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A LIBERDADE... "O Escocês Robert FLEMING era avô de IAN FLEMING. IAN FLEMING era Agente Secreto do M16. IAN FLEMING criou JAMES BOND, o famoso Agente 007". (2ª e última parte).







A LIBERDADE... “O Escocês Robert FLEMING era avô de IAN FLEMING. IAN FLEMING era Agente Secreto do M16. IAN FLEMING criou JAMES BOND, o famoso Agente 007”. (2ª e última parte).



IAN FLEMING.


Origem: - Wikipédia, a enciclopédia livre.



Repetindo as observações iniciais:






1ª – M16 era ou é o nome do Serviço de Inteligência Britânico.


2ª – M16 tem o número 16.


3ª – 16 é o número de Peças de um Jogador de XADREZ.


4ª – IAN FLEMING esteve envolvido com um ORNITÓLOGO chamado JAMES BOND.


5ª – O JAMES BOND real estudava mais as aves.


6ª – OS BEIJA-FLORES foram estudados pelo JAMES BOND real.


7ª – Meus BEIJA-FLORES Jogam XADREZ.


8ª – Meus BEIJA-FLORES são do M16. Será que um BEIJA-FLOR vencerá o CAMPEONATO JARDINEIRO de XADREZ?









DÉCADA de 1960.




     Em 1960, Ian Fleming recebeu um pedido da Kuwait Oil Company para escrever um livro sobre o país e sua indústria petrolífera.
     O texto datilografado, State of Excitement: -Impressions of Kuwait, nunca foi publicado por não ter sido aprovado pelo governo local.
     De acordo com Ian Fleming: - "A Oil Company expressou sua aprovação sobre o livro porém sentiram que era sua obrigação enviar o texto até os membros do Governo do Kuwait para aprovação.
     Os Xeques consideraram alguns leves comentários e críticas como desagradáveis e particularmente as passagens se referindo ao passado aventuresco do país que agora deseja ser 'civilizado' em todos os aspectos, esquecendo-se de suas origens românticas".
      Ian Fleming seguiu o desapontamento de For Your Eyes Only com Thunderball, uma romantização de um roteiro para cinema que ele escreveu com outros.
     O trabalho começou em 1958 quando seu amigo Ivar Bryce lhe apresentou ao jovem escritor e diretor irlandês Kevin McClory, e os três, junto com Ernest Cuneo, amigo de Ian Fleming e Bryce, começaram a escrever um roteiro.
     Em outubro, McClory colocou o experiente roteirista Jack Whittingham na recém formada equipe, e em dezembro de 1959, McClory e Whittingham enviaram a Ian Fleming um roteiro.
     Ian Fleming começava a ter dúvidas sobre o envolvimento de McClory, e em janeiro de 1960, explicou sua intenção de mandar o roteiro para a MCA, com uma recomendação escrita por ele e Bryce que McClory fosse o produtor.
     Ele também disse a McClory que se a MCA rejeitasse o roteiro por causa do envolvimento de McClory, ele então deveria se vender para a MCA, retirar a proposta ou abrir um processo em um tribunal.
     Entre janeiro e março de 1960, Ian Fleming escreveu o romance Thunderball em Goldeneye, que era baseado no roteiro escrito por ele, McClory e Whittingham.
     Em março de 1961, McClory leu uma cópia prévia, e ele e Whittingham imediatamente solicitaram uma liminar à Suprema Corte de Londres para impedir a publicação.
     Depois de dois julgamentos, com o segundo ocorrendo em novembro de 1961, Ian Fleming ofereceu um acordo a McClory, terminando o processo.
     McClory ficaria com os direitos do roteiro e do filme, enquanto Ian Fleming ficaria com os do romance, apesar de nele ter de constar "Baseado em um roteiro por Kevin McClory, Jack Whittingham e o Autor".
     Os livros de Ian Fleming sempre venderam bem, porém em 1961 as vendas aumentaram drasticamente.
     Em 17 de março de 1961, quatro anos após sua publicação e três anos depois das severas críticas contra Dr. No, um artigo publicado na revista LIFE listava From Russia, with Love como um dos dez livros favoritos do Presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.
     Essa honra, e a publicidade que veio junto, levou a um surto de vendas que fez de Ian Fleming o autor policial mais vendido nos Estados Unidos.
     Ian Fleming considerou From Russia, with Love como sendo seu melhor romance, mas admitiu, "o melhor é que cada um desses livros parece ser o favorito com uma ou outra seção do público, e nenhum até agora foi completamente definido".
     Em abril de 1961, entre os dois julgamentos sobre Thunderball e por preocupações acerca do resultado do caso, Ian Fleming sofreu um ataque cardíaco durante uma corriqueira reunião no The Sunday Times.
     Durante seu tempo de recuperação ele começou a trabalhar em um romance infantojuvenil, Chitty-Chitty-Bang-Bang, que seria publicado apenas em outubro de 1964, dois meses após sua morte.
     Em junho de 1961, Ian Fleming vendeu os direitos cinematográficos de todos os seus romances e contos de James Bond (exceto Casino Royale, que já havia sido vendido), incluindo dois ainda não publicados, para o produtor Harry Saltzman.
     Salzman subsequentemente chamou Albert R. Broccoli e a dupla que co-produziu Dr. No, e que foi lançado em 1962 através de sua produtora, a EON Productions.
     Depois de uma longa procura, Broccoli e Saltzman contrataram Sean Connery para interpretar o papel principal de 007.
     A interpretação de Sean Connery como Bond em Dr. No afetou sua contraparte literária.
     Em You Only Live Twice, o primeiro livro escrito após o lançamento de Dr. No, Ian Fleming deu a Bond um maior senso de humor e antecedentes escoceses que não estavam presentes anteriormente.
     O segundo livro de não-ficção de Ian Fleming foi publicado em novembro de 1963: - Thrilling Cities, uma reedição de uma série de artigos para o The Sunday Times baseados nas impressões de Ian Fleming sobre várias cidades do mundo em viagens feitas entre 1959 e 1960.
     Em 1964, o produtor Norman Felton pediu para Ian Fleming escrever uma série televisiva de Espionagem, e o autor lhe deu várias ideias, incluindo os nomes dos personagens Napoleon Solo e April Dancer de The Man from U.N.C.L.E..
     Entretanto, Ian Fleming saiu do projeto após um pedido da EON Productions que queria evitar quaisquer problemas legais que poderiam acontecer se o projeto se sobreposse algum filme de Bond.
     Em janeiro de 1964, Ian Fleming foi para Goldeneye para aquela que seria suas últimas férias e escreveu o primeiro rascunho de The Man with the Golden Gun.
     Ele não ficou satisfeito e escreveu para William Plomer, o editor de seus romances, pedindo para que fosse reescrito.
     Ian Fleming ficou cada vez mais insatisfeito com o livro e planejou retrabalhá-lo em 1965, porém foi dissuadido por Plomer, que acreditava que ele estava viável para publicação.




FALECIMENTO.




     “Foto: - O túmulo e memorial de Ian Fleming em Sevenhampton”.



     Ian Fleming sempre fumou e bebeu muito durante sua vida adulta, e também sofria de doença do coração.
     Em 1961, ele sofreu um ataque cardíaco e lutou para se recuperar.
     



Observações do escriba:


     1ª - O fato de Ian Fleming fumar e beber tem muito pouco a ver com a causa mortis dele. O fumo e a bebida entram aqui como co-fatores responsáveis pela sua morte.

     2ª – Pode ter havido erro médico? Investigaram um possível IATROGENISMO?

    3ª – Com certeza, a sua ativa e estressante atuação durante a Segunda Guerra Mundial, possa ter-lhe causado problemas cardíacos. Estresse mata mais! O resto é conversa mole pra boi dormir.



     
     Em 11 de agosto de 1964, enquanto estava hospedado em um hotel de Cantuária, Ian Fleming foi caminhando até o Royal St George's Golf Club para almoçar e mais tarde jantou com amigos no hotel.
     O dia havia sido muito cansativo para ele, e Ian Fleming desmaiou com outro ataque cardíaco pouco após o jantar, morrendo na manhã do dia 21 de agosto de 1964 – dia do aniversário de doze anos de seu filho Caspar.
     Suas últimas palavras registradas foram um pedido de desculpa para os motoristas da ambulância pela inconveniência, dizendo "Lamento incomodá-los rapazes. Eu não sei como vocês andam tão rápido com o trânsito dessas estradas hoje em dia".
     Ian Fleming foi enterrado no cemitério da Igreja do vilarejo de Sevenhampton, perto de Swindon.
     Os últimos dois livros de Ian Fleming, The Man with the Golden Gun e Octopussy and The Living Daylights, foram publicados postumamente.
     The Man with the Golden Gun foi publicado oito meses após sua morte e ainda não havia passado pelo processo completo de edição por Ian Fleming.
     Como resultado, a editora Jonathan Cape achou que o romance era pequeno e "fraco". A Cape havia passado o manuscrito para Kingsley Amisler nas férias, porém ela não usou suas sugestões.
     Henry Chandler, o biógrafo de Ian Fleming, salientou que o romance "recebeu resenhas educadas e tristes, reconhecendo que o livro havia sido deixado meio-terminado, e que assim não representava Ian Fleming em seu melhor".
     Seu último livro de Bond, Octopussy and The Living Daylights, foi publicado no Reino Unido em 23 de junho de 1966 e originalmente era uma coleção com dois contos.
     Em outubro de 1975, seu filho Caspar, aos 23 anos de idade, cometeu suicídio com uma overdose de drogas e foi enterrado ao lado de seu pai. A viúva de Ian Fleming, Ann Charteris, morreu em 1981 e foi enterrada ao lado de seu marido e filho.



ESCRITA.




     O autor Raymond Benson, que posteriormente escreveria vários romances de Bond, discute que os livros de Ian Fleming podem ser divididos em dois períodos estilísticos distintos.
     Os livros escritos entre 1953 e 1960 tendiam a se concentrar no "clima, desenvolvimento de personagens e avanço do enredo", enquanto que aqueles escritos entre 1961 e 1964 incorporavam mais detalhes e imagens.
     Benson discute que Ian Fleming havia se tornado "um mestre contador de histórias" na época que ele escreveu Thunderball em 1961.
     Jeremy Black divide a série baseado nos vilões que Ian Fleming criou, uma divisão apoiada pelo também acadêmico Christoph Lindner.
     Assim, os livros indo de Casino Royale até For Your Eyes Only são classificados como "Histórias da Guerra Fria", com a SMERSH como antagonista, antes do aumento das relações entre Leste e Oeste significarem que Ernst Stavro Blofeld e a SPECTRE haviam se tornado os inimigos de Bond em Thunderball, On Her Majesty's Secret Service e You Only Live Twice.
     Black e Lindner classificam os livros restantes – The Man with the Golden Gun, Octopussy and The Living Daylights e The Spy Who Loved Me – como as "histórias posteriores de Ian Fleming".




ESTILO e TÉCNICA.




     Ian Fleming comentou seu trabalho, "suspenses podem não ser literatura com L maiúsculo, mas é possível escrever aquilo que melhor descrevo como 'suspenses projetados para serem lidos como literatura'".
     Ele afirmou que Raymond Chandler, Dashiell Hammett, Eric Ambler e Graham Greene foram influências.
     William Cook do New Statesman considerou que James Bond era "a culminação de uma tradição importante, mas muito criticada da literatura inglesa.
     Enquanto jovem, Ian Fleming devorou os contos de Bulldog Drummond, escritos pelo Tenente Coronel H. C. McNeile, e as histórias de Richard Hannay, escritas por John Buchan.
     Seu toque de gênio foi remontar essas aventuras antiquadas para se adequarem ao Reino Unido pós-guerra...
     Em Bond, ele criou o Bulldog Drummond da era do jato". Umberto Eco considerou que Mickey Spillane foi outra grande influência.
     Em maio de 1963, Ian Fleming escreveu um artigo para a revista Books and Bookmen em que descrevia sua abordagem para escrever os livros de Bond: - "Eu escrevo por três horas pela manhã... e trabalho mais uma hora entre às seis e sete da tarde.
     Eu nunca corrijo algo e nunca olho para ver o que escrevi... Seguindo minha fórmula, você escreve 2.000 palavras por dia".
     Benson identificou aquilo que descreveu como "Varredura Fleming": - O uso de "ganchos" ao final dos capítulos para aumentar a tensão e empurrar o leitor para o próximo.
     Os ganchos se combinam com aquilo que Anthony Burgess chama de "um elevado estilo jornalístico" para produzir "uma velocidade narrativa" que faz o leitor passar rapidamente pelos vários pontos da história.
     Umberto Eco analisou a obra de Ian Fleming do ponto de vista de um estruturalista, identificando uma série de oposições dentro das histórias que criam uma estrutura e narrativa, incluindo:


Bond – M.
Bond – Vilão.
Vilão – Mulher.
Mulher – Bond.
Mundo Livre - União Soviética.
Grã-Bretanha - Países não-saxões.
Dever – Sacrifício.
Cupidez—Ideais.
Amor—Morte.
Chance—Planejamento.
Luxúria—Desconforto.
Excesso—Moderação.
Perversão—Inocência.
Lealdade—Desonra.



     Umberto Eco também percebeu que os vilões de Bond costumam vir da Europa Central ou de países eslavos e mediterrâneos, sendo miscigenados e com "origens complexas e obscuras".
     Umberto Eco descobriu que os vilões são geralmente assexuados ou homossexuais, inventivos, astutos, organizados e ricos.
     Jeremy Black também percebeu o mesmo aspecto: "Ian Fleming não usou inimigos de classe como seus vilões, ao invés disso apoiou-se em deformações físicas ou identidades étnicas...
     Ademais, vilões estrangeiros usam servos e empregados estrangeiro... Esse racismo reflete não apenas um tema de entre guerras na escrita, como os romances de Buchan, mas também a cultura literária generalizada".
     A escritora Louise Welsh acha que o romance Live and Let Die "cutuca a paranóia que alguns setores da sociedade branca estavam sentindo" enquanto os movimentos dos direitos civis desafiavam o preconceito e a desigualdade. Ian Fleming usou marcas famosas e detalhes do dia-a-dia para apoiar seu realismo.
     Kingsley Amis chama isso de "o efeito Ian Fleming", descrevendo-o como "o uso imaginativo de informação, dessa forma a penetrante natureza fantástica do mundo de Bond... (é) diminuída até uma realidade, ou pelo menos contra-equilibrada".








PRINCIPAIS TEMAS.





DECLÍNIO do REINO UNIDO.


     

     Os romances de Bond foram escritos após a guerra, quando o país ainda era uma Potência Imperial. Enquanto a serie progredia, o Império Britânico entrou em declínio.
     O jornalista William Cook salienta que "Bond alcovitava a auto-imagem cada vez mais insegura e inflada do Reino Unido, nos lisonjeando com a fantasia que Britannia ainda poderia dar um soco forte".
     A perda de poder do Reino Unido é referenciada em vários romances e, em From Russia, with Love, isso é manifestado nas conversas entre Bond e Darko Kerim quando o primeiro admite que na Inglaterra " nós não mais mostramos os dentes - apenas gengivas".
     O tema aparece fortemente em You Only Live Twice, de 1964, durante conversas entre Bond e o Chefe do Serviço Secreto de Inteligência do Japão, Tiger Tanaka.
     Ian Fleming estava ciente da perda de prestígio de seu país nas décadas de 1950 e 1960, particularmente após o Confronto Indonésia-Malásia, quando ele fez Tanaka acusar o Reino Unido de jogar fora o império "com as duas mãos".
     Black salienta que as deserções de quatro membros do MI6 para a União Soviética teve um grande impacto na imagem do Reino Unido perante os Círculos de Inteligência Norte-Americanos.
     A última deserção foi a de Kim Philby em janeiro de 1963, enquanto Ian Fleming ainda estava escrevendo o primeiro rascunho de You Only Live Twice.
     A reunião entre M e Bond é a primeira vez em doze romances que Ian Fleming fala sobre as deserções.
     Black argumenta que a conversa entre M e Bond permite que Ian Fleming discuta o declínio do país, com as deserções do Caso Profumo em 1963 servindo como pano de fundo.
     Duas deserções ocorreram pouco antes de Ian Fleming começar a escrever Casino Royale, e o biógrafo do autor, Andrew Lycett, percebe que o livro pode ser visto como a tentativa de Ian Fleming "para refletir a perturbadora ambiguidade moral de um mundo pós-guerra que poderia produzir traidores como Burgess e Maclean".
     Pelo final da série, no romance The Man with the Golden Gun de 1965, Black observa que um inquérito independente foi feito pelo judiciário jamaicano, enquanto foi registrado que o MI6 e a CIA estavam agindo "sob a mais próxima ligação e direção do CID jamaicano":
     Esse era o novo mundo da Jamaica independente, salientando ainda mais a queda do Império Britânico.
     O declínio do país foi refletido no uso de equipamentos e pessoal norte-americanos por parte de Bond. Geopolíticas incertas fizeram Ian Fleming substituir a Organização Russa SMERSH pelo Grupo Terrorista Internacional SPECTRE em Thunderball, permitindo o "mal sem restrições de ideologia".
     Black diz que a SPECTRE dá certa continuidade ao restante das histórias da série.






EFEITOS da GUERRA.



     

     Um tema recorrente na série são os efeitos da Segunda Guerra Mundial. O jornalista Ben Macintyre considera que Bond era "o antídoto ideal para a austeridade britânica do pós-guerra, raciocinando a iminente premonição da perda de poder", em uma época que carvão e muitos ítens como comida ainda estavam sendo racionados.
     Ian Fleming frequentemente usou a guerra como sinal para estabelecer o "bem" e o "mal" nos personagens: - Em For Your Eyes Only, o vilão, Hammerstein, é um ex-oficial da Gestapo, enquanto que o simpático oficial da Real Polícia Montada do Canadá, Coronel Johns, serviu sob o comando de Bernard Montgomery no 8º Exército Britânico.
     Similarmente, em Moonraker, Hugo Drax (Graf Hugo von der Drache) é um "nazista megalomaníaco que se disfarça de cavalheiro britânico", e seu assistente, Krebbs, tem o mesmo nome que o último Chefe de Gabinete de Hitler.
     Dessa forma, Ian Fleming "explora outra antipatia cultural britânica dos anos 1950.
     Alemães, no rastro da Segunda Guerra Mundial, se tornaram outro alvo fácil e óbvio para má publicidade".
     Enquanto a série progredia, a ameaça do ressurgimento da Alemanha foi superada pelas preocupações da Guerra Fria, e os romances mudaram seu foco de acordo.






CAMARADAGEM.




     Periodicamente na série, o tópico de camaradagem ou amizade aparece com o aliado que trabalha junto com Bond na missão.
     Raymond Benson acredita que as relações que Bond tem com seus aliados "adiciona outra dimensão ao personagem, e, por fim, à continuidade temática dos romances".
     Em Live and Let Die, a importância de aliados e amigos homens é mostrada com Felix Leiter e Quarrel, com a relação de Leiter e Bond sendo particularmente forte, dando um contra-ponto ao ataque de tubarão que o agente da CIA sofre durante a história e as respostas emocionais que Bond tem: - Benson observa que "a lealdade de Bond para com seu amigo é tão forte quanto seu comprometimento com sua missão".
     Em Dr. No, a relação entre Bond e Quarrel é mutuamente sentida.
     Quarrel é "um aliado indispensável". Benson não vê nenhuma discriminação na relação entre os dois homens e acha que Bond sente um remorso genuíno e tristeza pela morte de Quarrel.




RELAÇÕES ANGLO-AMERICANAS.



     

     Os romances de Bond também lidam com as relações anglo-americanas, refletindo o papel central dos EUA na defesa do Oeste.
     Após o final da Segunda Guerra Mundial, tensões apareceram entre o governo britânico, que estava tentando manter seu império, e o desejo norte-americano para uma nova ordem mundial capitalista, porém Ian Fleming não abordou isso diretamente, acabando por criar "uma impressão de normalidade nas ações do Reino Unido".
     O autor e jornalista Christopher Hitchens salienta que "o paradoxo das histórias clássicas de Bond é que elas estão cheias de desprezo e ressentimento pela América e os americanos, apesar de serem superficialmente dedicadas a guerra anglo-americana contra o comunismo".
     Apesar de Ian Fleming estar ciente da tensão entre os dois países, ele não se focou muito.
     Kingsley Amis, em seu livro The James Bond Dossier, aponta que "Leiter, uma nulidade como peça de caracterização... ele, o americano, recebe ordens de Bond, o britânico, e Bond está constantemente se saindo melhor que ele".
     Em três romances, Goldfinger, Live and Let Die e Dr. No, é Bond que tem de resolver aquilo que é um problema norte-americano, e Jeremy Black mostra que apesar de norte-americanos estarem sob ameaça em Dr. No, um agente britânico e um navio britânico, o HMS Narvick, são enviados com soldados britânicos para a ilha para resolver a situação no final do romance.
     Ian Fleming acabou ficando bem invejoso sobre os EUA, e seus comentários em You Only Live Twice refletem isso:  - As respostas de Bond para os comentários de Tanaka refletem o declínio das relações entre o Reino Unido e os EUA – em contraste com a relação amigável e cooperativa de Bond e Leiter nos romances anteriores.





LEGADO.




     Após a morte de Ian Fleming, seus editores literários periodicamente contrataram outros autores para continuar os romances de James Bond.
     Durante o período entre 1957 e 1964, Ian Fleming trabalhou intermitentemente com o escritor Geoffrey Jenkins em uma ideia de história para Bond.
     Depois da morte de Ian Fleming, Jenkins recebeu um pedido da Glidrose Productions para escrever um romance de Bond, Per Fince Ounce, que nunca foi publicado.
     Começando com Colonel Sun, escrito por Kingsley Amis sob o pseudônimo "Robert Markham", em 1968, vários outros autores escreveram romances com o personagem, incluindo Sebastian Faulks, que recebeu um pedido da Ian Fleming Publications para escrever um novo romance de Bond que seria lançado no centenário de nascimento de Ian Fleming em 2008.
     Durante sua vida, Ian Fleming vendeu mais de trinta milhões de livros. O dobro desse número foi vendido apenas nos dois anos seguintes após sua morte.
     Em 2008, o The Times o colocou na décima-quarta posição em sua lista dos "50 Maiores Escritores Britânicos desde 1945".
     Em 2002, a Ian Fleming Publications anunciou o lançamento do prêmio CWA Ian Fleming Steel Dagger, entregue pela Crime Writers' Association para o melhor romance de espionagem, aventura ou suspense publicado no Reino Unido.
     A série de filmes de Bond produzidos pela EON Productions, que começou em 1962 com Dr. No, continuou após a morte de Ian Fleming.
     Junto com outros dois filmes independentes, a EON já produziu vinte e três filmes com o personagem, com o último, Skyfall, sendo lançado em novembro de 2012.
     A série da EON Productions já arrecadou US$ 5.089.726.104 (mais de US$ 12.360.000.000 com a inflação ajustada) mundialmente, sendo a segunda série de maior arrecadação da história, atrás apenas de Harry Potter.
     A influência de Bond no cinema e na literatura é evidente em filme e livros diversos como a série Austin Powers, Carry On Spying e o personagem Jason Bourne.
     Em 2011, Ian Fleming se tornou o primeiro escritor de língua inglesa a ter um Aeroporto Internacional nomeado em sua homenagem.
     O Aeroporto Internacional Ian Fleming, em Boscobel, Jamaica, foi oficialmente inaugurado em 12 de janeiro de 2011 pelo Primeiro-Ministro da Jamaica Bruce Golding e pela sobrinha de Ian Fleming, Lucy.
 


TRABALHOS.




     Ver também: - Lista de romances e contos de James Bond.




01 - Casino Royale (1953).

02 - Live and Let Die (1954).

03 - Moonraker (1955).

04 - Diamonds Are Forever (1956).

05 - Moscou contra 007 (1957).

06 - The Diamond Smugglers (1957).

07 - Dr. No (1958).

08 - Goldfinger (1959).





     Observações do escriba: - 1ª - Na Wikipédia estão disponíveis para os leitores mais interessados em se aprofundar no assunto, oito Notas, 24 Bibliografias e impressionantes 193 Referências sobre o escritor e militar IAN FLEMING. 2ª – Na década de 60 eu adorava assistir aos filmes de 007. Não faz muito tempo mandei gravar as músicas principais dos filmes de James Bond. Curto de vez em quando. Éramos felizes e não sabíamos...






CATEGORIAS:







Nascidos em 1908.
Mortos em 1964.
Ian Fleming.
Naturais de Londres.
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Oficiais da Marinha Real Britânica.
Espiões do Reino Unido.
Espiões da Segunda Guerra Mundial.
Mortes por infarto agudo do miocárdio.






     Esta página foi editada pela última vez às 12h54min de 24 de abril de 2018.




     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA, também continua.
      Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.
     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE, localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos MACONHEIROS”. Domingo, 10 de junho de 2018.

                 
           
Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.




     Fontes: (1) – INTERNET. (2) – Google. (3) – Wikipédia. (4) – Boas Recordações da Juventude. (5) – OUTRAS FONTES.




jorge martins, Agente 007, Agente 008 e James Bond.
Enviado por jorge martins em 10/06/2018
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Sobre o autor
jorge martins
Aracaju - Sergipe - Brasil, 68 anos
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