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SENHORES GENERAIS XXXVII

Passados tantos anos, não somos mais o povo que tinha esperança de dias melhores com um governo civil, estamos vencidos, cansados, desiludidos de tudo, podendo contar apenas com a mesmice de ladainhas ultrapassadas e no meio de um jogo de interesses que só nos faz perder.

Tiro das coisas que vivenciei neste regime democrático, como se tivéssemos ingressado num curso de corte e costura e que quando a avaliação final chegou, virando-se a roupa pelo avesso, a costura estava porca, o corte em desalinho e em desacordo com as medidas, chumaços de linhas sem arremate...

É como se tivéssemos sido reprovados, que a roupa não tem caimento e mal serve para cobrir nossas vergonhas!

Não está nenhum ponto de acordo com o traçado, há alfinetes por todo lado, o chão está coberto de poeira e retalhos... A máquina de costura toda avariada, canelinha embolada, correia ressecada por falta de manutenção.

Não conseguimos ser melhores que antes, não aprendemos nada direito e pusemos o tecido da prova a perder.

O Figurino trouxe o molde exato, mas não soubemos cortar nos traçados; fomos reprovados nesse final de curso, perda de tempo e dinheiro.
A roupa do Brasil não corresponde ao manequim do seu tamanho e agora...

E agora?

 
Ene Ribeiro
Enviado por Ene Ribeiro em 21/03/2021
Código do texto: T7212106
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ene Ribeiro
Goiânia - Goiás - Brasil
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Ene Ribeiro

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