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Celivado e Francisca

Celivaldo deu férias à Francisca. Mas não contou para ela que na verdade, era aposentadoria compulsória. Pobre Francisca! Mesmo não querendo férias, arrumou suas coisas e se foi. 

À espera do fim das férias, Francisca resolveu se mudar. Queria ter mais tempo para se dedicar ao emprego, então comprou uma casinha e foi para lá. Passava os dias esperando que Celivaldo a chamasse de volta ao trabalho. E nada! Então Francisca fazia de tudo pra lembrá-lo – telefonava, ele não respondia. Escrevia cartas, ele não respondia. Percebeu que o cartão da biblioteca estava vencido. Esperando alguma reação, mandou pra Celivaldo, e nada! 

Passado um tempo, Francisca soube que Celivaldo havia re-contratado a antiga cozinheira – a mesma que fazia berinjelas fritas que ele tanto adorava!
Ah Francisca, se soubesse, ao invés de fazer Penne a Bolognese con vino bianco teria também, feito berinjelas – berinjelas fritas. 

Hoje em dia, com sua parca aposentadoria, Francisca passa seus dias na solidão da casa, a olhar pela janela, que já não é mais tão alta, a sonhar com vinho branco, talheres, panelas e afins. 
O que Celivaldo não sabia era que, aquilo que para ele era somente uma caminhada que chegara ao fim, para Francisca era Tudo, e que Tudo era Tudo! Não era nada, não era parte. Era tudo!

Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 02/05/2006
Reeditado em 30/11/2007
Código do texto: T149125
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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Fátima Batista