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Niran I- Pacto

Bem, cá estou em uma masmorra, traído pelos meus companheiros e o pior com muita ressaca. Para vocês que não sabem o que é uma masmorra, não e nada mais nada menos do que uma prisão no subsolo, ar fede, tudo é muito úmido, com tochas no corredores para iluminar o local e geralmente tem um filho de cruzamento entre um humano e um ogro guardando a entrada da cela.
Já estava me acostumando com a ideia de ter minha cabeça colocada em uma estaca, na minha situação que além da bebedeira incluía um envenenamento na noite anterior, eu não via como fugir de lá. Até que o filhote de ogro abriu a cela e o Conde local, Thibaut Lazuli um homem de estatura média, cabelo grisalho e um olhar azul penetrante entrou. A acompanhado de outro guarda e seu servo que trazia uma cadeira, na qual Conde Lazuli se sentou e ordenou para que o servo se retirasse.
- Bom dia, dormiu bem arenoso? Espero que não. A droga que dei para os seus amigos doparem você demora até que todos os seus efeitos passem. Levante-se!
Obedeci, era difícil resistir a ordem dele como se houvesse algum feitiço em sua ordem.
- Amigos... Não gosto mais deles do que gosto de você, só viajávamos juntos até essa traição... Olhos azuis. – Disse as ultimas palavras com nojo e um murro vindo do guarda que havia se postado ao meu lado atingiu a boca do meu estomago, fazendo com que eu me encolhesse e sentisse vontade de vomitar até as tripas saírem.
- Não há motivo para desavenças entre nós arenoso caso você seja quem seus companheiros disseram que era. A proposito não precisa pensar em vingança eu já cuidei disso, se aceitar minha oferta vai poder ver as cabeças deles na entrada da cidade. – Enquanto ele falava seus olhos, que pareciam nunca piscar, se mantinham fixo nos meus como se tivesse tentando ler meus pensamentos. – Idiotas! Se pensaram que eu ia deixar que vagabundos vagassem livres pelas minhas terras.
- Devo agradecer ao senhor? Causa meu envenenamento, me rapta e mata os traidores que antes eram meus companheiros. – Sentia ódio, fome, cede e o Conde que me aprisionou queria me propor algo, o dia não podia ficar melhor. - Alias quem você pensa que sou?
- Niran o ladrão, se a história for verdadeira você roubou quatro anéis da mão de um duque em sua própria festa sem que ele percebesse. – Notei que ele era um pouco cético quanto a isso. -  Além de vários outros itens do castelo e dos convidados.
- E a virgindade de uma dama, vocês sempre esquecem essa parte, e eu não sou um ladrão sou um ladino.
Ladrões são geralmente burros e não gostam de banhos, eu me aproveito de situações e tenho meu próprio código de honra, que diz “não prejudique ninguém a não ser que a pessoa prejudicada prejudique outras pessoas” apenas isso.
- Não me importo como se refere a si mesmo ladrão. – Dava para ver que era difícil para ele não ordenar que arrancassem a minha cabeça. – Preciso de um serviço e pela sua posição e meus meios no momento, você talvez seja a melhor opção.
Lá vamos nós novamente.
- Contanto que não seja a saia de nenhuma dama, o que quer que eu roube?
- Pare de brincadeiras!
 Novamente, a ordem fez com que eu endireitasse meu corpo e meu semblante tornasse sério. Ainda com a náuseas parecia mais que eu estava fazendo uma carreta.
- Eu quero que traga uma caixa para mim, oque tem dentro para você não importa já que ela está lacrada por magia. Faremos uma promessa de sangue.
Um pacto desse tipo oferecido por um Conde, pelo jeito eu havia me metido em um sério problema.
- Tudo bem, mas o senhor sabe efetuar o pacto? – Era difícil encontrar nobres que sabiam sobre uso da magia, geralmente deixavam a cargo de seus sábios.
-Sei a magia que preciso saber para garantir a segurança do reino. – Um homem devotado ao rei, sério isso me causava mais náuseas. – Então a caixa pela sua vida, de acordo?
- Certo! Mas inclua que você e nenhum dos seus homens possa me assassinar antes, durante e depois que a missão for concluída. – Os traidores me deixaram uma lição no afinal.
Ele assentiu e sem tirar seus olhos de mim, pegou um punhal que estava escondido sob suas roupas, fez um corte na palma de sua mão e disse.
- Por Mog, senhor das promessas, eu ofereço liberdade e proteção contra mim e meus homens em troca da caixa que tanto anseio obter.
Ele me entregou o punhal e estendeu a sua mão ferida que o sangue já começava a escorrer vagarosamente. Cortei a palma de minha mão.
- Eu perante a Mog, senhor das recompensas, aceito a oferta. - Fazer o que, era isso ou uma vala.
Nos apertamos as mãos, sangue contra sangue e a ferida se fechou.
O pacto foi selado.
Capo Soti
Enviado por Capo Soti em 10/06/2021
Reeditado em 11/06/2021
Código do texto: T7276098
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Capo Soti
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 24 anos
1 textos (11 leituras)
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