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SEGUNDA DEIXA DE UMA DESPEDIDA

Mais uma vez me despeço sem querer ir embora.
É tão estranho como nossas palavras parecem ter chegado de um ouvido ao outro, sem ao menos entrar pelas entranhas de nosso desejo, ou ao menos pedir um cantinho de conforto em meio a ultima despedida.
É pena, mas voce foi embora, ficaram as folhas caidas ao chão, a lembrança no dia de chuva, seu semblante nos dias de sol, apenas uma figura rabiscada com nanquim.
Se soubessemos nos despedir sem dizer um deus, se tentássemos nos amar antes do outono terminar, assim seria mais fácil para que as lembranças nos esquecessem e fizessem parte de um lugar no vazio.
Lembro das frases sussuradas tantas vezes do meu coração, lembro dos amigos que nunca fizemos, lembro das gotas que escorriam de nossos olhos antes do dia terminar, lembro das promessas que nunca cumpri, e sempre me lembrarei de você.
Agora despedaçamos nossos sorrisos por meras horas de solidão, guardamos as memórias em caixas de papelão, e porque tudo isso se de nada o tempo esconde?!
Sempre amar e jamais me esquecer de voce, se esta é a sina a me aguardar, prefiro sucumbir se um dia me lembrar que te conheci.
Pois o amor que guardo será eterno, e tudo que aprendi sempre conservarei, mas nunca tentarei te perder.

Daykon
Enviado por Daykon em 26/05/2010
Reeditado em 26/05/2010
Código do texto: T2280889
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Daykon
Santa Fé - Paraná - Brasil, 38 anos
46 textos (1250 leituras)
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