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THE BEST OF SADE

THE BEST OF SADE

Tarde de verão. Final de expediente e Hector estava no escritório. Será que só pego estes trabalhos de pesquisa? Eis que sua secretária anuncia uma cliente. Mas eu não estou esperando ninguém. Quero ver se hoje consigo por esta bagunça em ordem. Sem paciência e exausto, não queria mais atender aos clientes. Cliente nova... Ela adora fazer isso comigo. Vem com esta voz de quem vai dar no final do expediente. Sabe que cliente nova é sempre dinheiro novo, mas como era uma cliente nova, Mande entrar. Eis que entra a secretária na sala e em sua companhia, A CLIENTE. Que mulher exuberante, Laila... Com um vestido branco, que delineava suas curvas. Um vestido que lembra as Deusas da Mitologia Grega e até podia ser. Afrodite me visita? Hector mal conseguia falar. Sente-se, por favor. Enquanto acomodava a cliente, ele começou a percorrer o corpo dela com os olhos... Belos pés... Confortavelmente numa sandália, deixando-os nus e sensuais... Bem cuidados dedos rosados, unhas muito bem aparadas. Devem estar até perfumadas. Que pernas. Depilação perfeita. Como adoraria passar as mãos na parte anterior destas coxas. Grossas o suficiente para dar mordidas de leve. Esta mulher me enlouquece. Hector já estava nervoso... até que foi interrompido pela sua secretária: - Eu já estou indo. Até amanhã, Dr. Hector. Deu aquela piscadela sacana daquelas que só mulher sabe dar. Ao ouvir isso, enlouqueceu com a idéia de ficar sozinho no seu escritório com aquela mulher. Ainda bem que já estava ouvindo este CD de Sade. As mulheres adoram Sade.

Que posso fazer pela senhora ou senhorita? A princípio achou estranho ela não ter falado sequer uma palavra. Prontificou-se logo a se apresentar e procurar saber o que a levava a procurar um advogado. Hoje em dia todo mundo precisa de um advogado. A mulher ouviu a pergunta atentamente e calada continuou. Hector não conseguia tirar os olhos do seu decote... por um breve espaço de tempo os dois se calaram e seus olhares se encontraram. Hang on to your love no ar. Até que Laila se levantou. Largou a bolsa na cadeira e caminhou pela ampla sala... Aquele caminhar dançante acompanhando a música de forma discreta como só Deusas sabem fazer. Olhando nos olhos de Hector, sem dar uma palavra sequer.

Que olhar. Laila tinha um olhar provocante, daquelas mulheres que te olham atrás da mente, era uma bela mulher, transpirava sensualidade... Perfumada e transparente. Tinha uma boca desenhada, carnuda, olhos cor-de-mel, cabelos ondulados, castanho-claro, uma pele bronzeada. Hector era um homem bonito, másculo, chamava atenção onde aparecesse... Alto, moreno, tinha olhos verdes que chegavam a brilhar... e um sorriso que mataria qualquer mulher de desejo por aqueles lábios. Lábios doces algumas diziam. A medida que andava ia se aproximando dele... Smooth Operator. Agora que me entrego mesmo. Até que se sentou à mesa, em frente a Hector. Ele mal conseguia respirar, chegou a suspirar.

JEZEBEL Não consigo tirar os olhos do corpo desta mulher... Finalmente ela falou: - Não me
pergunte a que vim, e nem porque. Sou Laila, mas serei sua JEZEBEL hoje.

Depois de praticamente murmurar essas palavras, Laila puxou a cadeira de Hector, ficaram cara a cara, boca a boca... os dois se olhavam profundamente. Só Sade murmurava. Vagarosamente, ela tocava seus lábios no dele, repetindo por movimento I want you to be mine. Provocando aquele homem como ninguém havia feito... Imediatamente Hector laçou suas mãos ao redor do corpo de Laila ou será Jezebel. ... Os dois se beijavam loucamente... Todas as lições de beijos foram descritas e transcorridas. Repassadas, acompanhando o Sax sensual. Suas línguas se encontravam e se buscavam de maneira selvagem...

De repente Hector se afastou, olhou pra aquela mulher com desejo e paixão e pediu-lhe para tirar a roupa dela... The sweetest taboo. Laila levantou-se e virou-se de costas para Hector... Keep on. Puxa a música podia até ser mais lenta, mas calha bem para o momento. A medida que ele a despia, beijava cada parte de seu corpo, sentindo seu cheiro e calor, beijou seus cabelos, sua nuca, perfumada bem sútil para ocasião. Pelos ombros, descendo pelas costas, beijando sua cintura até retirar todo o seu vestido... Laila vestia uma calcinha bem delicada, renda branca. Seus pelos muitos bem aparados de forma a ficarem todos sob o tecido.



Foi deitando-se vagarosamente na mesa.. It is a crime Ter uma mulher assim? Corriam mil desejos, todas as certezas e incertezas do mundo para Hector. Esta mulher não pode existir. Ela levantou suas pernas e num gesto acrobático puxou Hector para junto dela com a ponta de sua sandália.
Podia se ouvir Is It a crime? Não Não pode ser um crime. Serei seu escravo eterno. Ele não se conteve. Foi tirando sua calça de linho. Seu cinto de fivela dourada, sua camisa apenas desprendeu os botões. Chegou junto ao corpo de JEZEBEL. Que seios maravilhosos. Sentindo os bicos endurecerem nos seus dedos. Tão bom quando uma mulher tem prazer pelo prazer.

Never as good as the first time. Isso era a certeza para ambos. Do que aconteceria ninguém saberia, mas never as good. Devemos se entregar apenas uma vez? Hector já tinha sua lingua trabalhando por todo o corpo de Laila. Ela suspirava. Seu prazer era verdadeiro. Era Afrodite em pessoa. Minerva, Diana. Ela levanta uma mão e pelas costas explora com leves pressões o cós de Hector. Como se quisesse que ele a possuísse naquele mesmo instante.

Love is stronger than Pride. Ele não conseguia resistir. O sol já se tinha posto. E a única luz que iluminava a sala era do bom aparelho de som. Iluminava as extremidades dos corpos cada vez mais colados. Ela podia sentir o volume que se formava sob o pequeno tecido que cobria Hector. A roupa já não existia mesmo estando presente. Nada existia. Apenas o calor dos corpos. O suor do Paradise.

Voltaram as línguas. Cada um de seu lado. Foram para o chão. Queriam trocar saliva de desejo. Ele tirou sua renda e ela seu algodão. Da parte dele um músculo cheio de nervuras, rijo, duro saltou direto para a boca de Laila. Ela saboreou de ponta aponta. Beijando, sugando, colocando em sua garganta, mordiscando. Hector não conseguia fazer nada. Gemia como nunca gemeu antes. Como pode ser sem nunca Ter sido?

Chegou a vez dele retribuir. Chamou como se Nothing can come between us. Suas mãos eram extensão do corpo todo. Fazia Hector se arrepiar até o ultimo fio de cabelo. Mas Hector sabia explorar uma bela caverna. E como sabia. No ordinary love. Laila tremia. Todo seu corpo tremia. Hector nunca tinha visto uma mulher gozar daquele jeito. E gozou em sua boca. Quente e escaldante. Que mulher. Como pode. E não para de gozar. Seus olhos semi-encerrados mordendo a palma da mão, pois o grito seria o maior do bairro, da cidade, do planeta. Hector não agüentou e gozou espesso, de várias golfadas nas mãos da Deusa. Ela levou o gozo como o néctar dos Deuses. No ordinary Love. Espalhou pelo seu corpo e brincou contra a pouca luz em testar a densidade entre dedos. Como se fosse um saque da garrafa mais bem guardada tomou em pelos cálices imaginários. Ordinary love foi eterno.

Like a tatoo... Abraçados permaneceram. Nenhum dos dois queriam desistir. Além do mais sabiam que tinham mais cinco músicas. Hungry for life. Carinhos são tão confortantes neste momento. Ambos queriam sentir-se um dentro do corpo do outro. Suados, mas donos do mundo. Tocavam nas teclas imaginárias do piano muticorporal de cada um.

Kiss of life....

Lorenzo
Lorenzo Giuliano Ferrari
Enviado por Lorenzo Giuliano Ferrari em 14/10/2007
Código do texto: T693535
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lorenzo Giuliano Ferrari
São Paulo - São Paulo - Brasil, 54 anos
1839 textos (51480 leituras)
1 áudios (2458 audições)
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Lorenzo Giuliano Ferrari