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à Sra. Solidão

Recife, 16 de setembro de 2007

Solidão,

Escrevo esta para te dizer que tua presença hoje me inquieta muito mais que das outras vezes em que você resolveu aparecer, pois antes, quando você apareceu, todas as vezes eu tive um apoio para me ajudar. Hoje, que você veio sem avisar, eu caí feio e acho até que quebrei o coração, porque está doendo bastante. Espero que você não demore muito aqui. Desculpe mas não preciso nem dizer-lhe que você não é bem-vinda, não é?
Peço-lhe também, Sra. Solidão, qu7e na sua partida você avise a felicidade que a porta ficou entreaberta, basta ela empurrar e entrar. Fala pra ela que não demore, porque eu não aguento mais chorar.
Sim, Solidão, aproveita e agradece a saudade pela companhia que ela me fez, porque mesmo estando com ela noite e dia eu prefiro não me dirigir a ela pessoalmente.
Por fim, Sra., antes que eu esqueça, fico grato por você ter ficado comigo, mesmo que tão indesejada, e te peço, se você tiver que voltar outro dia não machuque tanto o meu coração.
Sem mais,
Fábio Melo
Enviado por Fábio Melo em 17/09/2007
Reeditado em 17/09/2007
Código do texto: T656078

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Sobre o autor
Fábio Melo
Recife - Pernambuco - Brasil, 35 anos
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Fábio Melo