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CASAMENTO HILÁRIO

O noivo era da zona norte e a noiva da zona sul de SP.
O casamento estava marcado para as 20:00 h, numa igreja muito bonita da zona sul.
A noiva foi para a casa de um parente no mesmo bairro em que morava, onde deveria se arrumar. Seu vestido de noiva, muito lindo, ficara pendurado em um cabide na porta de um armário muito alto em um dos quartos da casa. Naquele dia chovia torrencialmente em SP, deixando muitos bairros alagados, o que aconteceu na zona norte.

Na casa onde a noiva estava, cabeleireiro e maquiador a preparavam para o grande dia. Enquanto isso, uma criança de aproximadamente um ano, neto da dona da casa sentiu sono e a mãe o levou para dormir no mesmo quarto onde estava pendurado o vestido da noiva, e passaram-se algumas horas, a mãe da criança percebendo que ela já havia acordado, pois ouvira sons de brincadeira que ela emitia estranhou, e foi ver a criança, e para seu espanto ela vira uma cena bizarra, difícil até de narrar. O menino que ainda usava fraldas havia feito suas necessidades fisiológicas e não gostando de ficar sujo, não teve cerimônia tirou-as, mas, teve uma reação nunca vista antes, com sua fralda suja esfregou tanto no armário e no vestido da noiva, como se estivesse limpando uma parede, o odor era terrível, não sabíamos se socorria o vestido ou limpava o armário, usamos todos os recursos para lavar as partes sujas do vestuário e do véu com xampu, sabonete, etc... Passamos até colônia, mas o mal cheiro predominava, bem, enquanto isso, continuava o forte temporal. Enfim, a noiva se vestiu (imaginem o clima que pairava), já estava em cima da hora, apesar de todo contratempo ela ficou muito bonita, mas, eu juro que ainda podia sentir um cheiro de merda.
Já atrasados fomos todos para a igreja onde esperávamos que estivesse lotada de convidados, mas, qual nada, havia muito pouca gente que eram da zona sul, da zona norte quase ninguém, e o tempo passando... Deu 20,45 nada, 21:00 nada, 21,30 e nada, ficamos sabendo por um dos poucos convidados da zona norte que tinham conseguido chegar, que o rio tiete havia transbordado e nenhum carro conseguia passar, por isso o padre deu a tolerância, e os poucos convidados que lá estavam já começavam a desistir de esperar, 22:00 h, a noiva dentro do carro na frente da igreja com somente gente da família fazendo-lhe companhia do lado de fora da igreja,  os carros que passavam pelo local paravam pra ver se era verdade o que viam, o padre já ia desistir de esperar pedindo para que desligassem as luzes, quando então, vimos surgindo correndo a pé subindo a ladeira que dava acesso a igreja um vulto de terno, flor na lapela e todo molhado, era o noivo coitado, que só conseguiu chegar, porque pegou carona num caminhão basculante  desses de material de construção, que o trouxe na carroceria e o deixou na 23 de maio. Então, os que ainda estavam lá entraram, e o padre celebrou o casamento sem nem uma cerimônia, pois os músicos já haviam ido embora. Entre todos os convidados que não puderam chegar, estavam os padrinhos do noivo que deveriam trazer as alianças, nessa altura do casamento, um casal de convidados presentes emprestou as suas para prosseguir a celebração. A festa que deveria acontecer, acabou somente com um brinde de champagne.

Olhem, se eu não tivesse presenciado toda essa cena, assim como vocês, eu também não acreditaria.

Májora Módena
Enviado por Májora Módena em 06/02/2007
Reeditado em 06/02/2007
Código do texto: T371122
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Májora Módena
São Paulo - São Paulo - Brasil
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