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O Prémio do Herói - III Capítulo - O Cavaleiro Guerreiro Mago


Haviam várias portas e postigos nas muralhas da cidade, e para junto de cada uma foi destacado um grupo de homens para guardar a saída e não deixarem fugir os mouros impunes.

A porta de Valada era uma das que os mouros preferiam para fugirem porque dava para o caminho de Lisboa, cidade importante que depois veio a ser a capital de Portugal,  mais a sul ainda em mãos de árabes e ansiado refúgio dos fugitivos.

Junto dela, estava destacado Pedro Escuro, nobre, valente e misterioso guerreiro, de quem pouco se sabia, tal era a reserva com que ele mantinha os seus assuntos em segredo.

Não se conhecia ao certo qual a sua nacionalidade, pois que era mais escuro que a maioria dos naturais do país, havendo até quem sussurrasse á boca pequena que ele era um mouro renegado pelo seu povo, ou um judeu extraviado, ou até seria natural de um país mais longínquo perdido nas brumas do mistério.

Dizia-se que durante a noite evocava os seres das sombras que eram seus escravos e que vinham ajudá-lo nos seus trabalhos de curandeiro e mágico.

No entanto tinha sido devido a essa sabedoria e arte de curar que tinha ganho a confiança do Rei, ao salvar sua Rainha de morte certa, curando-a de umas febres maléficas, com as suas ervas preparadas em segredo e aplicadas com estranhas palavras numa língua desconhecida.

Era também um valente e nobre guerreiro, pronto para todas as batalhas e seus companheiros respeitavam-no e temiam-no pois que sabiam que ele não baixava a guarda, até que á derrota final e não usava de misericórdia com seus inimigos, sendo no entanto um fiel e nobre amigo para os que ganhavam a sua confiança.

Como estava nas boas graças do Rei e da Rainha e até constava entre os mais atrevidos que a nobre dama, tinha uma certa predilecção por ele, e aliado á fama de que gozava, ninguém se atrevia a colocar em dúvida a sua fidelidade á causa que abraçara de servir El-Rei de Portugal, D. Afonso Henriques e sua esposa, D.Urraca.

(Continuação em breve...aguardem por novidades...)
Arlete Louro
Enviado por Arlete Louro em 23/07/2006
Código do texto: T200035


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Sobre a autora
Arlete Louro
Alpiarça - Santarém - Portugal, 64 anos
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Arlete Louro