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A menina e a flor

Lívia, era uma menina triste, introspectiva. Entretanto, havia dias que um belo sorriso lhe trazia à vida, aos campos floridos, aos jardins com recantos luminosos durante à noite. Uma família de quatro irmãos , dois meninos e duas meninas.  A mais velha tinha por volta de 16 anos,
enquanto Lívia tinha apenas 7 anos. Havia uma grande identidade entre as duas irmãs, apesar da diferença de idade entre ambas. Aline, assumia muitas vezes papel de mãe, sempre preocupada com os afazeres dos irmãos, fato esse, que deixava Lívia, segura e protegida. Seus pais viajavam muito e o convívio dos irmãos era mais assíduo com a avó materna, que assumia a casa e as crianças, na ausência do casal. A amizade entre as duas irmãs, tornou-se profunda e bonita. Tudo se tornava lindo, quando ela fitava aqueles enormes olhos azuis, sorrindo, brincando. O tempo foi  passando e a idade as separou, pois enquanto Lívia ainda menina, Aline já estava com amigos adolescentes,
Os encontros, saídas com a turma. Porém, Aline compensava ausências.
Elas se falavam até altas horas conversando sobre assuntos, nos quais,
Lívia já estava passando a se interessar, tais como, filmes, esportes, documentários e situações vividas entre a turma de adolescentes.
   Certo dia, ao chegar em casa, Lívia, percebeu várias pessoas ao redor dos seus pais, sua avó de semblante sério, de braços cruzados um pouco afastada, com olhar absorto. No fundo da sala, sua irmã ao lado de um lindo rapaz. Nada ela entendeu e nada passava-lhe pela cabeça, apenas ficou estática, perplexa. E veio a noticia, sua irmã iria casar-se e morar em outra cidade. Foi uma notícia impactante, ficar longe de sua melhor amiga e irmã querida, para ela , um desafio. Talvez o primeiro de sua vida. As coisas aconteceram, rapidamente. Aos poucos, Lívia foi se acostumando e nunca esquecendo. Em um domingo. dia propício para
um passeio ao parque,  a menina avista uma moça sentada em um banco lendo um livro. Olhou, observo e constatou que era sua querida irmã de volta. Foi até a um canteiro de rosas e colheu uma florzinha, aproximando-se eufórica da moça. Falou - "Aline?" a moça virou-se repentinamente. Falou: - Oi? Não sou Aline.  Para surpresa de Lívia, não era sua irmã. Desapontada e ao mesmo tempo restabelecida,  ela disse: -  Eu gosto de flores e colhi uma, gostaria de lhe entregar". A moça sorriu e deu um  abraço na delicada menininha. Na imagem ficou o rosto da irmã e não daquela, que nem de longe seria a pessoa, que tanto lhe era preciosa.  Anos se passaram. A família passou a morar na mesma cidade e tudo corria muito bem. Muito entusiasmados estavam, com o casamento do irmão do meio,  com um moça que conheceu no intercâmbio, quando foi para os EUA.  Os fatos ocorreram, sem contratempos. A vida parecia perfeita para todos, mas o destino havia preparado uma bela surpresa. Em uma noite chuvosa, seu irmão veio jantar com os pais e por conta do tempo desfavorável decidiu ficar para dormir. O silêncio era quebrado apenas, pelo barulho da chuva e o folhear de um livro, que seu irmão segurava nas mãos. Lívia, parou ao seu lado para conversar, de repente observou uma flor seca entre as páginas. Embaraçada ao seu irmão falou:- 'Deixa eu ver?  Ele disse: - Ah... essa flor, minha esposa ganhou de uma menininha, há alguns anos atrás, quando estava em um  parque a  esperar-me nas férias dela. Escorre uma lágrima dos olhos de Lívia, que dá meia volta, deita na cama e passa a dormir, com um sorriso nos lábios.
Verdana Verdannis
Enviado por Verdana Verdannis em 14/01/2019
Reeditado em 14/01/2019
Código do texto: T6550399
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Verdana Verdannis
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Verdana Verdannis