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Minha história mal contada.

Claro que você não tá nem aí pra minha história, tem coisa melhor pra fazer.
Mas o fato de você não querer saber não me impede de contar.
Afinal, nem tudo o que é escrito precisa ser lido. As vezes só queremos escrever pra nós mesmos. Só queremos viver pra nós mesmos. É o protagonista dessa história sou eu. Então a quem mais interessaria ler minha história senão eu mesmo que a vivo?
Mas enfim, a esta altura você já deve ter desistido de continuar então vou dar sequência, pra mim mesmo. E pra quem não tiver nada melhor pra fazer.

Meu pai era um moço bonito, filho mais velho de uma família com muitos irmãos. Minha mãe era a mocinha mais faceira da Fazenda, a segunda de três irmãs.
Se conheceram na Fazenda onde ambas as famílias trabalhavam nas lavouras de café, deve ser por isso que eu adoro café. Interior do Paraná, norte pioneiro, terra dos "pés vermelhos" como costumamos dizer por lá.
Se me lembro bem do que me contaram, ela se mudou com a família pra uma outra fazenda e então decidiram se casar de vez pra ficarem juntos.
Foi uma bela festa pelo que as fotos mostram, toda família junta, ele de terno branco, ela com um vestido de noiva bem simples, mas bonito.
Ele trabalhava como trabalhava como tratorista na fazenda e ela na lavoura de café. Vida simples, mas cheia de romances e descobertas. Dois jovens apaixonados descobrindo as delícias da vida a dois. Aí eu surgi como fruto desse amor bonito.
Bom, como bem sabemos um filho muda o curso das coisas, mesmo sendo ele mesmo uma parte inevitável do curso das coisas. E no ano seguinte veio o meu irmão, exatamente no mesmo mês em que eu completei um ano de vida.
Com a responsabilidade de educar dois filhos eles resolveram se mudar pra cidade quando eu tinha dois anos, alguma dificuldades no início, mas ele entrou numa grande indústria de café solúvel e tudo foi se ajeitando.
Então eu fui crescendo, vivendo na cidade e passando os fins de anos com meus avós nas fazendas.
Meus avós paternos sempre viveram numa mesma fazenda, mas meu avô materno era um cara meio complicado, se mudava muito de uma fazenda pra outra, e sempre tinha um lugar diferente como cenário de vida. Gostaria de contar a história de meu avô, mas talvez em uma outra ocasião. Agora quero apenas apresentar fatos, pessoas e lugares da forma mais resumida que eu conseguir.
Continua...
RaG
Enviado por RaG em 22/07/2019
Código do texto: T6702213
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
RaG
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 37 anos
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