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AMOR ADOLESCENTE

Maria acordou, estava bem claro, tudo parecia calmo, quieto, é, estava num hospital. Lembrou da queda, do tropeção na escada, como sou desastrada! Ai, sentiu uma dor aguda na cabeça, não conseguia mexer direito, estava machucada. Notou p braço engessado, uns hematomas...de repente viu um homem de branco chegando, olhou para ela e sorriu.
- Em que hospital estou...- ele a olhou devagar enquanto ela mesma não ouvia sua própria voz...em que hospital estou? Gritou! E, mesmo assim sua voz não saía, ele se aproximou e a abraçou, pediu para a enfermeira que veio correndo que escrevesse num papel...- O que está acontecendo? – é um sonho? Quero acordar!!! Mãe!!! A enfermeira lhe entregou o papel...Maria leu “ querida, vc sofreu um acidente grave e no por um tempo não poderá ouvir, mas está tudo bem. “
-Não poderei ouvir? – começou a chorar, nem sabia que gritava, até que o médico pediu que ficasse em silêncio, aí sim ela se desesperou
- Em silêncio? Mais silêncio que estou agora? Me pede silêncio? Cadê meus pais, onde estão?- Aí viu sua mãe entrando correndo, seu pai, chorando os dois a abraçaram. Mãe, por favor fala comigo, estou ficando louca!!! Sua mãe tentava mas ela não ouvia... começou a chorar e a gritar..iria ficar louca...até que o médico aplicou uma injeção enquanto seus pais a seguravam e ela adormeceu...
Durante este período em que acordou, suas duas amigas foram falar com Fernando e enquanto falavam com Juan o pai dele chegou..
-Mas, o que essas duas estão fazendo aqui? – Rosnou exasperado
-Estão contando que Maria sofreu uma acidente e perdeu a audição...
-Graças a Deus, pensei que viessem avisar que estava grávida...- suspirou olhou para o céu – vão embora e não voltem mais aqui!
- O senhor não tem coração? Ela agora é uma deficiente! E, seu filho a ama, precisa saber disso! – disparou Analy
- Meu filho precisa pensar no futuro dele, que já está traçado, e não haverá surda, grávida ou não, que vá mudar isso
- que você pensa que é seu..
- sou o pai do Fernando e não quero que ele saiba dessa piranha surda! Gritou o homem! Juan teve que segurá-lo. – Saiam daqui!
- Vamos sim, - gritou Analy no mesmo tom enquanto era puxada pela Paty- Pois agora é a surda senhor” sei lá o que” que não vai querer seu lindo filhinho doutor. Ela não precisa dele!
-Isso é bom, que ela fique bem longe, não vai ser essa piranha surda que vai estragar a vida dele, e ele vai me agradecer por isso!!! – Elas saíram e Juan o jogou de lado, pegou suas coisas e foi embora.
Paty e Ly, sentaram na praça e choraram, por si mesmas, por terem dado tanta força para esse egoísta do Fernando. Afinal, desde a noite que passaram juntos nunca mais procurou pela Maria. Choraram até não agüentar mais, mas logo tiveram a companhia de Juan para chorar junto, ele tinha dado o bilhete ao Fernando, ele não esperava essa atitude de seu menino, tinha visto crescer tanto Fernando quanto Maria. Ficaram os três desolados, culpados, chorando na praça, que nesse horário da noite estava vazia, ninguém para presenciar tanta culpa e tristeza. Juan nunca mais voltaria lá, tinha ido embora e não aceitava nem um centavo de um homem tão perverso.
Mariani Batista
Enviado por Mariani Batista em 18/12/2011
Código do texto: T3394786

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Sobre a autora
Mariani Batista
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 50 anos
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5 e-livros (297 leituras)
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Mariani Batista