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Zulmira nunca foi Santa. Aliás, esse status jamais caberia a ela nos seus inúmeros devaneios sobre conduta e caráter. Decidida, nunca perdeu uma batalha, quem dirá a guerra. Usava umas armas pouco duvidosas. Tinha sido detida, numa dessas, por ter oferecido um equipamento de som para um DJ, que o comprou e nunca recebeu. Um investimento bem alto que morreu na Boate Texas. As fotos tirou do celular e a visita foi feita durante o dia, com a ajuda do segurança, seu cúmplice e namoradinho, a quem prometeu um parcela do saldo. Pior mesmo foi quando decidiu que daria um golpe num médico, que conheceu numa boate. Ele disse que sabia bem sobre as suas curvas, era ginecologista. Ela, toda empolgada, foi conhecer o seu apartamento. Jovem, recém formado e solitário na cidade de Palmas: um pote de ouro. Ela disse que era praticante de sadomasoquismo e fez com ele a festa. No dia seguinte, apareceu no hospital, cheia de sinais de violência e pelos protocolos médicos, chamaram a polícia. Depois de discorrer sobre a prática sexual violenta do "médico" que a tinha dopado, disse que tinha nojo de si e dele. Quando do boletim de ocorrência, num dado momento, o policial a pergunta sobre o que ele tinha usado como instrumento para violência cometida e ela, cheia de si, disse ser os instrumentos que usava no consultório de ginecologia, descrevendo um a um com maestria. O policial, ao sair, apenas disse ao parceiro: É! Só esqueceu de pesquisar no Google a foto do Felipe a quem imputa o crime, que é DJ famoso na cidade, Jota Street, e só poderia usar um mixer e ela seria “mixada”. Cada uma que inventam... E eles entraram na viatura rindo.
 
Mônica Cordeiro
Enviado por Mônica Cordeiro em 20/05/2019
Reeditado em 20/05/2019
Código do texto: T6651626
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Sobre a autora
Mônica Cordeiro
Conselheiro Lafaiete - Minas Gerais - Brasil
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