pedro

recordo-me daquele caminho que percorríamos de mão dada sempre ao entardecer. despedíamo-nos com o sol a subir da terra, os primeiro cânticos, os primeiros odores da manhã virgem, mas disposta a deixar-se penetrar por mais um dia sem escrúpulos. nós resguardávamo-nos no silêncio para que esse tempo se evaporasse como o éter. adormecíamos na azáfama para nos reencontrarmos no silêncio. tu trazias o teu misticismo. eu reservava-te o meu melhor, desprendendo-me do mundano.

lunapensativa
Enviado por lunapensativa em 07/05/2005
Código do texto: T15361