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O Cadeirante

Um cadeirante resolveu ir à delegacia e confessar que foi ele que matou o dono do barzinho da esquina. O crime ocorrera de madrugada e não deixou testemunhas nem pistas. O cadeirante disse que matou o dono do bar, sem querer. Ele estava embriagado e o dono do bar tinha calculado errado o valor da conta.
- Me deu um branco,dotô. Quando dei por mim, já tinha enfiado a peixeira no bucho dele.

-Seu grande mentiroso! Você acha que nasci ontem, rapaz? Você não é capaz nem de matar uma barata em cima dessa cadeira de rodas! Eu vou fazer você dizer a verdade!

Então o delegado levou o cadeirante para uma sala escura. Enfiou a cabeça dele num saco, o sufocou por alguns segundos. Não demorou, o cadeirante começou a gritar que não fora ele que matou o dono do bar, que nunca bebeu uma gota de álcool na vida.

O delegado orgulhoso se si mesmo, soltou o cadeirante e pensou :Não fosse esse grande método para fazer as pessoas confessarem, um pobre cadeirante estaria atrás das grades.

O cadeirante, voltou para o aconchego de seu lar, abriu uma garrafa de vinho, bebeu feito um bode velho,lavou a peixeira ensanguentada e  depois de perder os sentidos na bebedeira, dormiu como um bebê.

Carol Galvão
Enviado por Carol Galvão em 16/01/2019
Reeditado em 21/01/2019
Código do texto: T6552685
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Carol Galvão
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Carol Galvão