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Minha consciência me basta


Eu me lembro que aqui em boa esperança, tinha um casal que vivia muito bem, e um dia chegou na casa deles um rapaz e pediu para ficar uns dias, já que não tinha família, e não tinha onde ficar.

O nome do dono da casa era Nailton, e a esposa Nara; O casal vivia maravilhosamente bem, eles tinham uma loja de tecidos, e era a mais bem surtida da cidade; Este rapaz tinha jeito pro negócio e passou a ajudá-los.

Nailton não tinha muito tempo, e passou a confiar no jovem; conforme o tempo ia passando, mais o jovem demonstrava competência, e confiável; Nailton já viajava sem se preocupar,  e quando chegava tudo estava em ordem.

Nara muito carinhosa, prestativa, e muito trabalhadeira! Os anos se passaram, e nada de anormal, o jovem que apareceu do nada, tornou-se tão confiável que passou a administrar a loja; ele sabia melhor sobre a loja que o próprio dono.

As mas línguas já falavam, mas para Nailton não tinha nada de errado ele confiava na esposa, o jovem era exemplar, nada havia que pudesse desaboná-lo, mas Nailton um dia ouviu dona Amália dizer: - Nara você está grávida! Nara respondeu: - Onde a senhora tirou isto dona Amália? Pois ela tinha medo que alguém pensasse mal dela, por que depois de tanto tempo de casada justo agora com aquele rapaz morando com eles, ela engravidar!

Nara saiu do Balcão e deixou a cliente para o marido atender, e foi para casa; a cliente desistiu da compra, e foi embora; Nailton ficou meio apreensivo, mas como o melhor conselheiro é o silencio, ele ficou quieto e começou a observar o corpo da mulher. Ela era uma senhora de corpo lindo e mantinha se bem apertada não dava muito para notar diferença.

Nailton tinha uma viagem programada e foi nesta viagem, tranquilamente.
Como era uma viagem que duraria alguns dias, Nara deixou o rapaz tomando conta da loja, e foi consultar o médico para interromper a gravidez.
Só que o médico disse que já não era aconselhável visto que já estava muito perto de nascer.

Mas como ela disse que o marido não queria aquele filho, o médico prometeu que ela ficasse, que no dia seguinte ele faria o aborto, que devido o adiantado da gestação, dependia de uma preparação.
Ela concordou, já que a loja estava em boas mãos, e o marido fora de casa, ela teria esse tempo.

Mas o médico não queria prepará-la coisa nenhuma ele queria tempo, para convencer o marido que ele estava cometendo um erro, que poderia lhe custar a vida da esposa.
Nara falou com o médico, que estava aproveitando a viagem dele para fazer isso porque assim quando ele chegasse ficaria feliz com ela; Foi quando deixou o médico ciente de onde encontrá-lo; O médico mandou procurá-lo e pediu para vir com urgência, mas encontrá-lo fora da clinica; Ele veio agradeceu o Medico, e levou-a para casa dizendo que ela não tinha por que tirar aquele filho; quando chegou em casa, ele fingiu que estava tudo bem, esperou o rapaz chegar, e fechou os dois em um quarto da casa, e disse:- eu pretendia matar os dois, mas vou dar-lhes uma oportunidade de escolha: - vocês fizeram o filho certamente se gostam; então vocês vão escolher se querem morrer os dois, ou continuar vivendo longe daqui onde eu nunca vou passar e vê-los nem um nem o outro.

O rapaz disse o senhor está se precipitando, eu nunca desrespeitei sua esposa! Eu os considero muito, e favor que vocês me fizeram eu jamais pagaria com falsidade.
A esposa fala: - pois bem senhor Nailton,  já que você me considerou tão baixa, você não merece o amor que ti dediquei todos esses anos; Eu não quero nada de você, apenas peço que me deixe com vida para criar meu filho; Um filho que eu ia matar para não deixar a impressão que acabou ficando.

Eu sabia que todos iam dizer o filho só pode ser daquele rapaz, depois de tantos anos! Quem poderia imaginar que depois de tantos anos de casados, Eu pudesse ser abençoada com vinda de um filho!  Eles iam ter razão de pensar assim mas você não! Você tinha que acredita na minha fidelidade. E esse rapaz nunca me faltou com o respeito, e eu nunca permiti que isto acontecesse; por isso eu estou indo embora; vocês dois podem tomar a decisão que quiserem; eu já tomei a minha; eu não durmo mais um dia nesta casa. O rapaz também disse: - aqui não á mais lugar para mim, depois de tal desconfiança; mas tenho uma opinião que dela não abro mão só vou embora daqui depois que o senhor levar sua esposa a um exame e me pedir desculpas por tamanha grosseria.

Ela disse para o rapaz: - não, você não precisa se preocupar pode seguir o seu destino, e eu vou seguir o meu
A minha consciência me basta; E se você Nailton achar que vale a pena saber mais, vai ao médico onde você me tirou, ele tem os resultados; eu pedi para ele guardar, por que se qualquer coisa me acontecesse, ele teria uma prova da minha inocência.

Nara pegou o telefone ligou para o pai, que veio buscá-la em seguida e o jovem juntou o que era seu e saiu logo a seguir, quando caminhavam por alguns metros ouviram um disparo, era a arma que Nailton carregou para matá-los, ele descarregou contra sua própria cabeça e se matou. O que pode ser? Será que Nailton reconheceu seu erro? Se foi isto ele deve ter se envergonhado; ou será que foi consciência pesada?   Ou na verdade ele só pensou em fazer uma pressão, e não esperava que a mulher fosse reagir daquela forma.

Talvez ele não quisesse perde-la, era apenas sugestão, e acabou perdendo a mulher, e o rapaz que se tornou um grande e fiel companheiro.
A cidade de Boa esperança em peso ficou estarrecida  com o fato;  Nara teve de dar muitas explicações! E como prova da fidelidade do amigo, ele ficou com ela cuidando do patrimônio que Nailton deixou.

 o nome do jovem era Adnaldo  que tendo ele que ficar ao lado da viúva, apreçou-se em se casar, para que a senhora Nara ficasse fora do alvo das mas línguas. Adnaldo  encontrou uma moça filha de família, o nome dela era Nicéia que tanto ela quanto sua família, apostavam na honestidade dele; e isso fez dele um homem bem sucedido. Após o inventário, Adnaldo tornou-se o sócio gerente da empresa; ele e sua esposa Nicéia, assumiram a loja, e a senhora Nara a viúva teve o filho uma criança saudável, ela  foi para casa cuidar do pequeno Douglas, e o jovem casal cuidando da loja.
sterquini
Enviado por sterquini em 23/11/2007
Código do texto: T748606

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Sobre o autor
sterquini
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