O Juiz: 
(causos que o povo conta)

 

Por mil e um dias e mil e uma noites

Eu fui confinado numa maldita prisão

Por causa de um crime que não cometi

Fui condenado sem nenhuma apelação

 

Mas hoje finalmente foi feita a justiça

A minha inocência acabou sendo provada

E os portões daquela prisão se abriram

Enfim chegava a liberdade tão esperada

 

Quando deixei aquele portão pra trás

Respirei feliz mesmo sentindo tristeza

Nenhum amigo ou parente me visitou

Só um homem a quem tratei com frieza

 

Aquele homem que veio pra me visitar

Ele foi o Juiz, que um dia me condenou.

Depois lutou e provou minha inocência.

E desta maldita prisão, ele me libertou.

 

Estendeu-me a mão, e disse meu filho

Aperte esta mão eu não sou seu inimigo

Baseado em provas falsas lhe condenei

 Lá eu era o Juiz, aqui eu sou um amigo.

 

 

Balneário dos Prazeres: 09 / 09 / 2008



Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 09/09/2008
Reeditado em 10/09/2008
Código do texto: T1170035
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.