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A vota no velho conquistador


A Volta no velho Conquistador

Elisa era uma jovem que se encontrava por volta dos seus 18 anos quando a conheci, estudava em um colégio público próximo da localidade de sua residência.
Ela havia se tornado uma linda jovem, muito inteligente; embora sua mãe e a grande maioria de suas colegas a considerasse uma pessoa ingênua, mas, ela gostava de que às pessoas do seu relacionamento, assim pensassem, porque quase sempre ela tirava proveito dessa sua pseudo-ingenuidade, principalmente para escapar das diversas cantadas que recebia ao longo de sua ida e volta pára a escola e quando ia passear no shopping a fim de ver as possíveis novidades, porque como toda jovem de sua idade, ela gostava de estar por dentro do que estava na moda, embora, não dispusesse de capital para comprar os objetos de seus sonhos de jovem da época, contudo, Elisa ficava feliz em poder estar ali olhando e apreciando o que havia de bom gosto na moda.
O ano dois mil chegara e a situação financeira em sua casa estava um verdadeiro caos.
Sua mãe, dona Margarida havia ficado desempregada e seu pai, Sr Josuel, há muito tempo que não ligava para a família e esse também era um dos motivos de frustração de Elisa, porque ela gostava por demais do pai e ele havia perdido o contato com ela.
Então, dona Margarida sugeriu que Elisa tirasse todos os documentos oficiais a fim de que pudesse arranjar um emprego para colaborar com as finanças de ambas.
Essa, talvez tenha sido a pior faze da vida de Elisa, desde que ela crescera e se tornara moça por completo!
Um tio seu de nome Antônio foi quem deu amparo legal para ambas durante esses momentos negros da família e Ela lhe é sempre grata, até porque ele sempre gostou dela.
De posse de toda documentação, Elisa começou a entrar em campo a procura de um trabalho digno de seu conhecimento, já que fizera vários cursos na área de informática e de imediato pensou que seria fácil conseguir.
Contudo o tempo passava e ela nada conseguia e esse fato a deixava realmente preocupada.
Já chegara o mês de julho e nada, era somente negativas e evasivas que recebia como resposta, e quando ia à cidade a procura de um emprego, nada pintava.
Em um belo domingo de início de primavera, Elisa lendo a seção de emprego de um jornal muito popular no Rio de janeiro léu um anúncio que lhe interessou por demais.
Porque se tratava de um emprego de recepcionista e secretária de uma loja de jóias que ficava bem ali, na avenida Rio Branco, no centro do Rio de janeiro.
Ela recortou o anúncio, pediu ao tio CR$ 5,00 para a passagem na época, dava para ir e voltar - preparou uma roupa que não chamasse muita atenção para suas belas curvas, colocou o relógio para despertar às 05:30h porque almejava chegar bem cedo ao local e ser uma das primeiras a ser entrevistada ou se possível a primeira e foi o que realmente aconteceu.
Na madrugada do outro dia, após ter tomado seu banho matinal, Elisa colocou o seu shampoor, o qual lhe deixava com um maravilhoso cheiro nos seus cabelos, ficou ainda mais cheirosa quando colocou um pouco de seu suave perfume sobre o seu pescoço, pós uma caça jeans e uma blusa leve porque estava fazendo muito calor naquele dia.
Elisa tinha e tem um magnetismo muito forte o qual costuma atrair as pessoas fazendo-as gostar dela de imediato e foi o que aconteceu na entrevista.
Quando lá chegou era por volta das 08:00h, a loja ainda se encontrava fechada.
Ela ficou ali um pouco nervosa a espera que o possível entrevistador ou gerente aparecesse logo, porque até aquele momento só havia chegado ela e com certeza, Elisa ficaria naquele emprego, era só esperar mais um pouquinho, porém ela tinha que ficar atenta porque estava na Av. Rio Branco, e sua mãe sempre lhe dizia que ali acontecia de tudo! Portanto, ela tinha que estar atenta!
Embora não bebesse café, Elisa desejava beber somente um pouquinho para eliminar um pouco da ansiedade que se encontrava; um gole de café com leite lhe aliviaria a tensão emocional daquele momento.
Porém, ela lembrou-se de imediato de duas coisas: primeiro que não poderia sair dali porque poderia chegar outra candidata e ela perderia a grande oportunidade de arranjar o tão esperado emprego. Segundo porque o capital que ela tinha não permitiria que ela gastasse, porque  ficaria sem a passagem de volta e não poderia voltar a pé.
O jeito era esperar a entrevista e na volta soltaria próxima a casa de seu tio e faria um lanche bem reforçado, esse era o seu desejo.
Precisamente às 08:25h chegou um sr idoso por volta dos seus 65 anos e logo ao se aproximar de Elisa ele sorriu quando sentiu que ela estava ali par causa do anúncio do emprego.
Logo se travou um diálogo amistoso entre ambos: é ...eu vim por causa do anúncio e pelo visto, por enquanto sou a única, só chegou a minha pessoa.
Ótimo, vamos entrar e conversar, ok?
Augusto, assim se chamava o dono da loja de jóias, pegou uma ficha e foi logo anotando os dados de Elisa e à medida que ele ia fazendo tal ação ele ia também prestando atenção na voz suave que ela tinha e sentido o perfume que do corpo dela exalava, Augusto foi ficando mais e mais interessado por Elisa.
Pois é... estamos precisando de uma secretária e você se encaixa perfeitamente nas condições que eu desejo e dizendo isso sorriu com uma certa malícia que não passou desapercebida para Elisa.
Ela sorriu passando uma imagem de uma pessoa ingênua, como sempre fazia em situações difíceis, mas, internamente sentiu que por algum motivo não iria trabalhar ali; estava com sua intuição a lhe dizer tal afirmação.
Contudo, Augusto continuou: posso lhe pagar um salário e meio mais vale transporte e ticket refeição com carteira assinada, você aceita?
 Ela, já estava para lhe dizer fechado, quando ele lhe disse: vou lhe mostrar agora as dependências de minha loja e à medida que ia mostrando, ele ia elogiando a beleza física de Elisa que passo a passo ia ficando encabulada com tanto elogios.
Depois de uns breves instantes, ele a levou pára a sala da secretaria, a fez sentar-se de frente a ele e se pós a pegar novamente seus dados, o qual ficou em um papel sobre a mesa, ele começou suavemente a entrar em outro assunto que Elisa não esperava e não estava preparada para agir numa situação daquela.
Todavia, a velocidade de sua inteligência que todos a achavam ingênua funcionava com uma rapidez impressionante e a fez captar de imediato as reais intenções de Augusto, quando ele lhe disse: Elisa, a bem da verdade, estou precisando de uma auxiliar e de uma namorada e você é o tipo ideal de mulher que estava esperando há muito tempo para namorar.
Se você quiser trabalhar e ficar comigo eu vou lhe dar de tudo.
Vou bancar você dos pés à cabeça ok?
Ai, Augusto lhe mostrou um pequeno quarto que ficava anexo à secretaria onde se podia ver claramente uma pequena cama. Ele lhe mostrou e sorrindo lhe fez ver que era ali que ele tinha seus encontros amorosos e disse-lhe que não gostava muito de ir pára motel.
Que tal o local? E que você achou de minha proposta?
Elisa disse-lhe: posso pensar pelo menos 24h para lhe dar sua resposta porque sou inexperiente nesses assuntos, ela lhe estava dando a entender que era virgem! Você vai ter que agir com muita calma comigo certo?
Os olhos de Augusto se iluminaram quando percebeu que estava diante de uma linda mulher, nova, extremamente bela e ainda virgem.
O desejo de ser o primeiro homem na vida daquela linda mulher a sua frente o deixou desnorteado e ele logo para garantir a sua presa, tirou do mostruário um lindo cordão de ouro e fez questão pessoalmente de colocar no pescoço de Elisa e quando o fez sentiu o perfume que exalava do corpo dela, então, o seu circo armou de imediato!
Augusto ficou louco de desejo por Elisa e ele em sua febril imaginação já se via tirando as roupas dela e fazendo sexo com a bela jovem que o estava deixando delirar de prazer.
Augusto pensou para si mesmo que jamais poderia perder a oportunidade de ser o primeiro homem daquela gazela sem experiência que estava ali bem a sua frente.
A semana havia se iniciado favoravelmente para ele, assim pensava.
Entretanto, Elisa raciocinava internamente qual seria a melhor maneira de se safar daquela situação embaraçosa que havia se metido, o assédio daquele velho safado a estava lhe causando asco e um grande nojo.
Então, ela lhe solicitou um café e quando ele foi buscá-lo, a primeira providência dela foi retirar o papel que havia sobre a mesa, o qual continha todos os seus dados.
E quando ele retornou com o café, ela foi direto na conversa: sr Augusto, como o sr pode ver nem café eu ainda havia bebido, simplesmente porque não tinha capital disponível e o senhor está ai a me oferecer uma ótima vida, portanto, tenho que pensar pelo menos 24h, o sr não concorda? Até porque, amanhã eu tenho uma prova do ENEM, a qual não posso faltar e só poderei lhe dar a sua resposta na quarta-feira, certo? Há outro detalhe, que eu ia me esquecendo de lhe dizer. Hoje eu só pude vir aqui porque retirei os meus últimos CR$ 5,00 da poupança, portanto, caso o sr realmente deseje levar essa sua proposta adiante, o sr tem que pelo menos facilitar a minha volta na quarta-feira, ok? O sr tem me que adiantar a minha passagem de quarta-feira, ok?
Isso não é problema e Augusto abrindo a carteira retirou CR$ 20,00 e deu à Elisa.
Ela então, pára se livrar logo dele lhe informou que iria passar no colégio para pegar o cartão de confirmação do exame.
Ele a liberou e passou aguardá-la ansiosamente na quarta-feira que nunca aconteceu!
Elisa pegou o primeiro ônibus de volta para sua casa e nunca mais voltou à aquele local. Aquela torpe pessoa lhe causara asco.
O colar, meses depois ela emprestara para uma de suas primas, a qual jamais lhe devolveu e Elisa sentiu-se por demais feliz por isso ter acontecido porque assim, jamais ela teria alguma lembrança daquele velho safado.
Semanas depois, sua mãe conseguiu emprego e situação melhorou um pouco em relação a qual elas se encontravam.
No ano seguinte, Elisa viria a conhecer o grande amor de sua vida. Ele era um cinqüentão, todavia era uma pessoa maravilhosa, segundo Elisa que a fez e a faz muito feliz a partir do momento que ele entrou em sua vida.
                     Farick
Farick
Enviado por Farick em 12/11/2007
Código do texto: T734359

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Sobre o autor
Farick
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 70 anos
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