Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Eu conto do tempo

O tempo, num dia qualquer, entediara-se ao extremo.
Aqueles segundos não paravam, incessantes, irritantes. Cada pequeno 'click' o exasperava, e o tolo a percorrer o diabo do mundo não se questionava, não se incomodava!
Então o tempo ordenou que os segundos parassem, e ele, resignado, parou. E seu maior amigo, o minuto, também cedeu.
Tudo mudara então.
As folhas mortas já não caíam.
O mar revolto enfim descansava.
O Sol e a Lua se contemplavam agora sem medo da noite os surpreender.
Não se marcavam mais encontros, pois desencontros não podiam suceder.
Os homens não mais sufocavam, não mais matavam, não mais sugavam.
Tudo entrara em harmonia desconhecida e infinda.
Mas o tempo, sempre a tempo, mesquinho e infeliz, também enfadara-se da calmaria.
E por zombaria, ordenou ao segundo que voltasse a atormentá-lo.
E o segundo e o minuto deram as mãos a percorrerem novamente o domínio da eternidade.
Então as folhas mortas caíram ao chão e os homens em si...

e eu de você visitava...
https://issuu.com/marcberth/docs/poesia_em_revista_1
marc berth
Enviado por marc berth em 10/08/2018
Reeditado em 10/08/2018
Código do texto: T6415179
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (creditar a marc berth). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
marc berth
Atibaia - São Paulo - Brasil
19 textos (213 leituras)
1 áudios (8 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/10/18 00:43)
marc berth