MEU AMOR É UM VAMPIRO - Cap. 35

Aline se levantou para novamente desabar na cadeira em que estava sentada. Depois de passados os primeiros segundos de susto, subitamente ela começou a rir, para espanto e impotência de Rafael.

- Você enlouqueceu! Que palhaçada é esta?

- O assunto é sério, Aline. Não estou mentindo.

- Não disse que está mentindo. Só afirmei que você está louco - Aline parou de rir, passando da zombaria para a irritação. - Não acredito que você tenha vindo até minha casa para me dizer um absurdo destes, Rafael. Não sei o que está acontecendo, mas vou alertar a minha irmã para tomar mais cuidado com você.

Aline se levantou para sair. Nervoso, Rafael a puxou pelo braço, dizendo:

- Não conte nada a Kass, por favor, Aline. Ainda não.

- Solte meu braço, Rafael - pediu a garota puxando a mão, com força. - Você está gelado! Me solta!

O desespero passou a tomar conta do rapaz. Com receio que Kassandra entrasse de repente no escritório, ele começou a contar tudo, tropeçando nas próprias palavras.

- Aline, eu e você somos os eleitos de Ian e Verena para fazer parte da legião de vampiros deles. Veja esta mordida no meu pescoço - e puxou novamente a gola para que Aline visse as marcas que Verena deixara. - Isto significa que estou me tornando um vampiro e eu não tenho mais volta agora. Mas você ainda tem chance de escapar. Pegue Kass e fujam de Rosas antes que esta cidade se torne um lugar amaldiçoado.

- Rafael, cale a boca. Você nem sabe mais o que está dizendo.

A garota mal podia acreditar que estava ouvindo tantas asneiras.

- Você pode saber se Ian é realmente um vampiro - ele continuava a falar rápido, quase sem fôlego. - Pegue um espelho e veja se a imagem dele é refletida.

- Não vou me prestar para esta loucura.

- Vampiros odeiam crucifixos - continuou Rafael, não se importando com o pouco caso que Aline fazia de seus avisos. Percebendo que ela possuía uma cruz ao redor do pescoço, escondida dentro do vestido semi-pronto, Rafael puxou a correntinha de dentro da roupa dela. Furiosa, Aline lhe deu um tapa na mão, puxando-a volta. Rafael ainda teve tempo de dizer:

- Mostre seu crucifixo para Ian e veja qual vai ser a reação dele.

- Se não fosse por Kassi, eu chamaria meu pai - esbravejou Aline em tom baixo.

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Patrícia da Fonseca
Enviado por Patrícia da Fonseca em 18/07/2013
Reeditado em 18/07/2013
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