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Sou Só Sono

Acordei pulando da cama com o pé esquerdo, quer dizer, eu acho que era o esquerdo, na verdade eu nem me lembro direito e pode as vezes ter sido o direito. A porra do sono me inebria tanto que nem mesmo sei qual é o meu pé direito e qual é o meu pé esquerdo, na real deve ter sido o esquerdo mesmo porque com o azar que eu estou ultimamente tenho que encontrar algum motivo pra por a culpa.
Cambaleante me arrastei usando as paredes como muletas, entrei rapidamente no banheiro amarrei a cortina que substitui a porta por falta de espaço, com a intenção de fazer com que ali corra um pouco de ar, tendo em vista a minha intenção de dar aquele prazeroso cagão. Fiz força mas me senti satisfeito e aliviado, neste exato momento fiquei espantado com o latejar da minha rola, meus pensamentos foram dominados por imagens de garotas que habitam meu inconsciente, garotas que já comi, outras que sempre sonhei em comer e principalmente aquelas que tive a oportunidade mas nem me toquei, resultado depois de perder a chance percebi que era só tirar a pica pra fora que eu faturaria.
Mais isso tudo é outra história, o importante é que naquele instante eu não poderia desperdiçar uma ereção com tamanho entusiasmo e pimba me coloquei a caprichar na descascada de banana, sem drama pecado ou pudor, meu membro chega avermelhou tamanha fricção do movimento. Cinco minutos depois um jato de porra derramou-se por sobre meus pelos da barriga, nem deu tempo de curtir o prazer me levantei do vaso e fui correndo debaixo do chuveiro to atrasado pra caraleo e fico aqui enrolando no banheiro. Tomei um ligeiro banho em dois tempos, o sabonete arrepiou até a alma quando deslizou sobre a cabeça ainda ereta do pica, na ponta dos pés mijei pelo ralo as ultimas gotas de porra.
Final de banho sai me secando pelo quarto e constato que não tenho nenhuma camisa passada, vou mesmo com essa velha calça que está tão suja que não precisa ser dependurada pra ficar de pé, quase anda sozinha. Foda-se a camisa não dá mais tempo de passar, são dez pras sete e o meu busão não espera, vou com essa aqui de futebol mesmo, ela é fininha e nem precisa de ferro. A única treta é que ontem o meu time perdeu, vou ter que aguentar os filhos da puta lá no meu trabalho enchendo o meu saco, mas quer saber nem dá tempo de esquentar passo o fedorante embaixo do braço e saiu voado pra calçar meus sapatos. Ouço ao longe o barulho do busão, saiu correndo e volto correndo, esqueci de fechar o portão, chave na fechadura um giro sem frescura e um sinal pro motorista parar, assim se encerra a primeira fase do meu dia. Vou aproveitar pra cochilar nesta uma hora de viagem e peço pro cobrador me chamar na hora de pular, enquanto eu não ganhar na loteria sou só sono e no trabalho o café continua salvando, mais um dependente ser humano.
Marco Cardoso
Enviado por Marco Cardoso em 19/11/2007
Reeditado em 19/11/2007
Código do texto: T743219
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Sobre o autor
Marco Cardoso
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil
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Marco Cardoso