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OS FINS NOSSOS DE CADA DIA

I

Depois que todos os convidados partiram,
retocou a maquiagem no espelho que a olhava com pena.
Recolheu as taças, ajeitou as almofadas, apagou as luzes
e começou a festa.

II

Deitado sozinho na cama de solteiro do quarto de hotel para casais,
descobriu que o ponto negro do teto era um pequeno buraco.
Naquela mesma noite pagou a diária, fez suas malas
e se mudou para lá.

III

Pela janela do vagão, a linha do trem parecia não ter fim,
por isso, na próxima parada, desceu e se prostou entre os trilhos,
até a locomotiva passar.
Fábio Fabrício Fabretti
Enviado por Fábio Fabrício Fabretti em 16/06/2006
Reeditado em 23/03/2008
Código do texto: T176719


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Sobre o autor
Fábio Fabrício Fabretti
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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