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UM AMOR INESPERADO

Aqui as palavras me mostram mais uma vez como é bom sentir minha idade no tempo, meu olhar de criança devassando as curvas da estrada sem arrancar de mim o brilho mágico do relógio me dizendo que é hora de sentir o vento no rosto, numas arriscadas pedaladas de bicicleta que o hoje ainda me permite, nas descidas de morros de mãos soltas, num equilíbrio que traz viva em minha alma a despreocupação com os arranhões no rosto ou nas pernas, na pele que nestes sinais me resgatam no espelho de hoje traços renovados de uma, também, eterna adolescência de coração que pulsa gratidão de nunca ter perdido a essência revigorada nos passos que ainda me levam onde o coração me leva. Idade nunca foi sinônimo de desgaste e nem rima solta na estrada. Encontro agora nas palavras soltas do passado inspiração meio ao barulho de uma música dançante e ensurdecedora em minha mente (Show AnaVitória e Nando Reis) preenchendo de pureza e encanto nesta nova juventude e que ainda encontro conexão de cada palavra em meio a uma multidão que usei neste texto. Escrito neste Show para mim desesperada pela altura do som. Onde recorri ao papel e à caneta.Vejo também, neste instante a metonímia tanto como traços de fatos como se eu
respondesse ao espelho onde conta o conto de Branca de Neve que sou a mais bela,
retirando da fantasia que sempre insisti em eternizar.
Cada marca do meu corpo expressa freneticamente os traços do meu interior e tem
cumprido a nuance que as palavras renovam na idade do meu exterior.
Ana Flowers
Enviado por Ana Flowers em 03/12/2019
Código do texto: T6809686
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ana Flowers
Betim - Minas Gerais - Brasil, 46 anos
51 textos (1092 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/19 08:26)
Ana Flowers