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Não te busquei, não te pedi: vieste....
E o meu mundo parou naquele momento.
E desavidamente....
Num templo dourado, resplandecente
Fomos arrebatados pela magia
Da paixão...
que chegou de
uma forma que não vimos nem de onde veio
nem pra onde foi,
mas que passou tão rápido que nem podemos
anotar a placa pra prestar queixa,
mas que deixou um efeito duradouro...
praticamente eterno,
e o tempo deixou de existir...
não houve mais o espaço,
mas não nos apercebemos que no tempo sagrado,
o que vale é a essência do ritmo,
das repetições que revivem, reeditam
os eventos eternos.
 
Mas e o amor?
....o nosso amor era profano.....
Era humano demais....
Era do mundo......linear.......descompassado.
Mas nossa pele ......
ah....ela conversava de igual pra igual....
Eu te corporifiquei até no vento...
Sentia teu abraço como nuvens no firmamento.
E na maciez dos teus braços, era teu corpo
que me bastava....
Foi teu amor que curou meus medos...
Foi teu amor que despertou meus sentimentos de respeito,
e reverência à vida.
Aprendi contigo que basta pouco pra amar-se muito.
E que o  pré requisito, pra viver o amor de alma
é entender a roda da vida,
que a temporalidade das emoções  ao serem despertadas,
se decoficam e se conectam com a mente.
 
Hoje quando deixo que a noite me enrosque,
Ainda sinto teus afagos na minha pele.
Beijo tua boca na lua da minh’ alma.
Vejo os pirilampos que acendem as estrelas.
E sinto saudades....
Não são lembranças....
Lembranças podem doer....
lembrar é uma escolha.....
Sinto só saudades............. do que foi bom.....
e, é ela que não me deixa esquecer.....

deste amor que
não coube no tempo.....

de uma vida.....

 
Teresa 30.05.2009


* "Não te busquei, não te pedi: vieste" - Verso do poeta português Sebastião da Gama.

Maria Poesia
Enviado por Maria Poesia em 30/05/2009
Reeditado em 22/08/2009
Código do texto: T1623406
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Poesia
Xangri-Lá - Rio Grande do Sul - Brasil
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