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MINHAS MEMÓRIAS ( 2 )



Minhas memórias  ( 2 ) - Infância precoce...




Não me esqueço das tardes maravilhosas na lagoa próxima a casa dos meus avôs ali no Km 5 distante exatamente 5 quilômetros da cidade de Martinópolis...

Me lembro que tinha os meus 4 anos, e cada vez que um tio saia a tardezinha indo viajar para algum lugar lá seguia ele a distância para que ele não me descobrisse que o seguia... e assim chegava até a cidade que ao sabe que eu estava ali o seguindo ele arranjava sempre alguém para me trazer de volta... a pé ou de carona em algum carro antigo...

Assim depois de muitas indas e vindas até a cidade seguindo alguém para ver se encontrava o meu pai que saia de caminhão para seus transportes e não voltava por meses... e achava que seguindo alguém com certeza encontraria o meu pai pelas suas andanças...

Mas um dia prepararam tudo... e com certeza eu jamais percebi tal preparação apenas comentaram que o meu tio mais velho... iria viajar a noite... dai teria que sair lá pelas sete horas da noite... e la foi ele na minha frente com a sua lanterna... e eu seguindo a distância... e depois de quase um quilometro chegamos a passagem do rio por cima de um tronco de madeira serrado ao meio e jogado sobre as duas margens do riacho que com certeza não era tão fundo... mas que enxergava os peixes nadando durante o dia...

Assim que ele passou pela ponte improvisada... do outro lado havia um monte de pano brando e uma vela acesa no chão... e o meu tio já tinha passado por ali e seguia o seu caminho... mas se ele passou porque eu teria que ter medo de passar por ali... e quando fui chegando mais perto da vela acesa do outro lado aquele monte de pano cresceu e virou algo monstruoso... dizendo Buuuaaaaahhhhhhhhhhh vou te pegar!!!!

Imagine eu com 4 anos vendo aquilo que parecia um prédio enorme e branco querendo me pegar... sai correndo de volta pelo mesmo caminho... mas achei melhor passar pelo riacho do que me equilibrar sobre a ponte improvisada... e cheguei arfando na casa dos meus avós ... tentando ver se tal monstro veio no meu encalço... mas não veio...

Mas não era um fantasma... era apenas o meu tio mais novo que tinha ido antes e esperou o meu tio mais velho passar por ele... e quando estava passando a ponte ele acendeu a vela e ficou escondido naquele lençol... branco... e quando cheguei perto... ele se levantou... imagine uma criança de 4 anos com medo de fantasma... não tinha nada com que enfrentar se ele tentasse me pegar... só poderia correr de volta para casa dos meus avós.... e assim fiquei com tanto medo que nunca mais sai atrás de nenhum dos meus tios....

Só me contaram tudo isso que improvisaram... depois que  viram que eu nem ia ao banheiro que ficava a 50 metros da casa... pois o mal cheiro do banheiro é evitado de fazer tais fossas e jogam cal para diminuir o cheiro mas sempre ficam bem distantes dos poços de tirar água ... pois no sítio não tinhamos ãgua encanada e nem caixa dágua para guardar água ...

Bons tempos de criança... para hoje sorrir e contar tal medo que passei por causa das minhas fugas de ir achando que seguisse alguém da família com certeza me encontraria com o meu pai viajante e caminhoneiro a trabalho por estradas da região entregando produtos produzidos por todos os colonos da região para as cidades mais distantes!!!

Nem me esqueço uma tarde dessas brincando de fazer cachorrinho... pois eles se acasalavam um atras do outro... e eu e a filha do fazendeiro vizinho dos meus avós... a linda japonezinha... era mais linda nua e ali a gente pelados brincando naquela lagoa... e brincando de fazer cachorrinho...

Mas quem nos pega no flagra... o meu avô...que deixou apenas a filha do fazendeiro vizinho se vestir e ir embora... e eu pelado com frio a espera do castigo do meu avô...que pegou uma vara de marmelo e me deu na região glutea uma surra que na hora doeu demais ... mas sarou assim que chegamos vestidos em casa... e ele ainda contou tudo a minha vó!!!! Imagine que levei mais uns puxões de orelha da minha querida vó!!!

Quando o meu pai chegou de viagem... o meu avô contou a ele tal fato... e em vez de achar bonito que eu era macho... de imitar o cachorro de fazer cachorrinho... dai outra surra do meu pai na região glutea... mas dessa vez fiquei sem sentar direito por três dias e três noites... com a minha mãe passando pomada minancora... para o tecido não colar nas feridas da surra que foi dada com rabo de tatu... que é aquela peça para bater no traseiro do cavalo para ele andar!!!

Com certeza essa brincadeira de fazer cachorrinhos nunca mais brinquei pois doia demais na minha parte glutea!!! Vocês estão rindo de que??? Nunca apanharam com certeza!!! kkkkkkkkkkkk
Ivan Tadeu dos pobres
Enviado por Ivan Tadeu dos pobres em 19/02/2021
Reeditado em 19/02/2021
Código do texto: T7187824
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Ivan Tadeu dos pobres
Praia Grande - São Paulo - Brasil, 75 anos
4844 textos (75941 leituras)
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Ivan Tadeu dos pobres