Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

) COLECIONADOR DE MÁSCARAS

Eu, mascarado sem intensão,
te deixei em cena.
Teatro vazio e de ilusão;
essa coisa tal,
que chamam por aí de amor.

De repente, cortinas negras;
strike, angel- bourbon;
o palco vazio de tudo;
as falácias  de um cenário
em  repetitivo tom;
prenuncias de dor.

Vi por essas noites amores,
bastardos, mascarados;
conheci com os medos,
e com os próprios dedos,
os espinhos da flor.

Vi as máscaras se desbotarem,
mas não perderem os  seus costumes,
feito um vinagre sem cor.

E no clarão da madrugada
em meio as mais perfeitas estrofes,
atrás de tantas máscaras,
esse pobre personagem,
visivelmente, sofre;
e clama em "soletude" ainda.

Passageiro amor
dança do ventre, espumante...
troca de rosto
mas não tira a máscara;
troca de máscara,
mas não tem mais rosto.

O vampiro segue,
certo de ter em seus cenários,
a noite prata dos solitários;
do amor a paixão,a faces mais raras;
entre linhas, cheiros e óleos;

De preto sempre pelas cidades,
como um  colecionador de máscaras.

                             (Edmilson Emilio Cunha)
                                 Em "O colecionador de máscaras"


 
Edmilson Cunha
Enviado por Edmilson Cunha em 11/10/2018
Código do texto: T6473404
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Edmilson Cunha
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 42 anos
84 textos (2249 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/18 20:13)
Edmilson Cunha