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O sol (miniconto)

É verdade que a maior parte, senão a maioria das crianças gostam ou tem o interesse em ser policiais ou bombeiros quando crescerem. Elas dizem que desejam ajudar as pessoas, salvar gente, acabar com bandidos e proteger a mãe (os pais nunca ganham nessa). Estávamos naquele dia de sol gritante em uma avenida cheia de gente passeando de mãos dadas.
*
Perto de nossa conversa lógica, e cheia de graça, apareceram dois policiais, os quais no passado se chamavam carinhosamente de "Cosme e Damião". Fardas limpas, bem passadas, altos e peitos estufados e de pé seguiam firmes ao nosso lado. Perguntei ao menino de mãos dadas com a mãe:
*
- Olhe! É a polícia. Aquela do carrinho que você ganhou e gosta muito. Fale com eles, você não desejava ser polícia quando crescer?
*
Os policiais se alegraram, pararam, brincaram com a gente e deram à mão ao menino. Era uma polícia bonita, cheia de paz, tranquilidade e amor. Abaixados perguntaram o nome da criança, passaram levemente as mãos pelo seu cabelo e o seguraram - em enorme carinho - o seu queixo. A pergunta esperada saiu:

_ Então é você que quer ser polícia igual a gente?

Ele franziu a testa, olhou os policiais com coragem e, ao contrário do que eu pensava, já feliz pela resposta certa e certeira, para não dizer exata, vaticinou:

- Não! Eu quero ser o SOL.

Lúcio Alves de Barros
Enviado por Lúcio Alves de Barros em 19/10/2019
Código do texto: T6773846
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lúcio Alves de Barros
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Lúcio Alves de Barros