FAZ DE CONTA !

Apesar da sua tenra idade, aquele jovem já aprendera a reconhecer as suas limitações. Aprendera a conhecer até onde poderiam alçar vôo todos os seus sonhos.

E, na humildade da compreensão das dificuldades da vida, seguia ele o seu caminho. No entanto,conforme sempre sonhava, o mês de dezembro, mês das festas, mês dos presentes, deveria ser diferente. E para ele todo dezembro era sempre igual.

Triste,até ousou indagar do seu pai:

-Porque, pai, por que a nossa árvore de Natal sempre permanece vazia? Vazia de enfeites,vazia de presentes, para nós e para todos a quem amamos! E confessou:

-Esta vai ser a última, a última árvore de Natal que vou armar.

E fez uma árvore de galho seco e quebradiço,sem luzes, sem enfeites. Era tão simples a sua árvore!

Aguardou, mas na noite de Natal a sua árvore permaneceu vazia.

E o jovem chorou...

Foi então que seu pai, também de olhos orvalhados, lhe falou:

-Meu filho, a tua árvore contém um infinito mundo de presentes. É preciso apenas que saibas vê-los.

Faz de conta...Faz de conta que na tua árvore de Natal existe:

-uma porção de luz para os irmãos que vivem nas trevas.

-um pedaço de esperança para os irmãos desiludidos e desesperançados;

-um pouco de fé para os descrentes;

-um pouco de perdão para aqueles que nos feriu;

-um pouco de justiça para os injustiçados;

-um punhado de compreensão para os incompreendidos;

-um parela de amor para os que encontraram o desamor;

-um porção de amizades para os que vivem na solidão.

Faz de conta! Faz de conta que nela está tudo isso, e, dependendo de ti,só de ti, tudo lá estará, confortando e incentivando.

E, assim, meu filho, a tua árvore será a melhor, a mais bela, a maior árvore do mundo, porque terá a luz e o brilho das estrelas, o dourado do sol, o prateado da lua, e também terá a suavidade do orvalho matutino.

Foi então meus amigos, que aquele jovem compreendeu que seu pai havia encontrado a maior riqueza da terra, riqueza de bens duradouros e eternos, porque quanto mais se dá, mais se recebe.

Seu pai não apenas era o mais rico dos pobres, era também o mais rico entre os ricos.

Jaubert
Enviado por Jaubert em 04/12/2007
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