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( Imagem da superfície de Marte- google)


FINALMENTE EM MARTE...

 
 
            Quando a névoa dentro da cabine se dissipou, PF03 saiu para o salão principal da RM01 ainda um pouco tonta. Os segundos que levaram para transporem da lua à Marte lhe deram certo medo e ansiedade, mas tudo foi tão rápido que, quando o coração disparou, a nave RM01 já plainava a trinta metros do solo marciano. Sobre seus montes avermelhados e frios...
          Por um grande painel aberto na parede da nave por comandante Mirote já se podia ver um pouco daquela paisagem soturna que parecia adormecida e guardada por deuses.
          -Finalmente no Planeta vermelho... pensara PF03, ao mesmo tempo se lembrando da terra tão distante. Sentiu certa apreensão e, ao mesmo tempo, uma áurea estranha. -Energias marcianas, talvez...  Quem sabe estivessem por perto os espreitando e esperando o momento certo para desintegrá-los. - Bobagens. Pensou PF03. Afinal não estavam mais nos anos 1800. E microorganismos captados por robôs não eram prova de existência de seres inteligentes e evoluídos, senão não teriam se dizimado.
            O que PF03 sentia era emoção... Sim... Talvez pelo fato de Marte estar registrado em sua mente como um planeta mitológico. Aprendera há algum tempo que esse planeta para diversas civilizações antigas era tido como um deus. Sabe-se, por exemplo, que na mitologia helênica, Marte era reconhecido como o deus da fúria e da guerra, em razão de sua cor avermelhada. Grécia e Egito também tinham suas versões.  Foram os romanos que lhe deram o nome de Marte. Para os babilônios era conhecido como "A Estrela da Morte" e as suas observações tinham cunho religioso enquanto que os gregos eram mais racionais, pois já o reconheciam como uma estrela errante ou um planeta.
             PF03 lera em algum lugar que a idéia de uma suposta civilização marciana surgira por volta de 1877 a partir de observações do norte-americano Percival Lowell que, convencera- se de que Marte era um planeta que estava secando e que uma civilização marciana buscava formas de salvá-lo, por exemplo, construindo canais para enviar água para as cidades sedentas. Nesse tempo essa visão de civilização marciana, inclusive invadindo a terra caiu na mente popular. A partir de então missões com sondas exploraram o planeta, mas não encontraram vestígios de civilização, exceto suposições de, por exemplo, haver água no subsolo (isso já bem recentemente, em 2005), e que, isso, daria a possibilidade de ter havido vida ali. Não seres como os humanos, mas outras espécies de microorganismos. Isso era fato comprovado pela NASA. Sendo assim, os tripulantes da RM01, Certamente não encontrariam algum marciano por ali, mas, talvez, fantasmas dos mesmos, descansando em lagos congelados...
             Enquanto olhava pelo grande painel da RM 01 as extensas dunas, crateras e montes frios da superfície de Marte, PF03 ficou pensando em sua mais recente leitura, pois desde que soube da viagem a Marte, entregara-se aos livros para saber um pouco mais desse planeta vermelho. Lera, por exemplo, que, nos últimos séculos, os cientistas da NASA acreditavam ser possível colonizar o planeta, fazerem uma espécie de “terraformação”. Talvez pelo fato de acreditarem que possivelmente já tenha havido vida por ali.  Para isso precisariam construir a atmosfera e aquecê-la. PF03 não entendia como isso se faria, mas ficou pensando se não seria essa a missão da RM01. Seria mesmo possível refazer uma atmosfera? Como por exemplo, construir camadas de gases que pudessem captar e aprisionar a radiação solar, pois, como se sabe, a temperatura média de Marte é de aproximadamente 59 graus Celsius negativos.  Não era uma missão fácil.  Mas certamente a mente humana saberia como fazê-lo. Seria mesmo uma missão para os tripulantes da RM01? Isso só o comandante Mirote saberia dizer. - Ou iludir...  Pensou PF03 com o olhar perdido num ponto qualquer de Marte.


 
( Obs: esse é um conto de ficção inspirado na viagem a Marte proposta por Trovador das Alterosas. Contudo, há detalhes verídicos, pesquisados na Web)
 
Sonia de Fátima Machado Silva e Web
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 25/03/2013
Reeditado em 25/03/2013
Código do texto: T4206871
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Sonia de Fátima Machado Silva
Coromandel - Minas Gerais - Brasil, 57 anos
1341 textos (58478 leituras)
13 áudios (692 audições)
2 e-livros (150 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/05/21 15:40)
Sonia de Fátima Machado Silva