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Da Viagem para o Além...

    Pois bem. Você chegou até aqui... Deve estar, então, familiarizado com alguns termos e conceitos de textos anteriores. Como já dissemos, todos eles foram escritos para despertar em você a curiosidade, a intuição e a vontade de prescrutar diferentes caminhos. Nada é posto ao acaso, nem mesmo uma vírgula fora do "lugar". Como também já dissemos, somos a pedra que agita o lago, pois você tem de desejar saber. É você quem decide, pois essa é a maior dádiva de seu universo. A liberdade. Ninguém a dá a você em seu mundo. Na verdade, tem-se buscado tirá-la de vocês, e nem mesmo você mesmo, costuma dá-la a si mesmo. Mas não se engane, o universo a entrega de bandeja a vocês. Mesmo no ato hediondo de tentar tirá-la de si mesmo e de outrem, ainda assim exerce a liberdade suprema.
      Se leu os textos, e as nossas definições sobre as palavras e as verdades que elas carregam, e sobre os conceitos de espaço e tempo a que estão habituados, sabe que nada mais longe da verdade do que a palavra "além". Ela pressupõe distância incomensurável, algo longínquo, remoto... E não, não é esse o caso.
      Ainda repetimos, que a noção de espaço como algo amplo e vazio onde se possam alocar objetos está equivocada. A sua mente cria a sua ilusão de espaço, como o artista cria a perspectiva em seu quadro. Em resumo, você não está separado de nada e de ninguém, em seus termos. Nem mesmo "vivo", como você pensa que está, você está.
      Você é um espírito agora, como foi antes e como será depois de sua "morte", em suas definições. A diferença entre uma pessoa "morta" e uma pessoa "viva", é simplesmente em que ela concentra a sua atenção. Nesses termos, você vivo e uma pessoa morta estão definitivamente no mesmo "lugar" agora. Estão apenas prestando atenção em coisas diferentes, só isso. Vocês fazem muito isso em seu dia a dia: enquanto uma pessoa admira o pôr do sol em uma praia e comenta com o seu companheiro do lado, sobre as luzes maravilhosas e a sensação de paz que o entardecer proporciona, essa segunda pessoa, com os pensamentos e preocupações em seu trabalho, sequer percebe o comentário da primeira. Eles estão, definitivamente, em lugares diferentes. Vocês são suas mentes, e onde ela estiver, lá vocês estarão também...
       Ensinar vocês a se deslocarem para outros ambientes, inclusive o pós-morte, não é algo macabro, novo, ou perigoso. Não estamos estimulando o seu desgosto pela vida, e nem as atribulações que atravessam tem a função de fazer isso. Vocês estão aqui por uma razão, entender que os seus desejos, pensamentos e emoções, assim como as suas crenças e expectativas, criam a sua experiência, pessoal e coletiva, naquilo que chamam de realidade. Essa experiência foi escolhida por vocês. Você entenderá o porque disso ser útil, quando adentrar essa nova dimensão de interação, e entender que o mínimo pensamento pode criar mundos. Não precisa ter medo da morte nesses exercícios, como já dissemos, você já é um espírito. E o dia de sua morte já foi escolhido por vocês, com precisão de segundos, pressentirão isso antes, e então, se hoje não for esse dia, você saberá que não é.
      Precisamos reforçar de novo, que todas essas coisas já foram contadas, escritas e cantadas. Tem sido sussurrado ao longo de sua história nos bosques, nos desertos e nas florestas. Muito foi esquecido e adulterado, então, voltamos e contamos de novo, para lembrar a você a sua essência. Isso não é novo, e muitos sabem disso. Mas o mundo não é feito apenas de elites e de escolhidos. Um faraó não ergue uma pirâmide, o seu povo faz isso, então, todas as pessoas são o mundo, e não apenas umas poucas. O conhecimento deve ser partilhado, para aqueles que o desejam e o procuram, pois tudo envolve liberdade, lembra? Para isso, precisamos aclimatá-los, aos poucos fazer com que se acostumem com certas ideias. Lembra do peixe de água salobra? Pois então. E assim, aos poucos, vamos acostumando vocês a novas ideias, e vocês as transmitirão aos seus descendentes, mesmo que inconscientemente, ainda que leiam este texto uma única vez em suas vidas. E essa mesma história tem sido contada, não apenas em palavras...
       Se leu os outros textos, sabem que a sua atenção está dirigida à realidade tridimensional, e essa atenção cria essa mesma realidade. Sua alma, por meio de seus sentidos físicos, especializaram a sua atenção em determinadas frequências específicas, ignorando outras. Posso dançar frevo na sua frente, que você não vai me ver, pertenço a outra frequência de realidade, na qual seus sentidos não estão "ajustados" para perceber. Você precisa "afinar" a sua percepção, se quiser vislumbrar além do véu...
      Sua percepção fina não está em seus sentidos físicos, isso é evidente. Digamos que ela está em sua mente. Se conseguir trocar de canal em sua mente, perceberá novos ambientes. Há várias formas de se fazer isso, meditação, transe, sono, entre outras... Mas, a mais válida de todas, como sempre, é aquela na qual sempre insistimos: acreditar que se pode!
       Não adianta nada você ser um exímio meditador, e ficar dez horas na mesma posição, em silêncio, se não acreditar que pode acessar novas percepções. Você só criou este mundo magnífico porque acreditou profundamente nele. Com as outras coisas não será diferente...
      Por tanto, você deve acessar sua mente interior e concentrar-se nela, não importa como fará isso. Claro, isso demandará, na maioria dos casos, conforto e silencio absolutos. Poucas coisas dessa realidade tridimensional deverão demandar sua atenção, nem mesmo os seus pensamentos. Pois os seus pensamentos é o você tridimensional, pois são eles que formam o seu ego.
        Depois que conseguir essa privacidade, esse silêncio e esse conforto, e conseguir dirigir a sua consciência além de seus pensamentos, vai encontrar novas sensações e novos ambientes. Voltaremos em outra ocasião para dizer-lhe o que poderá encontrar neles e as implicações que isso poderá trazer a vocês.
Jeff London
Enviado por Jeff London em 11/07/2018
Reeditado em 11/07/2018
Código do texto: T6387025
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jeff London
Betim - Minas Gerais - Brasil
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Jeff London