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Paula

São Leopoldo, 24 de janeiro de 2007


Faz dois anos e nove meses que a opacidade que insistia em acompanhar os meus olhos me abandonou. O que fizeste com a minha nostalgia? A simples verdade que em teus olhos vejo, despida das máculas que carregam outros tantos olhares, aniquilou a minha tristeza. Desde então minhas manhãs têm outro brilho. Tua presença transcende o presente, pois onde quer que os meus sonhos estejam, lá também tu estás!
Como poderia eu descrever o que sinto quando te vejo? Palavras podem transmitir meu êstro? Estes signos dizer-í-am o belo e o perfeito?
Basta-me ver-te! Confesso-te que, todos os dias, em meu silêncio implícito está a minha admiração, o meu regozijo e minha satisfação por ter-te ao meu lado.
Os pensadores que me perdoem, mas que verdade há mais neste mundo senão a de Antígona e Hêmon, Dynameme e Camões, Matilde e Neruda? O que adianta um homem tocar as nuvens do alto de um arranha-céu, ter sapiência para entender todos os livros do mundo, mergulhar no oceano e conhecer os segredos dos mares se ao seu lado não tiver ninguém para dizer eu te amo?
Hermison Frazzon da Cunha
Enviado por Hermison Frazzon da Cunha em 15/03/2007
Reeditado em 15/03/2007
Código do texto: T413744
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermison Frazzon da Cunha
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 39 anos
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Hermison Frazzon da Cunha