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Autobiografia

Nasci. Morei um pouco com a minha avó materna, fui bastante mimado. Depois viemos pra Brasília, onde moramos até hoje, variando apenas de região administrativa. Iniciei meus anos escolares no Maria Montessori, e depois fui para o Principezinho. O Principezinho mudou o nome para CEMA, Centro de Ensino Mãe Admirável, e lá conheci Twan, Isabela, Juliana, Wênia, Amanda, Guilherme, Toni, Priscila, e professoras e freiras. Eu era um infante bem sozinho, via muita televisão, fazia meus deveres, tinha poucos amigos. Meus pais trabalhavam muito, então eu passava a maior parte do tempo com empregadas domésticas. Elas foram essenciais na formação do meu caráter. Mudei para o Projeção na antiga quinta série, e lá conheci Brenda, Elaine, Alexandre, Igor, Vitor, e mais professores e professoras. Brenda foi minha primeira namorada, e a primeira pessoa cujo coração eu parti. Também tive uma banda no Projeção, com Wanessa e Ana Paula, cover do RBD. Na época do CEMA, também participei de uma banda, uma fanfarra. Mas foi no Projeção que fui apresentado oficialmente ao mundo da música, principalmente pelo meu melhor amigo da época, Vinícius. Conheci a música e a rebeldia no Projeção. Mudei-me de Taguatinga para Arniqueira e do Projeção para o Cor Jesu, no Plano Piloto. No Cor Jesu fui oficialmente apresentado ao mundo da literatura e das artes, e do bullying. Lá comecei a escrever falsas biografias e contos adolescentes. Me envolvi com algumas garotas, me atraí por alguns garotos, mas ainda não me descobri bissexual. Foi nessa época que comecei a roubar dos meus pais para sustentar o estilo de vida que meus colegas ostentavam. Apanhei muito da vida. Tive um relacionamento a distância com um homem mais velho. Depois que apanhei, virei uma pessoa arredia, fugi de tudo e todos, comecei a escrever histórias mais adultas e parei de roubar. Do Cor Jesu fui para o La Salle, em Águas Claras. Irritado com a mudança, pouco me enturmei e pouco me envolvi nos estudos de início, até eu achar meus grupos. Desses grupos pouca coisa resta além de boas memórias e péssimas despedidas. Do La Salle fui para a faculdade de Filosofia. No primeiro semestre, fiz amigos e me envolvi muito com os estudos. No segundo, fui me desencantando por esse mundo da Filosofia e fazendo amigos em outras áreas, como nas Artes Plásticas, onde fiz meus melhores amigos até hoje. No terceiro semestre me engatei num namoro e em constantes mudanças de planos e reencaixes identitários que resultaram numa série de problemas que tenho ainda hoje sobre quem eu sou. Problemas que culminaram no fim desse namoro e em duas tentativas de suicídio, uma delas me rendeu oito meses de internação hospitalar que me fizeram recuperar o valor pela vida, pelo afeto, pela escrita, e me levaram até onde estou, na cadeira de rodas e agora no andador, reaprendendo a andar. Abandonei a faculdade quatro vezes, terminei todo e qualquer projeto de construção de família, mas ainda escrevo e me aventuro, em busca desse quem sou.
Lucas Santhyago Brandão Dias
Enviado por Lucas Santhyago Brandão Dias em 07/08/2018
Código do texto: T6412121
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lucas Santhyago Brandão Dias
Taguatinga - Distrito Federal - Brasil, 24 anos
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Lucas Santhyago Brandão Dias