiro estabelecimento litográfico do Brasil era instalado no Beco de Manuel Carvalho, nº 2, também na cidade do Rio de Janeiro, pelo senhor Steinman).
No dia 11 de outubro de 1831 Boulanger recebeu o cargo de professor e no ano seguinte José Bonifácio de Andrada e Silva o nomeou a Professor Régio, tendo sido mestre de caligrafia de D.Pedro ll e de suas irmãs.
Foi escrivão da Corte em 1862, e desenhava os brasões novos.
Com paciência, executando trabalhos a bico de pena e retratos entrava muitas vezes pelas noites adentro, o que veio desgastar-lhe a visão.
Luiz Aleixo Boulanger nasceu em França, no dia 2 de abril de 1798, mudou se para o Brasil em 1827 ( segundo fontes do I.H.G.B ).
Aqui exerceu a arte litográfica, foi retratista, caligrafo, heraldista, paisagista, retratista e iminente homem publico, tendo sido o segundo Rei de Arma do Império e autor de vários livros. Morreu cego, na capital do Império, no dia 24 de julho de 1874.
Algumas de suas obras; "Cartilha Caligráfica de D.Pedro", impresso em França.
"Demonstração das Mudanças de Ministros e Secretários de Estado do Império do Brasil de 1822/1863".
Laemmert, Rio, 1864.
"Assembleia Geral Legislativa"
Editora; L.A.Boulanger, Rio de Janeiro, 1853. 2 volumes.
"Calendário Perpetuo Allegórico"
"Batalha dos Santos Lugares", Rio. 1852.
"Tabela dos Dias de Galla", Rio, 1857.
"Mappa Mundi do Imperio do Brazil", 1861.
"Atlas do Imperio do Brazil", 1860.
Poesias de José Bonifácio", s.d.
Apesar de sua dedicada contribuição a nossa historia e membro fundador do Instituto Histórico e Geográfico brasileiro seu nome é pouco conhecido.
Um seu filho, Ernesto Aleixo Boulanger, nascido em 24 de dezembro de 1842, também foi escrivão da nobreza do império, em 1874.

(02) - Domingos dos Santos Moraes Sarmento.
Professor de escrita, aritmética, francês e latim, mas foi como caligrafo que Sarmento se destacou grandemente em seu tempo.
Em sua "Lista de Alguns Artistas Portugueses" o Cardeal Saraiva louva a arte se sarmento como sendo uma das mais perfeitas dentre todos calígrafos portugueses.
Capaz de executar copias de estampas com tanto primor e minúcias que se tornava incapaz de discernimento quanto a que era de pena e a que era de chapa.
Provado todavia, em sua consciência, Sarmento cedeu-se a tentação de falsificar apólices do Real Erário e, neste mister reproduziu mais de 30 cédulas de 20:000 réis.
Descoberta a trama, capturado, em 1803 começo seu calvário pelas masmorras frias destinadas aos prisioneiros de Estado.
Já desiludido da sorte que o aguardava, julgado foi condenado a morte.
No entanto, por sua influencia nos meios cultos houve quem, por admiração a sua arte, clamassem por sua defesa e, isto somado aos insistentes pedidos de clemencia por parte do réu, sua pena foi diminuída para prisão perpétua, pena que cumpriria na Torre da Fortaleza de São Julião da Barra, em Lisboa.
Mesmo na prisão exerceu trabalhos de professor, caligrafo e desenhista do Real Colégio da Feitoria.
Estão nos arquivos da história suas cartas escritas da prisão e, em uma delas, escrita no dia 24 de janeiro de 1811, avisava que as aulas estavam suspensas devido seu estado de saúde ter deteriorado, segundo ele devido seu quarto demasiado frio e pequeno.
Em uma carta do dia 18 de abril de 1811 o artista lamentava a ausência de sua mulher, e filha, que ele descrevia como uma espada de dois gumes trapassando-lhe o coração, e que sua esperança estava na clemencia real.
Domingos dos Santos Moraes Sarmento era natural do Distrito do Fundão, Bispado da Guarda.
Antes de sua malfadada aventura era professor de escrita, aritmética, latim e francês em Aldeia Nova das Donas.
Na prisão, em 1807 elaborou um painel sob o título "Quatro Pensamentos Alegóricos", dedicado a Napoleão.
Na iminência da invasão francesa, talvez o malogrado vate esperava com isto sua libertação.
Domingos dos Santos Moraes Sarmento morreu no Limoeiro, em 1814.


(2) - Joseph Carstairs.
Caligrafo ingles que teve alguns dos seus manuais caligraficos vertido para o portugues.
"Nova Collecção; Exemplos de Escripta Ingleza".
Autores; J.Carstairs & Butterworth.
J.P.Aillaud, Paris 1830.
"Novo Curso Completo d'Exemplos d'Descripta Ingleza Segundo Timkins & Butter Worth. Typ. Langlumé, 1830.

(3) - Orminda Isabel Marques.
"Escrita Brasileira", Série de 5 cadernos de 16 páginas, rigorosamente graduados.
Edições Melhoramentos, São Paulo, 4ª edição 1955.

(4) - Cyrillo Wolkmar Machado.
"Collecção de Memorias Subsídios Para a Historia da Arte Portugueza Relativa as Vidas dos Pintores, Escultores, Architetos e Gravadores Portuguezes e dos Estrangeiros que Estiverão em Portugal.
Imprensa da Universidade de Coimbra, 1922, 2ª edição.

(5) - Walter Spalding nasceu em São Geronimo, R.G.S, em 28 de outubro de 1901, e morreu em Porto Alegre no dia 5 de junho de 1976.
Com sua mente fecunda se destacou como grande pesquisador e divulgador de fatos de nossa historia.
Foi professor, religioso, poeta, cronista, dramaturgo e ensaísta.
Membro do Instituto Geografico do Rio Grande do Sul desde 1932, e membro da Academia Riograndense de Letras.
Com o manual didático, "Manuscripto Nacional", Editora Globo, 1933, Spalding contribuiu para a prática da leitura dos caracteres caligráficos.
É autor de várias obras relacionadas a nossa história.

(6) - Gregório Paez do Amaral.
"Exemplares de Letra Ingleza", 1794.

(7) - Antonio Jacintho de Araujo, professor d'escripta , e arithmética, correspondente da Academia Imperial das Sciencias em St. Petersburgo.
"Nova Arte de Escrever, offerecida ao Príncipe nosso senhor", para a instrucção da mocidade. Lisboa, na Officina de Antonio Gomes 1794.
25 páginas, 25 gravuras caligráficas desenhadas pelo autor e abertas a buril por Lucius. In 4º, de 30X42 cm.
Em "Noticias Prévias" pagina 32, da primeira edição do "Regras Methodicas", Off.de Simão Thadeu Ferreira, 1803, o calígrafo Ventura da Silva não lisonjeia a "arte" de Araujo, antes afirma que, os carácteres de letra apresentados por Araujo em sua obra, nunca foram inglesa (como afirma Araujo) e que era de longe uma imitação de Andrade. Segundo o ver de Ventura este trabalho de Araujo deveria ser intitulado, "Nova Arte de Escrita Araujentica".
Todavia A Nova Arte de Escrever é, entre Andrade e Ventura, a que mais se destaca, no nosso idioma.

(8) - Filippe Neri.

(9) - Olga Acauã Gayer $ Branca Diva Pereira de Souza.
"Queres Ler?". Selbach, Porto Alegre, 1919. 5ª edição 1933.
Livro didático com instruções caligráfica.

(10) - José Inacio da Costa Miranda & Cirilo Dilermando da Silveira.

(11) - J.Vaz de Figueiredo.
"Modelos de Caligrafia". Lisboa. Papelaria Fernandes de S.A.R.L.
Livraria Litos-tipos encadernação. Largo do Rato, 13. Beco do Ouro, 143-149.
Para ensino da letra inglesa inclinada, pelo professor e contabilista J.Vaz de figueiredo.

(12) - Olympio Alexandre.
"O Calligrapho Brazileiro".
Typ Aliança de J.E.S. Cabral.
Rio de Janeiro 1925.

(13) - Anonimo.
"O Calligrapho Moderno". álbum oblongo ilustrado.
Rio de Janeiro, Garnier, 1900.

(14) - Theodoro de Moraes.
"Cadernos de caligrafia Vertical".
Série de 5 cadernos, São Paulo,Typ de Augusto Siqueira, 1910.

(15) - Francisco Vianna.
"Cadernos de Escrita Vertical"
5 cadernos de escrita com 16 páginas cada.
São Paulo, Melhoramentos, sem data.

(16) - Centro Para o Ensino da letra francesa e gótica?

(17) - Alfredo Anderson e C.C.Lister.
"Caligrafia Muscular". São Paulo,Tipografia Siqueira, sem data.
"Caligrafia Muscular adaptado às escolas". 66 páginas 21x11 cm.
tip do Colegio Mackenzie.

(  ) - João Baptista Vieira Gomes Pinheiro.
Conforme registra  a “lista de Artistas Portugueses” do Cardeal Saraiva, Pinheiro era destro na pena para executar painéis e letra de mão e, um destes painéis que o escritor religioso nos informa e que se intitula, “Pater Noster”, é uma obra prima, feita em outubro de 1816 a qual Saraiva conheceu no Mosteiro de São Martinho dos Tibães.
Gomes Pinheiro era natural de Braga.

(  ) – João Alves Freineda; Domingos dos Santos de Moraes Sarmento;  Duarte Luis Garcez Palha; Francisco de Hollanda; Manoel Satiro Salazar. ( ver em “Obras Completas do Cardeal Saraiva)

(   ) – Manoel de Faria e Sousa.
A arte da letra e do desenho a pena manifestou se bem cedo, quando estudava as primeiras letras, cuja arte encantou lhe causando o desvirtuamento da vocação religiosa e casou se em 1816.
Homem de elevada cultura, foi político, humanista, escritor, poeta,  e calígrafo de refinado lavores.
Escreveu; “Muerte de Jesus. Madri “– 1626.
“Fábulas de Narciso e Echo”.
“Divinas e humanas flores”, Lisboa.
“Lusíadas de Camões”.
Manoel de Faria e Sousa nasceu em Pombeiro, dia 18 de março de 1590, e morreu em Madri , dia 3 de junho de 1649.

(  ) – Roque de Pina.
Do Instituto Comercial de Lisboa.
“Alfabetos e Exercícios de Caligrafia”, para escolas e liceus, 32 páginas, 14x 22 cm. Lisboa, Pap. Carlos. 1936.

(   ) – Thomaz da Silva Campos.
Professor de primeiras letras, mestre de Francisco de São Luiz na Vila de Ponte de Lima nos primeiros anos da década de 1770.
Segundo este autor Thomaz da Silva era um mestre respeitável, sisudo, mas que amava a ordem e a disciplina no estudo.
Sua escrita, ornamentada de flores, aves e animais a rasgo de pena, lembrava Andrade.
Saudoso, o religioso que nos fornece subsídios relembra que, já na idade madura e o professor Campos já morto, teve em suas mãos um grosso livro contendo preceitos de bem escrever e princípios de aritmética, tudo escrito pela pena deste calígrafo, presenteado por um sobrinho de Campos.
Cardeal Saraiva conclui aquele relato biográfico tributando gratidão ao seu primeiro mestre escola.

(    ) - Narciso Antonio Figueras Girbal.
Encontramos em recortes de jornais velhos do Correio Paulistano de 19 de fevereiro de 1882, um anuncio do “Colegio Modelo”, noticiando aos “paes de família” a abertura de cursos de “Bellas Artes”, caligrafia e desenho, com “escritório a Ladeira do Porto Geral, nº 15, esquerda de quem desce”, com abaixo assinado dos diretores da nova instituição, Thomas B.Tomassini e Narciso Figueras.
Posteriormente Figueras foi professor de caligrafia da Escola Normal do Rio de Janeiro, e desenhista contratado pelas revistas Entr’Acto e, Bohemio.
Ele que, exercia as funções de litógrafo, gravador, caricaturista e calígrafo em Barcelona e que no ano de 1879 havia aportado na cidade do Rio de Janeiro, em 1887 buscou campos menos demandado a sua arte se transferindo para Curitiba.
Neste mesmo ano fundou  na capital paranaense a Lithgraphia do Commercio.
Já conhecido de Candido Lopes, dono de uma tipografia em Curitiba  e com quem se associou em 1888, fez com que nascesse da fusão dos dois estabelecimentos comerciais, a Impressora Paranaense que daria bons frutos dando impulso à cultura regional.
Com Nestor de Castro, Narciso criou um periódico ilustrado onde satirizava a política, à moda das grandes revistas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Aureliano da Silveira foi um dos discípulos de Figueras, no estado do Paraná.
Na arte caligráfica Figueras deixou; "Resumo Pedagógico Elementar do Tratado Teórico-pratico de Caligrafia Moderna, Rio de Janeiro, 1898.
 “Tratado Theórico-Practico de Calligraphia Moderna”, Rio de Janeiro, 1898.
Narciso nasceu em Gerona, Espanha, em 1854 morreu em data por nos desconhecida.
Ref; Augusto Victorino Alves Sacramento Blacke.
Diccionário Bibliographico Brazileiro, rio de Janeiro Imprensa Nacional 1883, 7º vol.

(   ) – Dr.Joaquim Pedro Correa de Freitas.
Nasceu Correa de Freitas na cidade paraense de Cametá no dia 17 de agosto de 1829, filho de José Joaquim de Freitas e Theresa de Souza Corrêa.
Foi criado em Belem com o tio materno, o tenente coronel João Augusto Corrêa.
Nesta cidade matriculou se no seminário Arquidiocesano onde cursou medicina, tendo concluído o curso na cidade de Salvador.
Concluído os estudos visitou vários países da Europa, tendo voltado a Belem em 1855, ingressou na política, tendo sido eleito deputado provincial por vários mandatos, sempre defendido pelas classes menos favorecidas.
Foi, do ano de 1874 à 1888, Diretor Geral da Educação em sua Província, tendo escrito livros de instruções didáticas de grande popularidades, entre eles;
“Noções de Geographia e Historia do Brasil”, 1863.
“Ensaio de Leitura”, 1º, 2º e 3º livro de leitura.
“Compendio de Desenho Linear”.
“Compendio de Geographia”, “Historia do Brazil Para Uso da Mocidade”,
“Paleographo ou Leitura Manuscripta para Uso das Escolas da Amazonia”, Lythographia de J.Palhares, Lisboa 1871.
13ª edição, Lith de Leopold Bossange, Paris 1886.
( ? ) Jablonski Vogt & Ciª, Paris ( década de 1890).
29ª edição, Lith de Ch.Goulon ET Fils, Paris 1906.
Joaquim Pedro Corrêa de Freitas foi ainda diretor do Museu Paraense.
Faleceu no dia 12 de abril de 1889.

(  ) – Paulino Martins Pacheco, filho de Raphael Leite Pacheco e Eulália Martins, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 2 de agosto de 1844.
Foi aluno da Escola Politechinica da Academia da Marinha onde cursou engenharia.
Foi Secretário de estado e negócios da Fazenda , porem, sua vocação era para o magistério que já exercia particularmente.
Por decreto de 22 de abril de 1876 foi admitido pelo Instituto Comercial com o cargo de professor de caligrafia e desenho.
Quando este instituto deixou de existir e em seu lugar surgiu a Escola Nacional de Engenharia, os diretores desta nova instituição comprometeram-se em dar continuidade aos funcionário do antigo instituto, porem, por motivos políticos o que houve foi a exoneração de Pacheco, em 9 de maio de 1893.
Paulino recorreu a justiça e, com ganho de causa em 11 de novembro de 1895, foi reconsiderado como professor de desenho da nova escola.
Entre outros trabalhos escritos, deixou;
“Elementos de Desenho Linear”, in 8º, Rio de Janeiro, 1881; 2ª edição, Rio, 1882.
“Album Calligraphico”; Rio de Janeiro, sem data.
“Algumas Lições de Calligraphia”, Rio de Janeiro, sem data.
“Breve Notícia Sobre a Escola Normal do Rio de Janeiro”, Rio de Janeiro, 1895, in 4º, 30 páginas.
Ref; augusto Vitorino Black.
Dicionario Bio-bibliográfico, tomo 6.

(  ) - Maria Cândida de Figueiredo Santos, natural de Pernambuco, foi professora de caligrafia e desenho da Escola Normal do Recife.
Esta professora escreveu um trabalho intitulado "Elementos de Calligraphia".  Tendo sido apresentado ao Concelho Literário de sua cidade  em conferencia no dia 17 de agosto de 1892, o livro, que fora publicado por uma tipografia do Recife em 1893, foi aprovado como manual de ensino nas escolas publicas daquele estado.
Maria Candida foi também poetisa, porem, seus poemas a maioria publicados em periódicos semanais acabou se dispersando.
( Fonte subsidiária; Diccionario Biobibliographico. de Augusto Vitorino Blacke)

(  ) - Domingos Godinho.
"Curso de Calligraphia de Primeiro Grao", Lisboa,sem data, cerca de 1890.
40 páginas, oblongo, 26 x 8 cm.
Vende se nas principaes lojas de Lisboa, Províncias, Porto e Brazil.
Do mesmo autor; "Curso de Aperfeiçoamento de Letra em 12 Lições".

(  )Hilário Ribeiro de Andrade e Silva.
Professor, escritor e poeta nascido na cidade de Porto Alegre, R.S, no dia 1º de janeiro de 1847.
Morreu no dia 1º de outubro de 1886 na capital do Imperio, onde residia ultimamente.
Escreveu series de livros escolares, de grande aceitação mesmo depois de muitos anos.
Livros relacionados a arte caligrafica escreveu; Cartilha Nacional Para o Ensino Simultaneo da Leitura e Caligraphia.
Garnier - Rio de Janeiro. 72 páginas. 1884. 1ª edição, e várias outras posteriores. Quando morreu, Hilário acabava de preparar um novo livro  "Manuscripto Brazileiro", que o autor não chegou a publicar.

Leonardo José Pimenta Antas.
Escritor, poeta e, professor de aritmética e de caligrafia no Colégio dos Nobres, em Lisboa.
Contribuição; "Instrucção Methodica Especulativa Para Os Mestres Praticarem no ensino da formação dos caracteres", in 8º de 14 folhas. Lisboa, Officina de Antonio Rodrigues Galhardo, 1774.
Contudo este personagem tornou-se mais conhecido por seus entremezes, poemas satíricos e cômicos, que eram apresentados na abertura das peças nos teatros de Lisboa, com grande aceitação e aplausos.
As obrinhas por ele escritas vinham quase sempre assinadas com as iniciais do seu nome, L.J.P.A, e segundo conta Teofilo Braga em sua "Historia do Teatro Portugues", no entremez " A ambição dos Tartufos invadida", dado a publico em 1770, vinha no fim do folheto o anuncio;
"Vende se em casa de Leonardo José Pimenta, mestre de escrever, morador na Rua de São Bento, nas casas dos padres do dito Santo".
Valendo-nos, também de informações de Innocencio em sua bibliografia, Leonardo Pimenta foi mestre caligrafo no Colegio dos Nobres onde ensinou o carácter da letra francesa durante muitos anos e que teria se aposentado no ano de 1789 ou em 1790.
Bibliografia; "A Ambição dos Tartufos invadida", Lisboa, Of. de Antonio Rodrigues Galhardo, 1770, 15p.
"O Castigo Bem Merecido", Lisboa, Of de Antonio Gomes, 16p, s.d.
"Os Amantes Zelosos", Lisboa, Of. de Jose da Silva Nazareth, 1771,
16p.
"O Certamen das Tres Deozas", Lisboa, Of de Antonio Vicente da Silva,
1771, 23p.
"O Flagelo dos Peraltas", Lisboa, Of. de João Antonio Reys, 1794, 16p, e dezena de outros folhetos que, conforme apreciou Teófilo Braga, contribuíram com muita graça e mestria com o desagravo aos pobres e injustiçados de Lisboa.
A biografia deste artista é pouco conhecida.
Por notícias de Antonio Jacinto de Araújo em sua "Arte de Escrita Ingleza", sabemos em que o calígrafo Leonardo Pimenta ainda vivia em 1794.




Barbosa de Freitas
Enviado por Barbosa de Freitas em 19/12/2013
Reeditado em 01/11/2014
Código do texto: T4618565
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Barbosa de Freitas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 64 anos
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