ESTRADA DE AÇO 14 NOVEL LIVRE 12 ANOS

Duquel é levada até seu quarto onde é trancada.

- Covardes, cretinos, vão me pagar. Lúcia com ajuda de Silas procura por Esmeralda sem sucesso.

- Para onde ela foi?

- Com certeza deve estar escondida.

- Vamos, temos de dar apoio ao rei.

- Aquela vaca, bruxa vai me pagar.

- Deixe que escape, aqui ela não retornará.

- Não tenho tanta certeza.

Eles seguem para junto de Reginaldo.

Esmeralda se esgueira pela escuridão de manto com capuz sujos, como que se fosse um mendingo, ainda tendo em seu corpo a exalar uma fedentina daquelas, não causando qualquer complicação a ela ao passar pelos guardas, até se vê ameaçada em alguns momentos, agora fora das muralhas ela realiza um rito se tornando hiena, agora corre pela floresta.

A rainha dos Magos a segue de longe, em forma de borboleta.

Esmeralda para frente a uma antiga cabana em palhoça, abandonada, ela entra ali.

Dentro, alguns móveis bem rústicos e precisando de manutenção urgente, de volta a forma humana, ela tenta arrumar as coisas ali, com magia acende a lareira, um grande caldeirão com água começa a ser aquecido.

- Pretende ficar por aqui?

- Rainha Mágica.

- Olá Esmeralda, minha segunda aprendiz.

- Isso foi há muito tempo.

- Mais de 250 anos.

- Acho que sim.

- Não se arrepende de ter traído a ordem branca e ido para o lado de Duquel?

- Por que me perguntar isso agora, faça o que deve ser feito.

- Como assim?

- Vai me matar, faça logo.

- Não sou assassina, ainda creio que se pode dar a segunda chance.

- Não a quero.

- E o que quer então?

- Paz, preciso disso, faça.

- Não, ainda não tenho permissão.

- Nunca precisaste de uma.

- Viu, nada sabe a respeito da verdadeira magia.

- O que diz?

A rainha desaparece, ao canto próximo a uma mesa, um cesto com frutas.

- Por que, por que disto.

A bruxa pega as frutas e ali se alimenta, em alguns minutos, cai em sono profundo, a porta é aberta, 8 anões entram ali e iniciam o conserto do local.

13052019.................

13

A MAIOR PRISÃO DE SE TEM CONHECIMENTO É A CONSCIÊNCIA, AFINAL ELA MUITAS VEZES NOS DÁ CERTOS BAILES, POR QUE NÃO BAILAMOS.

Duquel grita em seu quarto, pelos corredores não se fala de outra coisa a não ser sua prisão luxuosa.

Lúcia em reunião com Reginaldo e Silas.

- Ainda não entendo por que não a colocaram direto nas masmorras.

- Calma prima, afinal ela tem alto cargo, não seria bem visto.....

- E a mim, fui jogada direto a uma cela fria e sem qualquer comodidade.

- Você quer vingança?

Ela olha firme para os dois ali.

- E vocês em meu lugar não gostariam?

- Talvez o outro rei, o enfeitiçado, faria pior, deixaria ela livre e reverteria tudo para você.

- Nisso tem razão.

Silas dá sua opinião.

- Acho que do jeito que esta ela vai pensar melhor em tudo de ruim que tem feito.

- Tomara.

Lúcia olha para eles.

- Eu não acredito, me desculpem, mais aquilo não tem mais conserto.

O rei sai do assento e vai até ela.

- O que esta havendo prima, deixou o ódio lhe dominar?

- Não, não é bem isso, só quero que haja justiça.

- E haverá, fique tranquila.

A porta do quarto da ministra recebe uma leve batida.

- Entre. Logo ali 3 serviçais fazem a troca da rooupa de cama, lhe trazem a refeição.

- O que significa isso, não vou poder ir a sala me alimentar?

Ninguém responde e deixam tudo á mesa, quando saem, ela percebe que deixaram toalhas e produtos de higiene.

Ela grita, jogando tudo ao chão, bate por diversas vezes na pporta até que esta é aberta, o general entra ali.

- Você, você, o que pensa que eu sou, eu ordeno fazer minhas refeições na sala certa e que venham serviçais para meu banho.

- Não entendeu ainda, acabou seus privilégios, agora é uma prisioneira.

- O quê, me faça rir, sou Duquel, saiba seu general de patacas vou sair daqui e reverter o jogo, me vingarei de ti.

- Enquanto isso aproveite, afinal, tem muitas regalias que outros presos não as tem.

- Covarde, covardes, eu vou sair, quero ter meus direitos.

- Agora pare de gritos, esta a perturbar a paz no local.

- Vá para o inferno.

- O que diz? Ela se cala e ele sai dali.

- Pelo menos mande alguém para que organize tudo isso.

- Tenho certeza que foi feito isso, foi a senhora quem jogou, recolha.

- Maldito.

- Por favor silêncio ou terei de providenciar guardas aqui dentro?

- Tudo bem, pode ir, entendi.

- Com licença. Ele sai e ela começa a recolher os objetos que jogara.

- Ele vai me pagar, ah se vai.

Esmeralda acorda um tanto cansada ainda e olha tudo arrumado ali.

- A rainha fez isso. Ela anda por toda cabana, o piso bem limpo e brilhando, móveis novos e outros consertados, até um novo cômodo fora feito, uma cama grande de colchão em penas e travesseiros bem fofos.

- Será que poderei ficar aqui. Ela se joga ali e brinca com o travesseiro até sentir algo que a faz sair da cama, no forno um pão que ela tira e corta 2 fatias, á mesa mel, frutas e hortaliças.

- Por que, serem tão bons comigo?

Ela faz se alimentar rapidamente e se farta do mel, logo ouve batidas a porta.

- Você.

- Oi Esmeralda, temos de conversar.

Ali frente a ela, Lúcia que segue até uma cadeira, senta e olha para a bruxa.

- Veio me prender?

- Na verdade eu deveria mata-la, mais tenho algo diferente a oferecerte.

- O quê?

- Sua tão sonhada liberdade.

- Como?

- Vamos, sente-se, afinal agora este lugar é seu.

14052019.....................

paulo fogaça e IONE AZ
Enviado por paulo fogaça em 17/05/2019
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