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A Caverna do Horror - Parte II – O Misterioso Vilarejo

Depois de muito perambularmos, chegamos a um vilarejo praticamente vazio e Elana fugiu de nós feito um coelho assustado.

Embora não quiséssemos chamar a atenção de ninguém, Albert mais uma vez foi o encarregado disso. Graças a seus barulhos excessivos, ele assustou os poucos animais que havia no curral como galinhas, cabras e dois cavalos.

Observei o vilarejo e as casas eram bem simples lembrando-me vagamente dos tempos de guerra onde conquistamos alguns vilarejos parecidos com esse.

Meus pensamentos foram cortados quando Elana voltou trazendo um ancião que seria provavelmente o líder do vilarejo.

Identificou-se como Elderath e nós fizemos o mesmo. Ele nos relatou sobre estranhos sequestros e assassinatos ocorridos na noite passada e dizendo-nos ainda ser uma espécie de curandeiro do vilarejo.

Poderia-se dizer sem sombra de dúvida que os habitantes do vilarejo tinham um grande respeito por ele devido a sua liderança e também a habilidade de usar ervas medicinais que tinham grandes poderes de cura para fazer chás com elas.

Entramos na casa dele e logo vimos a sua simplicidade. Uma mesa simples com alguns banquinhos e poucos pertences, embora muito importantes para ele. Conhecemos também sua esposa e perguntamos a ela sobre esses estranhos incidentes que afetaram o local, mas tudo o que conseguimos foi nada de relevante.

Elderath nos disse que as pessoas começaram a sumir após uma noite tempestuosa e com ventos muito fortes descrevendo ainda sobre uma caverna onde os habitantes do vilarejo se esconderam após um brutal ataque de salteadores ocorrido anos atrás com estupros, pilhagens e assassinatos a sangue-frio.

Todos se perguntavam que mistérios a caverna escondia. Albert e Cassandra, gananciosa como sempre, já imaginavam uma verdadeira caça ao tesouro com baús cheios de ouro e pedras preciosas capazes de fazer virar a cabeça de qualquer pessoa e a pragmática Myrymia e a honesta Corinna já pensavam mais nos perigos que iriam surgir naquela caverna e em tentar encontrar as pessoas desaparecidas tirando-as do local.

Quanto a mim, sentia um misto de curiosidade e de temor sobre esta tal caverna. Nunca fui um brilhante estrategista e um líder nato, mas eu tinha o dever de segurar as rédeas daqueles dois encrenqueiros para garantir o sucesso de nossa missão.

Depois de minhas orações, fui dormir imaginando o que estaria por trás de tudo isso.

A resposta não tardaria muito.

E era aterradora demais.

                                                          ***

Era uma noite a princípio calma como tantas outras, mas repentinamente o vento ficou mais forte do que o normal e uma tempestade parecia se formar no céu.

No entanto, não era uma tempestade qualquer. Lembro-me das antigas tempestades de areia que aconteciam durante a guerra. Era difícil de enxergar um palmo a frente do nariz e tínhamos que confiar em nossos outros sentidos para nos guiar durante a tempestade.

A tempestade piorava ainda mais e Albert ficou temporariamente cego devido a areia provocar irritações em seus olhos. Enquanto isso, Cassandra assustou-se com o que viu dentro do poço e quase entrou em colapso.

Myrymia e Corinna haviam descoberto através de seus poderes que Elderath era o responsável indireto por todos esses incidentes e neles havia algo em comum.

Ele ardia de febre e caía de cama toda vez que acontecia isso.
Graças a todos os deuses, a tempestade passou e o vento diminuiu virando apenas uma mera brisa.

Todos saimos para procurar Elana e descobrimos que mais um habitante do vilarejo havia desaparecido. Os animais no curral estavam bastante agitados e Albert e eu tivemos que acalmar os cavalos na base da força.

Continuando nossas investigações, descobrimos que todos os outros habitantes do vilarejo estavam dentro de suas casas quando a tempestade ocorria. Estavam assustadas demais pra falar e ficamos mais intrigados com tudo isso.

Como a tempestade se formou em uma estação fora de época?

Origem mágica, talvez? Ou seria um dos sinais do fim dos tempos tão falado pelos profetas?

Muitas perguntas e nenhuma resposta.

Talvez a única forma de desvendar todo esse mistério é entrar naquela caverna e resgatar os habitantes do vilarejo desaparecidos.

Que todos os deuses nos deem força e coragem para encarar essa difícil empreitada.
MarioGayer
Enviado por MarioGayer em 09/12/2017
Código do texto: T6194550
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
MarioGayer
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 42 anos
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