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Bom dia - Catando a poesia que entornas no chão

Bom dia amor! Mesmo com muita chuva bom dia! Entendes agora de que me alimento? É preciso acordar e ver algo novo a cada dia. E veja como é linda a primavera! Perceba os ventos, os cheiros e as cores. Apenas no parreiral já são infinitos tons de verde, e os sanhaços curiosos já procuram uvas. Vou passar na vendinha comprar mamão e banana. Quer que eu compre mais alguma coisa? Não chores. Quando você chegar em casa vou lhe dar um abraço e todo o medo e insegurança vão se dissipar. Estava vindo para o trabalho e encontrei no chão, perto da porta da tua casa uma coisa muito importante que você abandonou ali. Está guardado comigo. Quando quiser de volta é só me pedir. Não podia deixar ali no chão para qualquer um pegar e usar...
É preciso apesar de toda a correria do dia a dia separarmos um pouquinho de tempo que seja para a arte, para a poesia. Li há muito tempo em um livro que Deus criou o homem porque gostava de romances. Ás vezes acho que o que ele queria era um jardineiro ou um caseiro, uma espécie de faz-tudo pela natureza; Colocar os passarinhos de volta nos ninhos, desatolar vacas e ovelhas, colher frutos e plantar suas sementes um pouco mais longe, contemplar alvoradas, contar estrelas, esculpir da rocha o busto de um grande amor. Estamos tão perdidos e tão cegos que não vemos mais que há tanto a se fazer e tão pouco tempo a se perder.
Sabe aquela carta que eu te escrevi? Acho que um músico encontrou ela, achou bonita e transformou em canção...

https://youtu.be/oJTDF_ccAsU
Nicola Di Fiori
Enviado por Nicola Di Fiori em 09/10/2018
Reeditado em 14/10/2018
Código do texto: T6471423
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Nicola Di Fiori
Teresópolis - Rio de Janeiro - Brasil
9 textos (109 leituras)
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Nicola Di Fiori