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                Rhayana e Marcos, mais uma hisória.


Um espaço vazio
exemplo de uma pradaria
a saudade aperta tanto
que o coração parece um deserto
o deserto do Saara.

Uma foto sua antiga
em branco e preto
o tempo é progresso
e imagino como você
deve estar nesse momento.

Éramos de Diamantina
em nossos olhos, sempre uma safira
muito mais pela emoção
não contínhamos o amor
que crescia feito um vulcão.

Nossos destinos...
Que destinos?
poderes nos atropelaram
mas o ar que testemunhou
o nosso encontro, não me abandonou.

Sentido na mente positiva
uma conclusão para à vida toda
a nossa semente acesa como o vento
e fui ao teu encontro
abrindo um espaço dentro do tempo.

Loucura não era,
nem pacto, pudera!
Nos nossos olhos, o sentimento
preciosa pedra do caminho
que tínhamos que revelar o valor.

O trem passou e me levou
a noite chegou e não dormi
o dia clariou, hoje
agora é tudo que eu tenho
só me importa começar a vida.

Num papel amassado, o seu endereço
mas não conhecia, São Paulo, indefeso
uma peleja quase mortal
não era a nossa cidade natal.
Como o tempo foge assim?

Três horas perdido
em meio pedras sobrepostas, parecia
e numa avenida, pela placa da esquina
o nome que batia, com o do papel
mais alguns números e os meus passos...

Parei em frente ao teu edificio
difícil era a emoção do encontro
que o meu peito não dominava completamente
e não sabia dos teus pensamentos
mas o meu coração dizia, dizia sim.

Um toque no porteiro eletrônico
e a sua voz ecoou dentro de mim
embargado falei o meu nome
a sua alegria parecia em mim
e quando à ví na portaria, senti...

Três anos, três horas, número três,
apartamento três, eu três vezes mais...
Perdido sem saber o que dizer
apenas sorri, talvez sem saber
você abriu o portão e me abraçou.

Era mais linda ainda
meus pés grudados
vou explodir
ela me continha no abraço.
Mas que desafios eu ainda teria?

Entramos, no elevador, só admiração
ambos totalmente nus do pensamento
assim era aquele ar do início
que refrescava a nossa saudade
ela nos olhos, assim me transmitia.

Porta aberta, a sala então...
Sorrisos marotos, coisas imaturas,
certezas, incertezas, velhas e novas,
assim, assim, de mim e dela,
quase incompreensíveis.

Seus pais trabalhando...
só nós dois no ar
o mundo...De que lugar
ou em que lugar aportar?
Medo e desejos nos visitam.

Vinte anos em cada um de nós;
Três anos longe,
três telefonemas,
três cartas,
três, três, três...

Ela se formando
eu ídem
não meçamos recursos em mesa
decidimos por querer
prender o destino em nós.

Acontecia de tudo
ninguém acreditava
mas era sério, sério demais
acertamos com as famílias
quebramos os sistemas, sistemas.

Então, entramos para um outro,
casamos, formados, filhos,
lógicas, comuns, vida, vidas,
até quando Deus quiser
seremos felizes, para sempre...
Condor Azul
Enviado por Condor Azul em 21/06/2007
Código do texto: T535867
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Sobre o autor
Condor Azul
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 57 anos
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Condor Azul