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O INIMIGO DE JACK
 
   O tiro ricocheteou no aço quente do fogão, desviou em uma panela e acertou seu peito. Kelvin caiu no chão, vidrado no vazio. As lagrimas de Alice envolveram-no e não pude salva-la do tiro seguinte. Corri então escada acima até encontrar uma mesa de mogno. Uma chuva de tiros voou na minha direção. Joguei-me embaixo da mesa e deixei descarregar o cartucho. – Não conseguira fugir por muito tempo Jack... rolei até o quarto e fechei a porta. Não tinha como escapar e Carlos sabia disso. O cadáver de Felipe e Claudia estavam sobre a cama, uma fita de sangue escorria dos lenções pingando no acoalho. Tratei de cobrir seus rostos, antes que surgisse coragem de enfrentar o homem. Carlos arrombou a porta com um chute, a ponta do cano da sua arma foi a primeira coisa que vi, um rifle pensei, talvez, não entendia de armas. Seu olhar penetrou nos meus, sua expressão de ódio alastrou-se pelo quarto como um câncer – Deus não terá misericórdia de sua alma.

   Aproximei-me dele pelo lado direito, ligeiramente, então senti algo perfurando minha perna e um esguicho de sangue cobriu meu corpo. O sangue escorreu por meu rosto até a boca. Em seguida, surgiu a brecha, Carlos não era ágil, então contra-ataquei, girando num movimento circular até alcançar seu braço. Lutamos pela arma, Carlos soltou uma das mãos da arma e disferiu um soco de quase uma tonelada no meu rosto. Sento meu maxilar estourando por dentro, e cuspi quatro dentes em seguida. Carlos tentou me dar um segundo soco, então mordi sua mão, arrancando um dedo. A arma caiu no chão, Carlos a chutou para a parede, joguei-me na intenção de alcança-la, mas ele segurou minha perna e jogou na direção oposta.

   Carlos estava próximo da arma, e não podia deixa-lo pega-la novamente. Joguei um balde de água quente que havia sobre um gabinete, e lancei-me na sua direção. Carlos começou a gritar, a pele de suas costas desmanchou-se, aproveitei o momento e disferi um soco na sua nuca, derrubando-o. Caminhei então até a arma, Carlos se levantou, colocando as mãos para o alto. Então, apertei o gatilho... apertei novamente mais umas três vezes, então notei que estava descarregada. Carlos sacou uma faca do bolso da calça, e atirou-a na minha direção, acertando meu olho – Morra, vampiro maldito.
Vinícius N Neto
Enviado por Vinícius N Neto em 29/01/2018
Reeditado em 29/01/2018
Código do texto: T6239256
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Sobre o autor
Vinícius N Neto
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Vinícius N Neto