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GLÁUCIA - EM BUSCA DA JÓIA DE SETE FACES - FINAL!!!

          Quando o livro começou a se refazer, a luz que emanou do livro invadiu o corpo morto de Gláucia. O coração foi curado, o sangue voltou a correr, sua alma estava em seu corpo de novo. Então ela abriu os olhos, que dessa vez brilhavam com um verde mais vivo ainda.

          O  Ceifador, ao olhar para trás, percebendo que Gláucia não estava mais no chão, viu que o livro não estava mais rasgado, mas por completo restaurado, como novo.

          Gláucia começou a flutuar no ar, e uma luz verde, intensa, fortíssima, quase que maciça, a cercava, envolvendo ela como um turbilhão.

          O castelo no alto daquela colina estremeceu mais ainda e as trevas das nuvens negras foram dissipadas pela força da luz que emanava do corpo e dos olhos de Gláucia.

          Ela estendeu as mãos para os corpos mortos e dilacerados dos amigos. Augusto, Hammorim, Olliveira, Giz Ellen, Galva Negra e DeoMiro começaram a se levantar com suas feridas cicatrizadas.

- O que está acontecendo aqui? Vocês deviam estar mortos!

          O Ceifador estendeu sua foice e as mãos de caveira seguraram os guerreiros novamente. Porém Gláucia apontou o dedo para os espelhos e eles se estilhaçaram em mil pedaços, jogando vários soldados de outras incursões contra a terra de WikiMétthrika para fora. Todos ressuscitavam quando a luz verde os atingia.

           Ele se transformou num dragão enorme destruindo o teto do castelo, derrubando os escombros por cima de todos os que lá estavam, mas Gláucia segurou toda aquela avalanche de pedras apenas com a força de sua luz. Erguendo ela as mãos ao alto rapidamente, milhares de pedras pesadas voaram quilômetros de distancia, muitas delas acertando o dragão Ceifador. Porém nenhum guerreiro foi ferido pelo desmoronamento do castelo.

          O Ceifador lançou uma rajada de sua boca na direção deles que cobriu por completo a montanha de um fogo negro. Todavia foi arremessado pelo poder da luz que fluía de Gláucia, que criou uma redoma de luz protegendo os guerreiros que não sofreram um dano.

          Gláucia começou a voar na altura do dragão. Nos céus, apenas uma cobra enorme negra, um corpo feminino reluzente esverdeado e a lua de sangue se via.

- O que aconteceu? Quem é você?

- Eu sou Córdia, Ceifador. Mas pode me chamar de Gláucia, pois esse é o meu novo nome.

- Córdia? Córdia foi morta pelo próprio companheiro.

- Negativo. Agora me lembro de tudo. A moça frágil chamada Córdia descobriu o poder que tinha apenas antes de morrer. O livro, ao brilhar, fez com que ela entendesse que sua alma poderia ser guardada ali. Porém o livro nunca foi mágico, e sim Córdia, que tinha um poder especial.

- E qual era?

- O poder da vida. Córdia foi morta, mas sua alma ficou guardada dentro do livro. Então eu renasci como Gláucia. E semelhante a ave Fênix que renasce das próprias cinzas, eu não saí da minha própria história, mas minha própria história que saiu de mim. Eu tenho o poder de dar vida àquilo que eu quiser. E a morte não tem poder contra a ressurreição!

          Gláucia lançou uma rajada de luz verde sobre o dragão que foi atirado para longe.

- Mas como? Eu não entendo. – dizia o dragão cambaleando nos céus.

- Apenas escondi minha essência naquelas páginas, que após a morte de Córdia, que era eu, enfim poderia renascer nova, mais forte e mais poderosa que antes.

          A lua que estava vermelho sangue de repente se tornou verde e iluminou toda a montanha.

          O Dragão Ceifador alçou um voo maior e se transformou num dragão ainda maior que quase cobriu toda a terra de WikiMétthrika:

- Eu sou o Dragão- Ceifador! Seu maior medo sou eu!

- Negativo – dizia Gláucia com voz firme – meu maior medo era ter que encarar meu passado e semear um novo futuro, mesmo que isso exigisse um sacrifício. Agora que renasci, estou pronta pra acabar com seu império de mentiras e morte!

- Eu não serei vencido por uma verme que usa as coisas que escreve e desenha em um livro pra se esconder da morte.

- Eu não usei um livro pra me esconder da morte. Eu usei um livro... pra me manter viva!

          Mais um raio verde foi lançado no dragão que foi rasgado em boa parte do seu corpo de trevas, o que fez com que desse um urro tenebroso de dor que ecoou os céus.

- Você não é párea para mim. Você é apenas Córdia, e como Córdia morrerá, só que dessa vez para sempre!!!

          O dragão vinha com toda a sua fúria demoníaca escurecendo os céus e destruindo tudo por onde seu rastro passava, pronto para acabar com Gláucia.

- Meu nome não é mais Córdia... mas Gláucia, a de olhos verdes. E quem renasceu uma vez... nem o maior medo poderá matar.

          Gláucia atirou-se na direção do dragão e no impacto do choque entre os dois houve uma explosão verde celeste como uma explosão de uma estrela no espaço. As trevas foram por completo dissipadas e o Ceifador foi se desfazendo nas trevas, para nunca mais voltar.

          Quando se desfez, a joia caiu ao chão, rolando até o final da montanha.

          Gláucia desceu e pegou o livro em suas mãos. Olhou para seus amigos que queriam se curvar, mas ela não permitiu:

- Sou igual a vocês. Não tenho nada de diferente.

- Mas você nos reviveu – dizia DeoMiro.

- Isso é uma longa história. Vamos descer e levar a joia para o rei. Concluímos nossa missão, companheiros! – disse com firmeza Glaúcia, que vagarosamente ia diminuindo o brilho que a envolvia.

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          Enquanto eles voltavam e atravessavam a terra de WikiMétthrika, perceberam que os orcs e dragões sumiram , mas que haviam vários concidadãos de Litherátuhus se levantavam do chão sem saber onde estavam.

- Eles voltaram ao normal. – disse Gláucia aliviada.

          O que muito alegrou o coração dos demais, principalmente do profeta Hammorim ao perceber que Petrus, o profeta, ressuscitou também.

          Quando voltaram para o condado de Litherátuhus, o rei Andher Son preparou uma condecoração para cada guerreiro que foi enviado para lutar contra o dragão e o terrível Ceifador. O mensageiro enviado pelo rei ressuscitou também e ele foi designado soldado.

          Todo o condado se reuniu para comemorar o retorno da joia ao rei, que estabeleceria a paz novamente e fizeram um enorme banquete em homenagem aos cavaleiros que lutaram contra o Ceifador, principalmente a Gláucia.

          O rei Andher Son nomeou todos os soldados ao título de Cavaleiros por Excelência. Chamou a todos pelo nome lendário que só era dado aos heróis mais fortes: RECANTISTAS.

          Gláucia foi chamada pelo rei:

- Minha guerreira. Eu sabia que você iria vencer.

- Rei... eu já sei de tudo. Suponho que você saiba, não?

          O rei corou e abaixou a cabeça.

- Não se preocupe – disse Gláucia levantando com as mãos a fronte do rei – o pior já passou. Ficou no passado.

          O rei chorou de alegria ao receber o perdão de Glaúcia:

- Você está com o livro? – perguntou o rei.

- Estou sim.

          O rei fez sinal com a mão para que todos os moradores de Litherátuhus ouvissem:

- Pelo poder que me foi concedido, a partir de hoje, por causa de toda a bravura  coragem, por ter destruído o terrivel Ceifador, eu agora nomeio Gláucia... minha filha e principal Cavaleira, com um novo nome. JULIANA!

          Todo o condado aplaudiu e gritou de alegria.

- Muito obrigada, rei Andher Son.

- Está bem. Agora Juliana, me dá o livro.

- O que? Não entendi?

- Juliana, me dá o livro!

- Mas... como assim... não estou entendendo?

- Juliana, me dá o livro! Acorda!

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          Juliana percebe que Anderson, seu namorado está junto a ela, sacudindo ela pelos ombros:

- ué. Mas o que aconteceu? Onde estou?

- Amor, você tá doida. Você na sua casa.

- Mas aqui é o condado de Litherátuhus?

- HAHAHAHAHA! Se esse ônibus passa aqui no Paraná eu não sei.- ria o companheiro.

- Mas... onde estão os guerreiros, orcs, soldados...? eu estava com um livro nas mãos e...

          Juliana então olhou para suas mãos e percebeu um livro de histórias infantis.

- O que eu estava fazendo?

- Você disse que iria colocar o menino pra dormir. Ele pediu que você lesse uma história pra ele antes de dormir. Você pegou um livro, começou a ler. Eu estranhei a demora, então fui ver que o menino já tinha dormido e você continuou lendo. Cansei de esperar e vim te chamar. Vamos que está todo mundo lá embaixo.

- Todo mundo quem?

- Os recantistas, criatura. Lembra: vocês não marcaram de ficar conversando em casa? Alguns vieram te visitar. Tá todo mundo lá embaixo. Vamos logo que coloquei um filme pra gente.

- Não foi real? Gente do céu. Parecia tão real.

- Ai ai, viu. Voce que fantasia muito. Agora vamos!

          Juliana se levantou e viu o que estava escrito na contracapa do livro. Foi ela quem havia comprado para seu filhinho de presente de aniversário de sete anos.

- Boa noite, Heitor! - após beijar sua testa, apagou a luz e saiu do quarto.


FIM



Uma homenagem a recantista JULIANA MONTENEGRO.
Leiam suas obras e entenderão.

Confesso que não imaginei que ficaria tão longo, mas a inspiração criou asas e decidi voar com ela.
Deus em Cristo vos abençoe
Leandro Severo II
Enviado por Leandro Severo II em 18/07/2019
Código do texto: T6698886
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Leandro Severo II
São Paulo - São Paulo - Brasil, 26 anos
82 textos (3987 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/12/19 10:52)
Leandro Severo II