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O CHEIRO DA VERDADE!

        Lizzy era uma mulher moderna, amava as selfies, todos os dias tirava uma, trabalhava como aspirante a modelo, porém o que sustentava sua vida de mulher contemporanea de 22 anos era mesmo o trabalho em uma loja de grife bem famosa, ou similar.

Ela morava na Comunidade da Rocinha, e labutava em um shopping carioca da Barra da Tijuca, muitos diziam que ela era a “girl” dos sonhos de qualquer “boy”e aí então ficou fácil entender que ela não vacilava, em termos de visual, every day ocorria o mesmo ritual: Banho de 2 horas e meia no mínimo, escova no cabelo cacheado e louro, aí vinha a primeira selfie em frente ao espelho, esteira, já que a jovem havia adquirido uma há dois meses, na verdade ela colocava unhas postiças para o trabalho diário na loja…isso lhe dava ares de vampira, pois sempre escolhia cores vermelhas ou pretas, ou ambas. Sua mãe, a dona Sofia, era boleira, e doceira, e mesmo Lizzy trabalhando; dona Sofia tinha que ajudá-la em seus pequenos e grandes luxos.]

Claro que morar na Rocinha tinha vantagens e desvantagens… e a moçoila gostava muito de obter regalias masculinas através dos dois quesitos, ora um, ora o outro.

Por exemplo, esta vaga na loja ela conseguiu através de um “chefe” muito conhecido na região, que  fez um apelo a um amigo empresário, e pronto, a garota com ares de artista, conseguira exito, ela ia e vinha todos os dias, menos aos sábados, trazida por vezes em carro blindado do seu gerente preferido, o Douglas. Sim, Douglas era o filho do dono da rede de lojas de griffie burguesa e com notoriedade internacional. Quando ele subia o morro, a galera ficava atenta, mas ele tinha carta branca para tal rolé, nada o impedia, podia circular, e deixar a princesa em sua residencia.

Bem, mas nem tudo são flores na vida aparentemente injusta da menina pobre, que queria ser rainha, ela odiava gente pobre, se não fosse trágico seria comico, visto que tal condição social e economica sempre foi seu patamar de existencia.

Um dia ela teve que voltar para casa de onibus, e em pé, ela passou a viagem inteira xingando todo mundo, até que um rapaz alto de óculos, estudante de medicina, que estava por acaso fazendo uma pesquisa na Rocinha, lhe deu o lugar, e parece que ficou atordoado com a “originalidade” da mulher, que estava mais para “Anita” do que para “Madonna”, o cara achou diferente aquela mulher de quase um metro e oitenta, olhos verdes, pele morena tropical, e cabelo louro, unhas horripilantes e negras, porém asseadas.

Ela olhou fundo nos seus olhos, e parecia devorá-lo, ele era alto e forte, tipo o Superman, mas não era rico, era pequeno burgues, claro morador de Ipanema, ou Leblon, tinha todo o jeito sulista do Rio de Janeiro. Ele olhava para ela, mas como um pesquisador, em alguns momentos sofreu intensamente com um desejo surreal, mas era em intervalos de dois em dois minutos. Bom a viagem para ele estava prestes a findar, ele desceria em Botafogo, e ela no Flamengo, pois iria badalar um pouquinho no Rio Sul, e ele estudar na casa de uma amigo da Faculdade.

Ele puxou o sinal, e ela resolveu acompanhá-lo, desceu rápido, agora bem contente, pois o onibus havia ficado mais vazio. Ao descer, e isso não foi propositar, ela pisou no pé do do terceiro anista de medicina, ajeitando  “a juba loura” e impinando o bumbum talhado a silicone sussurrou um – Me perdoe. Ele retrucou – “Qual nada”, ali que foi o grande problema, ela sentiu um calafrio pelo corpo – E falando mais alto disse – Como? Aí o rapaz olhou fixamente em seus olhos e relatou – “Tá de boa; aí ela sorriu quase gargalhando e pensou – “Este já é meu”…

OBS. ESTE CONTO CAPITULADO, FINDA NO SEGUNDO CAPÍTULO NO SÁBADO, FIQUEM DE OLHO, O FINAL PODE SER O SEU”
Por Valéria Guerra Reiter

 

 

Lizzy era uma mulher moderna, amava as selfies, todos os dias tirava uma, trabalhava como aspirante a modelo, porém o que sustentava sua vida de mulher contemporanea de 22 anos era mesmo o trabalho em uma loja de griffie bem famosa, ou similar.

 

Ela morava na Comunidade da Rocinha, e labutava em um shopping carioca da Barra da Tijuca, muitos diziam que ela era a “girl” dos sonhos de qualquer “boy”e aí então ficou fácil entender que ela não vacilava, em termos de visual, every day ocorria o mesmo ritual: Banho de 2 horas e meia no mínimo, escova no cabelo cacheado e louro, aí vinha a primeira selfie em frente ao espelho, esteira, já que a jovem havia adquirido uma há dois meses, na verdade ela colocava unhas postiças para o trabalho diário na loja…isso lhe dava ares de vampira, pois sempre escolhia cores vermelhas ou pretas, ou ambas. Sua mãe, a dona Sofia, era boleira, e doceira, e mesmo Lizzy trabalhando; dona Sofia tinha que ajudá-la em seus pequenos e grandes luxos.]

Claro que morar na Rocinha tinha vantagens e desvantagens… e a moçoila gostava muito de obter regalias masculinas através dos dois quesitos, ora um, ora o outro.

 

Por exemplo, esta vaga na loja ela conseguiu através de um “chefe” muito conhecido na região, que  fez um apelo a um amigo empresário, e pronto, a garota com ares de artista, conseguira exito, ela ia e vinha todos os dias, menos aos sábados, trazida por vezes em carro blindado do seu gerente preferido, o Douglas. Sim, Douglas era o filho do dono da rede de lojas de griffie burguesa e com notoriedade internacional. Quando ele subia o morro, a galera ficava atenta, mas ele tinha carta branca para tal rolé, nada o impedia, podia circular, e deixar a princesa em sua residencia.

 

Bem, mas nem tudo são flores na vida aparentemente injusta da menina pobre, que queria ser rainha, ela odiava gente pobre, se não fosse trágico seria comico, visto que tal condição social e economica sempre foi seu patamar de existencia.

 

Um dia ela teve que voltar para casa de onibus, e em pé, ela passou a viagem inteira xingando todo mundo, até que um rapaz alto de óculos, estudante de medicina, que estava por acaso fazendo uma pesquisa na Rocinha, lhe deu o lugar, e parece que ficou atordoado com a “originalidade” da mulher, que estava mais para “Anita” do que para “Madonna”, o cara achou diferente aquela mulher de quase um metro e oitenta, olhos verdes, pele morena tropical, e cabelo louro, unhas horripilantes e negras, porém asseadas.

 

Ela olhou fundo nos seus olhos, e parecia devorá-lo, ele era alto e forte, tipo o Superman, mas não era rico, era pequeno burgues, claro morador de Ipanema, ou Leblon, tinha todo o jeito sulista do Rio de Janeiro. Ele olhava para ela, mas como um pesquisador, em alguns momentos sofreu intensamente com um desejo surreal, mas era em intervalos de dois em dois minutos. Bom a viagem para ele estava prestes a findar, ele desceria em Botafogo, e ela no Flamengo, pois iria badalar um pouquinho no Rio Sul, e ele estudar na casa de uma amigo da Faculdade.

 

Ele puxou o sinal, e ela resolveu acompanhá-lo, desceu rápido, agora bem contente, pois o onibus havia ficado mais vazio. Ao descer, e isso não foi propositar, ela pisou no pé do do terceiro anista de medicina, ajeitando  “a juba loura” e impinando o bumbum talhado a silicone sussurrou um – Me perdoe. Ele retrucou – “Qual nada”, ali que foi o grande problema, ela sentiu um calafrio pelo corpo – E falando mais alto disse – Como? Aí o rapaz olhou fixamente em seus olhos e relatou – “Tá de boa; aí ela sorriu quase gargalhando e pensou – “Este já é meu”…

 

 

OBS. ESTE CONTO CAPITULADO, FINDA NO SEGUNDO CAPÍTULO NO SÁBADO, FIQUEM DE OLHO, O FINAL PODE SER O SEU”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 30/08/2018
Código do texto: T6434592
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Valéria Guerra
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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