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Poética histórica - Um dos meus melhores amigos de infância - Geison

Tiver a alegria de ter um dos melhores amigos da minha infância, o Geison que morou comigo no condomínio Estrela do Cabula no Saboeiro no Salvador-BA, um amigo ímpar daqueles que brilham como uma estrela no seu coração e memória,  um dos amigos que mais davam alegrias para minha infância de 7 anos de idade, adorava acordar todas as manhãs e ter a oportunidade de ir visita-lo num dos condomínios daqueles blocos, brincava de tudo, ria, chorava, e me divertia nas mais atrapalhadas confusões que eu e Geison nos metiamos, adoravamos fritar batata frita, teve um dia que numa dessas fritadas de batatas fritas na casa do Geison tocamos fogo na panela,  e o Geison tentou apagar o fogo com água e o fogo aumentou e terminou esfumaçando o teto branco ,  eu abafei o fogo com um pano úmido, mas foi engraçado a atrapalhada para comer batata frita... Outras ocasiões de brincadeiras, olhavamos para o rosto dos amiguinhos e encontrar algo engraçado para gargalhar,  tomamos alguns paus dos amigos por causa dessas gargalhadas sem sentido para eles, teve até um dia no culto  não aguentamos e demos gargalhadas da mulher do culto, Geison não parava de olhar para mim e depois segurava com força as gargalhadas olhando para o rosto da mulher do culto, que não entendia as travessuras de duas crianças que só se divertiam, é não ria dar pregação dela, e sim das nossas  brincadeiras que inventavamos para passar nossos momentos juntos com alegria, outra coisa que fazíamos era juntar dinheiro para jogar vídeo game na locadora, ou comprar salgadinhos com figurinhas para colocar no nosso álbuns que na época chegavam a brilhar no escuro, e outras revistinhas era sobre personagens de desenhos japoneses como o Black câmera Rider, etc, brincávamos de futebol no campo de barro, invadiamos às vezes o território do exército para pegar jaca, criavamos com tábua de armário um campo de futebol para jogar botão,  um brinquedo que parecia tampas de futebol com trave e tudo,  que compravamos na venda, adoravamos sair juntos, Geison tinha mais 3 irmão,  o irmãozinho caçula e 2 irmãs, teve um dia que eu e Geison adorava apertar a campainha do vizinho da casa de uma amiga e cuspir na porta e correr, teve um dia que essa amiga que eu era apaixonado viu eu e Geison correndo e avisou o pai dela, Geison teve que limpar a porta com o pano e eu quase levo uma surra do filho dessa amiga que me expulsaram daquele bloco kkkkkkkk, eu e Geison éramos danados, mas nunca malvados, gostávamos de aprontar, às vezes, mas sempre dentro do espírito de criança,  morar no condomínio Estrela do cabula naquele tempo era maravilhoso porque tinha muito lugares a serem descobertos no condominio, e antes era um condominio cheio de pés de mangueiras, pé de cajá, abacate, jaca e muros baixos para se embrelhar nos matos,  era a maior diversão, tinha de tudo insetos, cobras, aranhas e até encontrava alguns animais sem grande risco, etc. Era um verdadeiro paraíso morar naquele condomínio estrela do cabula no saboeiro, era como se fosse um tempo de muita democracia, liberdade e alegrias, era uma verdadeira Grécia em pleno Brasil, mesmo com tantas surras que eu e meu irmão tomávamos por sair para brincar no condomínio sem a permissão de minha mãe, adoravamos jogar vídeo game na casa dos amiguinhos que tinham o privilégio de ter um Atari, um master system ou um mega drive, minha mãe não comprava muitos brinquedos caros para mim e meu irmão naquela época, o chão do apartamento era vermelho, de cera vermelha, chegávamos eu e meu irmão até passar cera vermelha no chão do apartamento,  meus amiguinhos tinham brinquedos massas como tamagochi e as casas de alguns tinham piso, e eles tinham bicicleta, e outros brinquedos que na época nem eu e meu irmão tínhamos, mas mesmo assim éramos felizes mesmo percebendo de forma como criança como existia tantas desigualdades entre os vizinhos para os outros, como até hoje se tem entre alguns vizinhos, mas naquela época os vizinhos só fofocavam como hoje também, mas alguns não se matavam como passa direto na televisão, lembro também que desde a 2 série sempre fui e sou muito estudioso, tirava notas altas, que só começaram a se tornar um pouco menores depois que meu irmão mais velho me levou para jogar no fliperama onde havia um jogo de luta na época viciante chamado street fight, e toda vez que recebíamos no escritório de meu pai uns dinheirinhos juntavamos para ir juntos, eu e meu irmão na locadora de games, muito conhecida no bairro do barbalho, uma vez foi engraçado, eu e meu irmão juntamos tanto dinheiro que queríamos chamar todos os amiguinhos do condomínio estrela do cabula para ir jogar vídeo game na locadora, mas minha mãe descobriu nosso plano e pegou todo nosso dinheiro e gastou com comida etc, foi a coisa que ficou marcado na memória o plano que não deu certo, kkkkkkkkkkk, eu também adorava insetos como os gafanhotos, de pegar gafanhotos grandes e até alguns que se chamavam "esperança" para admira-los, dar folhas na sua boca e solta-los, porque me lembro de um personagem querido de uma série japonesa que protegia o planeta terra contra os monstros e se vestia com uma armadura de inseto ( um gafalhoto) e pilotava uma moto, a série japonesa Black Came Rider,  adorava todos os insetos até de aranha caraguejeira eu pegava sem medo, aquelas aranhas peludas kkkkkkkk, tinha até escorpião lá, mas eu nunca vi e peguei escorpião,  adorava comer manga verde com sal, no São João tinha uns amiguinhos que soltava aquelas bombas de mil e fazia um barulho ensurdecedor nos blocos dos condomínios, mesmo distante dava para escutar de dentro de casa,  sempre tive medo da bomba de mil, brincava mais com traques,  chuvinhas etc, sempre bombinhas mais leves, lembro de um dia que minha mãe comprou uma roupa nova no São João e até no ano novo e eu descia todo feliz me exibindo para as meninas indo, às vezes, de um lado e depois voltava para elas me olharem, mas elas riam e eu fiquei constrangido e aquilo ficou marcado na cabeça, que eu achava que elas estavam rindo da minha roupa nova, sempre fui tímido naquela época, gostava de algumas meninas mas nunca tive coragem de pedir em namoro, acho que eu não estava preparado, só sabia mesmo era querer me divertir e brincar com os amigos, lembro que pulavamos o muro do vizinho para pegar cana de açúcar, era super engraçado, porque tinha dias que tínhamos medo do cão que ele botou para ninguém invadir o terreno dele, lembro do dia que com um badogue meu irmão acertou um morcego em pleno vôo,  ninguém acreditou como morcegos tão velozes poderiam ser atingidos, meu irmão narrava que acertou o Batman que caiu com as asas fechadas igual a aeronave do Batman kkkkkkkkkk, tinha até um amigo japonês do bloco A, que eu adorava brincar e ir na casa dele, onde na época passava a novela Vamp,  e lembro de brincadeiras de novela que alguns dos meus amigos queriam que eu fosse o Cirilo, nunca quis ser o Cirilo porque era um personagem muito maltratado por Maria Joaquina, lembro até de um amigo com boas condições que os pais davam a ele, o  Yuri que adorava me chamar de "Nega", não sei porque, eu não me parecia com mulher e nem entendia esse coisa de cor, não sabia porque ele me chamava de "Nega" talvez fosse pelas condições sociais dele, ou por simples brincadeira ingênua mesmo de criança... Só sei que desde a infância tinha uma professora na 1 série e 2 série que é negra e formidável que se chamava Manuela, sempre gostei daquela professora, que me ensinava tudo desde sobre a fotossíntese das plantas, animais,  geografia e até experimentos científicos como fazer uma semente de feijão nasce no algodão,  até fazer desenhos, e elogiar os recortes de quadrinhos da história da turma da Mônica que criavamos sobre a temática de cuidar das plantas e da natureza, muitas saudades dessa professora que amo até hoje, que ensinou na extinta Escola Ana Rosa do bairro Conjunto Pirajá I de Salvador- Ba, nessa escola havia uma garota que me apaixonei a Uilma, igualzinha a mim, estudiosa e comportada, que pena que mesmo indo para o Colégio Santos Dumont na rua velha de Pirajá, eu e a Uilma depois da 5 série nunca mais nos vimos, seguimos caminhos de vida diferentes.
Gilnei Alves
Enviado por Gilnei Alves em 30/06/2020
Reeditado em 30/06/2020
Código do texto: T6992478
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Sobre o autor
Gilnei Alves
Salvador - Bahia - Brasil
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