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 D A   J A N E L A


Toda tarde, da janela, te vejo passar,
Do alto, olho seus passos pequenos.
Todo dia espero por seu olhar,
Silencioso você segue sozinho seu destino.
Naquele dia de calor infernal,
Já era tarde, era hora de você andar,
Mas nada de você caminhar.
Meu coração parecia vazio,
Vi outros rostos, nenhuma lágrima,
Então pensei, não há morte, não há ninguém a chorar.
Naquela noite desci da janela, passei pela porta,
Olhando da rua, nem a mim consegui enxergar,
Entendi o dilema, mas não a solução.
Fui rumo ao seu rumo, a onde o vento segue  a           contramão,
Sei do caminho, sempre sonhei sua casa.
Era o destino, sua porta entreaberta,
Silencio na portaria, o que afinal seria?
Toda tarde ainda vejo seu andar pequeno,
Mato a saudade em baixo da árvore,
A sombra cobre a frase apócrifa,
Aqui jaz um solitário andarilho.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 12/08/2009
Reeditado em 12/08/2009
Código do texto: T1750264


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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 61 anos
811 textos (59876 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante