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O TEMPORAL



Não há luz nesta manhã.
Intensa expectativa.
O tempo não pede licença.
Aumenta o medo, predomina.
Apela-se até para reza,
teme-se a catástrofe, a ruína.

Nas encostas, moradores
afastam-se dos deslizes.
As aparências condenam
se cair tal volume d’água
muitas casas e marquises.
O céu cada vez mais escuro
é promessa de destruição.
Parece que desabará
a imensa  cidade.

Lugar seguro todos procuram.
Apressam-se os passos.
Até os pássaros pousam
e protegem-se em seus abrigos.
A ventania aumenta sua sanha.
Ouvem-se estridentes gritos.
Aflitos, comerciantes
Retiram os mostruários
das calçadas.
Virá enxurrada.

Ufa!
De súbito,
desfaz-se o temporal.
Azula-se o tempo plúmbeo.
Dar-se o fascínio da natureza.
 
E a cidade, por sua vez,
volta a respirar
seu ar matinal.
                                     
Marcos Arrébola
Enviado por Marcos Arrébola em 20/09/2007
Código do texto: T660878
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Sobre o autor
Marcos Arrébola
Serra - Espírito Santo - Brasil
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Marcos Arrébola