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DEUSA - TRANSFIGURADA                                                    

 

Imaruí, SC 16.03.2006

 

Glauci Maria

 

Um sonho lindo e espetacular!

 

 

Vou tentar descrever para ti um sonho, fica evidente que não será de forma real, pois eu sou totalmente limitado para dizer ou descrever as coisas indizíveis.

 

Era um domingo radiante em plena manhã.

Eu vi os caminhos de lua e a voragem de desejos estabelecidos em teu corpo lindo e branco.

O teu corpo branco e macio era a minha imensa planície nessa manhã.

Quantos carinhos se desprendiam das tuas mãos quando, eu as tinha entre as minhas sôfregas por ti.

Os teus olhos matutinos e vivazes ainda brilhavam com vestígios de galáxia, e permaneciam entorpecidos pelo sol que acabara de nascer.

Neles, eu senti o quanto de amor era represado, pois havia ali desejos sabidamente ocultos e reprimidos.

Minha linda, o acontecido nesse sonho, tu jamais poderás esconder de mim, estava evidente em teu ser novo e desejável, uma sombra de volúpia e uma turbulência de alma.

Naquela santa hora tu fremias, e eu abismado beijava as tuas lindas faces frescas pela brisa da manhã.

Santos beijos foram aqueles!

O meu desejo era beijar-te de uma forma diferente, quem sabe na boca, e dar um sentido novo a esse sentimento que, de repente, naufragou em nós sem querer.

Penso o quanto deveria ser estonteante essa sinfonia universal a quatro lábios, a verdadeira sinfonia do amor.

Senti um êxtase arrebatador ao ver os teus seios arfantes, essas duas luas robustas que carregavas no peito.

Ah, como eu te pressinto nessas horas!

Os meus desejos e as minhas esperanças residem nos teus lábios lindos, vermelhos e lúbricos.

Quero estar contigo, ó amada, mensurar o teu corpo por inteiro, beijando-te suavemente, amorosamente, demoradamente, eternamente.

Desejo te transformar na minha real basílica de amor, ocasião em que me prostrarei sem o caráter do sacrifício, e tu serás o meu relicário de carinho e de amor.

Assim, tu serás uma verdadeira planície de paz e benquerença, porque outro amor eu não tenho, a não ser a planície virtual de sonhar-te todas as noites.

Esse amor é tão oculto e obstinado que só nós sabemos da sua existência.

Até quando minha querida?

Assim foi o meu sonho, mais ou menos assim, é lógico que não consigo descrevê-lo, em virtude da ausência de nomenclatura própria para os eventos inefáveis.

Pois tudo o que acontece nos sonhos, é um desfecho do inconsciente e de difícil tradução, porque ele é totalmente indizível, por isso, os sonhos não devem ser descritos, mas sim tão somente vividos.

 

 

Eu te amo minha deusa dos sonhos.

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 15/03/2007
Código do texto: T413367

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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 78 anos
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Eráclito Alírio da silveira