Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Perguntas e respostas

Quantas portas foram trancadas desde que decidimos deixar de nos chamar de nós...
Quantas palavras que ficaram soltas no ar e pesadas perante a mesa onde sentávamos pra jantar...
Já não há taças e nem vinho nessa casa, já não há música e nem voz onde a alegria imperou durante tempos.
Como conviver com algo que hoje me destrói aos poucos, e a cada momento lembro-me de você me dizendo que mais importante que ter é ser...
Será que é tão difícil entender que eu era, enquanto podia voltar pra casa e ver você me esperando pra conversar...
Que fosse a conversa que fosse, você estava lá... perdoava meus atrasos, aguentava minhas crises, minhas manias e ainda melhor me amava e não sei por que seus olhos me dizem que ainda ama...
Então por que não vem, me mostra que pode ser diferente e que tido vai dar certo afinal...
Me olhe com os olhos da alma novamente que ue preciso tanto ser amada...
Quantos segredos a revelar, quantas perguntas sem respostas, apenas vem eu ainda estou aqui, só você não quer ver...
Eu preciso olhar teus olhos dessa vez, eu preciso te falar de coisas sérias, do meu amor, que hoje está mais vivo que nunca e que nada pode mudr isso dentro de mim...
Eu preciso muito de você aqui, que seja por uma noite, que seja por um mês não me importa, quero, preciso...
Ainda te busco em todas as esquinas, em todas as luzes que se acendem na cidade, ainda te busco e mesmo sem achar preciso dizer pra mim que te encontrei, e na verdade encontrei dentro de mim...
Imagino você sempre rindo ao lembrar de nós, mas na verdade eu é que rio ao lembrar você...
Meu amor, meu menino, tão amado, tão sozinho, volta pra mim...
Sei que das perguntas você sabe as respostas, e dos pontos que colocamos entre o eu e o você, podem ser vírgulas...
Vem ainda dá tempo, eu quero muito abrir todas as janelas desse quarto, mas quero acordar com você do meu lado...
Tira esse grito da minha garganta que nunca conseguiu sair quando chorei por te ver sair...
Nunca imaginei ter que trancar a porta um dia, não pra você... achei que sempre seríamos uma porta entreaberta, errei...
Me vi sozinha e ainda estou, volta, vem correndo me abraça forte como sempre fez, me beija a boca, me ama com os olhos, solta as malas no chão e apenas diz que agora sim, está em casa...

 

Nathalya Etchebehere
Enviado por Nathalya Etchebehere em 01/11/2007
Código do texto: T719583

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Nathalya Etchebehere
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 33 anos
254 textos (23162 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/17 04:29)
Nathalya Etchebehere