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Proseando com o Macaco Prego

        Ponha o tapete para não sujar sua bunda, meta o rabo entre as pernas e senta aí, em cima do lagedo para rolarmos um lero. Sinta-se em casa e preste atenção ao que irás ouvir, ok. Relaxa, fique numa nice, que já vêm boa e exemplar estória de vida! Comigo não tem dos mimimis de minha espécie, as balelas de bulling, discriminação, racismo; e tanto eu quanto você, alternamos minimalismos e animalismos. Somos uma só alma; e o nosso antepassado é a nossa história. Sob o efeito vodka orlof, no passado você era eu; e de agora em diante, eu sou você; sobretudo, porque o macaco prego tá certo.
              Um cão dalmata campeiro como cia, pássaros em revoada, uma vaca leiteira, duas galinhas e um galo para garantir as proteínas, um baseado bem apertado com fumo da melhor erva de manhã e outro on light red sunset. Aqui está a matéria prima, Macaco; vou enrolar, apertar bem e deixá-lo de sobreaviso, pois como disse, dou umas boforadas no pito bom de manhã e à tarde. Mas sabe como é: a mente é falha, os neurônios quietam-se, a corrente sanguínea esfria, o coração pede; aí, fogo no cachimbo.  Bem, segure-o; assim dou-lhe direito de frear meus instintos.
         Prosseguindo a minha saga: uma xícara de café para balançar os neurônios, céu em metamorfose; cagando o mínimo possível dia sim outro não, ensacando a merda em papel biodegradável e enterrando para não poluir as águas; excelente rock progressivo na vitrola Sonnata herdada de meu pai. Com tudo isto, a Amazônia que torre e o país que se exploda.
          Não fala nada, hombre? Parece que está impaciente, preocupado. Que nada, seus parentes não estão na floresta Amazônica. Chega mais, vai. Tu é de casa. Morde uma banana na faixa! Quem não fuma um do bom, come banana.
            Esse povo falaz que não me venha tirar o sossego. Estou com a cabeça feita, curtindo a rebordosa, numa nice, morô!? Se estás afim, venha, chegue mais bicho grilo. Lá pelas tantas, toco fogo na fornalha para fazer uns biscoitos. Se quiseres, asso umas batatas doces e espigas de milho. Ainda não sou vegano, mas chego lá. Nasci tomando leite,  ingerindo Coca cola, comendo miojo e hot dog com catchup, mostarda e maionese. Só lixo, porcaria alimentar, brô! Estou limpando, faxinando o meu organismo. Demanda certo tempo, mas farei a depuração orgânica, intestinal e estomacal.
        Aproveito o luar, a aura sertaneja, ponteio a viola e o astral noturno, entoa a letra. A aragem e o sereno da madrugada inspiram, exalam pura poesia, meu Brother. É o momento que apuro os tímpanos para ouvir o clamor chiado da cachu, cara! Magistral água límpida, cristalina, que desce livre e solta no despenhadeiro lageado. Beleza pura!
             Dormir? Faço quando quero, pois após a meia-noite, no dia seguinte, serei a mesma cabeça feita do dia anterior. O sono precede a morte; daí, dormiu, morreu. Prefiro 10 anos à cem, que 100 a dez. Entendi a sacada?
    O lance é dar uma acelerada, a start in the life, sacô! Alterno português e inglês nos meus textos, isso porque os caducos provincianos deste torrão deleitam-se em importar tudo, até o idioma. Só não importam cachaça e mulher, afinal as girls brasileiras são únicas, verdadeiro show feminino, cordas de viola tocada por dedos sensíveis, leoas felinas de pelo suave, é a brahma chopp; a number one  worldwide e desce redondo.
            Temos a mulher melancia, mulher jaca, mulher tatu, mulher bate estaca, mulher dança na boquinha da garrafa, mulher naja, aquela que dá o bote em jogador de futebol; e por aí segue...; aqui a mulher se promove pela alcunha. Speak monkey!
     Nas cidades as luzes artificiais apagaram-se. Um cheiro acre sobe os ares. Enferrujadas aldrabas e ferrolhos começam tilintar o desprendimento. E o céu? O céu cinza apresenta-se às vistas lacrimejantes; enquanto aqui está tudo límpido, claro, transparente. A lua recolheu-se no grotão; já o avião desapareceu nas nuvens, deixando para trás o rastro do progresso.
       É dia, de mais um dia! Ao sol, desejo bom dia! Apresente com força, energia e vigor ao plantão; mas venha manso, leve, morno, pois embora dependem de seus cuidados para a geração de clorofila e fotossínte, o solo, as plantas e os vegetais são sensíveis.
            Valeu aí, são 6 horas da matina de uma quarta-feira indefinida. Uma quarta-feira dividida entre o que é, e o que ela poderá ser. Vou dar um sossego pra tu, Macaco Prego, encerrado esta missiva. O alô do dia é: nunca esqueça daqueles que te estenderam a mão, lançando uma ou um pedaço de banana! A quantidade é o que menos importa, e sim a divisão. O apreço; entendi a parada?
            Precisamos dormir. Junte-se aos seus. Eu sigo solitário por aqui. Provavelmente sua Senhoria não saiba, mas solidão é sentimento oco, vociferado que não ecoa em meio à multidão surda. Valeu, my friend, nos vemos lá. Onde? Pergunte para your God. Go ahead; até... breve.
    Ah, grite, berre, uive, faça coro e comunique a patota sobre o Lula livre, já! E fora Bolsonaro.
Mutável Gambiarreiro
Enviado por Mutável Gambiarreiro em 28/08/2019
Reeditado em 29/08/2019
Código do texto: T6731051
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Mutável Gambiarreiro
Jegue é - Tovuz - Azerbaijão
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Mutável Gambiarreiro