Lavras do Esquecimento

Apura-te, energia

lacrimejo e me queixo hoje em dia

em tudo, sempre que te encontro

me inclino numa borda

replico o toque

colido nas palavras que te escrevo

e não deploro

um chodó, uma fantasia

queixo-me por não as retocar

cauteloso vem o nervosismo

dobro-me na gentileza

e me alimento coberta de dôr

posso dizer-te pelo olhar

o que contas quando partis-te

e as côres das sombras

que deixás-te ...

Me obrigo

retomo a queixa, do que me arrancás-te

ensina-me a amar

ou fica como esquecido

Divavid
Enviado por Divavid em 04/06/2010
Reeditado em 18/12/2018
Código do texto: T2299443
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