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Um amigo oculto

Olá amigos, irei trazer sempre um conto de terror aqui no recanto. Eu gosto muito de escrever quando o assunto é suspense ou algo voltado para o macabro. Provavelmente vocês irão ter esses contos com maior frequência. Boa leitura.



Certa vez, Cassandra andava sobre o quintal descalça. Seu maior divertimento era correr por todos os lados e conversar com seu amigo imaginário chamado Oliver. Já era hábito, a garota de 7 anos acordava, tomava seu café e ia para o quintal falar com Óliver. A partir dai, o dia passara e ela nem notara. Sua mãe até então achava que era saudável, sabe como é né? A garota já não tinha nenhuma amiguinha para brincar de tomar chá ou fazer o cabelo de suas barbies. A mãe Matilda então aceitou a ideia de que houvesse um tal "amigo imaginário" que a mesma pudesse brincar.
O pai de Cassandra morrera antes dela nascer. Era viciado em cocaína, comprava lá seus lotes e pagava sempre atrasado. Vida de bandido amigo, já sabe como vai terminar né?
Um certo dia o homem pegou uma grande quantia e cheirou pra caralho, ficou doidão. Os homens deram o prazo de uma semana para ele pagar, porém não conseguiu. Resultado? Um tiro certeiro na cabeça e outros três no peito, só para conferir, né?


Matilda sempre fizera de tudo por Cassandra. Não iria falar do seu pai tão cedo. Mas também não iria esconder isso mais tarde, só estava esperando a menina crescer um pouco e ter uma pequena base de como as coisas funcionam.

Certo dia, Cassandra fora brincar com Óliver. Era estranho porque ela ficava de mãos dadas com ar, como se realmente seu amigo estivesse presente. Pulava no chão, convidara ele para tomar chá. Mas um certo dia...

Matilda chamou sua filha para entrar, pois já passara da meia noite. Nunca Cassandra ficou fora tão tarde.
Sua mãe chamou, sem respostas.
Logo após, saiu no quintal em busca de sua filha. Era uma boa casa, havia alguns arbustos pequenos e o muro que separava a rua. Matilda procurou e não viu nada.
Olhou por tudo, mas nada de sua filha.

Sentou sobre a varanda e começou a pensar. Hora, sua filha não tinha ninguém. Não era possível que tenha saído de casa. Mas então notou que o portão estava escancarado. O desespero bateu e a mulher correu para fora em busca de sua filha.

Corria gritando " Cassandra minha filha, onde está você?"
correu por todo o quarteirão até que viu a roupa da menina no chão, assim como a tiara e as sandálias. A mulher correu como se não houvesse amanhã.
O que poderia acontecer? Será que ela foi sequestrada ou algo do tipo?
Matilda procurou e de repente olhou para o teto de um triplex. Era grande o bicho, devia ser de alguém poderoso, ou de algum político filho da puta.

Lá estava ela, nua e com as mãos dada para o nada! Sim para a porra do nada!
Matilda gritou para que a garota descesse, porém parecia estar em transe, dava risada e agradecia Óliver por tudo.

Cassandra se jogou da casa e caiu de cara no chão, arrebentou a cabeça e se quebrou toda, o sangue logo começara a sair pela rua deserta...

Matilda não acreditou no que vira, foi ao encontro de sua filha e chorou muito, gritou o quarteirão todo e algumas pessoas saíram para ver o que tinha acontecido. Sua filha estava morta, mortinha da silva. Matilda sofre e acaba desmaiando.
Não se sabe como a mulher ficou depois disso, apenas que sua filha nunca mais retornara...
Rafael Fernando Cibi
Enviado por Rafael Fernando Cibi em 14/01/2019
Reeditado em 14/01/2019
Código do texto: T6550880
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Rafael Fernando Cibi
Curitiba - Paraná - Brasil, 22 anos
273 textos (6472 leituras)
2 áudios (45 audições)
1 e-livros (19 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/02/19 13:20)
Rafael Fernando Cibi

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