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O Trote no Malandro

O Trote no Malandro
Amauri era um segundo sargento de comunicações e quando o conheci ele servia na Paia vermelha, bem ali no Instituto Militar de Engenharia.
Amauri se julgava muito esperto e competente e gostava muito de aplicar nos sargentos recém formados um trote e de isso ele se orgulhava por demais.
Os novos sargentos os quais sem qualquer espécie de experiência na vida castrense e normalmente caiam facilmente no trote preconizado pelo Amauri e seu maior prazer consistia em tirar algumas fotografias e espalhar as mesmas no cassino dos sargentos a fim de os mesmos pudessem gozar com os lobinhos, sargentos recém formados.
Havia na seção de Amauri vários majores e coronéis de Engenharia de Telecomunicações e Engenharia Eletrônica. E quase sempre um ou dois deles iam viajar para outro Estado a fim de fazer trabalho de pesquisa sobre determinada área de Telecomunicações e quando isso ocorria, às vezes iam um ou dois sargentos de formados em eletrônica a fim de ajudar no trabalho em pauta.
Acontece que na naquele semestre Amauri havia se excedido no trote que havia dado em um dos sargentos, ele fez que um lobinho ficasse em pé sobre uma mesa a fazer discurso e todos os sargentos não gostaram dos excessos cometidos por Amauri. Então, um 1º sargento da seção que ele trabalhava, resolveu passar um trote no Amauri, o qual todo quartel iria saber e o Amauri ficaria desmoralizado por um longo tempo.
Lucas, o sargento em pauta, consultando o coronel chefe da seção e lhe pedindo autorização para por seu plano em prática sem que houvesse qualquer espécie de complicação militar posterior.
A primeira providência foi simular a chegada de um documento oficial informando que o Lucas havia sido escolhido para participar do projeto M – 3, o qual estava sendo realizado na região amazônica em área de incidência de mosquito causador da lechemaniose bem como do mosquito causador da doença do sono.
A documentação já preconizava a quantidade de vacina que o sargento havia de tomar a fim de se prevenir quanto as doenças em pauta.
Quando Amauri léu o documento ficou de olhos arregalados porque ele detestava mato e tinha muito apreço por sua saúde e sabendo que o local era infestado pelo perigoso mosquito causador da lexemânia bem como perigosas serpentes, o fez ficar paralisado, apavorado e ao mesmo tempo desconfiado que fosse uma armação. Foi consultar o coronel supostamente responsável pela missão, Então, o coronel Jair lhe disse: Amauri! Pensei que você já estivesse prontamente preparado e sem qualquer problema.. Você já se precaveu contra as doenças? Então, Amauri gelou! Porque se o coronel Jair estava lhe questionando sobre a prevenção das doenças, era porque a missão realmente existia.
E lá foi o Amauri para o posto médico e tomar vacina e capitão previamente sabedor do que estava ocorrendo já havia preparado umas três ampolas de injeções de penicilina, que dói feito cão e aplicou nas nádegas do Amauri e tinha que ser fotografado para as autoridades sanitárias ter certeza que o mesmo havia sido  imunizado.
Após tomar todas as vacinas concernentes, lá se foi o Amauri solicitar o ofício para adquirir as passagens e em seguida tinha que ir para a faculdade solicitar trancamento de matrícula porque ele imaginava passar uns oito meses por lá e sair da missão com muito dinheiro. Só que o pessoal da seção de passagens fez um ofício para um local errado e fez com que o Amauri fosse e voltasse umas três vezes sem que fosse resolvido nada. Tal fato o tornou ansioso e aborrecido porque não havia dado tempo para ele ir trancar a matrícula e quando ele foi solicitar dispensa para o dia seguinte resolver todos os seus problemas particulares pendentes, o coronel perguntou se ele já havia ido ao cassino dos sargentos porque o capitão responsável pelo setor desejava falar com ele e quando ele de lá voltasse, então, resolveriam o assunto.
Quando o Amauri chegou ao cassino e deu de cara com todas as suas fotos tomando injeção nas nádegas e estampadas no celotex, bem como nas paredes com dizeres alusivas ao trote, ele ficou fulo da raiva e queria a todo custo retirar as fotos, só que o capitão deu ordens para que ele não o fizesse já que o mesmo era useiro e costumeiro em fazer a o mesmo tipo de coisa com os sargentos recrutas.
Amauri, devido à hierarquia, nada pode fazer e foi gozado por muito tempo. Aí ele parou com a mania de passar trote nos lobinhos.


                          Farick




Farick
Enviado por Farick em 12/11/2007
Código do texto: T734330

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Sobre o autor
Farick
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 70 anos
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