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O filho que não gerei.


Recordo-me da reação do padre em que a batizou no momento em que me perguntou o nome do pai, ao qual respondi: - Não tem!
  Sem dar-lhe qualquer explicação adicional.
  Murmurou entre os dentes: - Este mundo está perdido!
  Não pude parar de pensar como teria reagido se no meu lugar estivesse uma jovem despreparada, ela própria assustada pelo fato de ter assumido sozinha uma responsabilidade muita das vezes divida com o coautor da prole.
  Nosso corpo, esse fantástico e único veículo que possuímos muitas vezes violentado, não raro, levianamente seduzido, tem a capacidade de gerar um ser concebido á dois.
  E ainda no final do século XX recaí sobre a mulher a carga total da responsabilidade do ato de gerar.
  - Sou sua mãe solteira tenho tirado de letra qualquer preconceito!
  Espero que ao ler esta carta o ser humano tenha evoluído o suficiente para tornar o fato superado, no entanto, se isso não houver ocorrido, RESPOSTA CURTA À PESSOAS DE HORIZONTES ESTREITOS!
Luuh Azevedo. (Minha mãe)
Enviado por DudaAzevedo em 06/12/2018
Código do texto: T6520415
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
DudaAzevedo
Iaçu - Bahia - Brasil
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DudaAzevedo